Blog

Mulheres no TRC: os desafios de comandar uma transportadora

Image title

Priscila Zanette, diretora da Ouro Negro Transportes 

Segundo um estudo da International Business Report (IBR) – Women in Business 2019, realizado pela Grant Thornton, 93% das empresas do Brasil responderam que têm pelo menos uma mulher como líder – acima da média global de 87%. O Brasil entrou na lista dos dez países com mais empresas que têm mulheres em cargos de liderança.

Felizmente, posso me considerar parte desse importante número. Entrei na Ouro Negro aos 17 anos no setor de faturamento, e desde então, minha vida tem sido focada em um crescimento mútuo, tanto profissional como o da empresa. Durante os dois anos e meio que antecederam minha promoção ao cargo de Diretora que ocupo hoje, passei por diferentes setores da organização, conheci todas as unidades, participei das convenções e reuniões semanais de gestores.

Quando assumi a empresa foi difícil pela minha idade, por ser mulher e filha do fundador. Na época, se me perguntassem, eu diria que não enxergava dificuldades, mas hoje, com 17 anos de empresa, percebo que para ganhar a credibilidade que tenho e alcançar o cargo que ocupo, não foi nada fácil. O meu maior motivador continua o mesmo, dar continuidade ao legado que meu pai deixou. Com o tempo e apoio da minha família, me apaixonei pela gestão, desenvolvi o gosto de estar com a equipe, pensar em estratégias e encontrar soluções para os problemas diários. O setor é dinâmico, isso combina comigo, precisamos estar em constante evolução.

O transporte de cargas é o principal meio de abastecimento do mercado industrial e comercial brasileiro. São mais de 130 mil empresas e uma frota total de aproximadamente 1,6 milhão de caminhões responsáveis por transportar 65% de tudo o que circula no país.

Acredito que após estás duas crises recentes (greve dos caminhoneiros e covid-19) o nosso setor está ganhando destaque, a população tem percebido o quão importante ele é, e os governantes entendendo cada vez mais que o TRC é um setor indispensável para a vida em sociedade.

Por fim, nós mulheres ainda somos minoria no setor, acredito na equidade e no trabalho duro, temos que continuar indo adiante, nos incentivando, trabalhando duro e com coragem, porque independente do gênero, os negócios precisam de competência.