Pesquisa CNT de Rodovias 2017 revela que em SC trechos concessionados estão melhores do que os geridos pelo Poder Público

21ª Pesquisa CNT de Rodovias (divulgação)

Para reconstruir, restaurar e manter as rodovias federais e estaduais, o Estado de Santa Catarina deve reservar R$ 1,69 bilhão. Isso, pelo menos, é o que revela a 21ª Pesquisa CNT de Rodovias, divulgada na manhã desta terça-feira, 7 de novembro, em todo o Brasil.

Este total é a soma de R$ 1,34 bilhão apenas para ações emergenciais de reconstrução e restauração das rodovias, com a implementação de sinalização adequada. Os R$ 353,58 milhões restantes seriam para manutenção dos trechos classificados como desgastados.

A pesquisa analisou 105.814 km de rodovia de todo o território nacional, sendo 3.249 km somente em SC. E, deste total, apresentou que 63,7%, o equivalente a 2.070 km, apresentam algum tipo de deficiência, considerando o estado geral (classificação regular, ruim ou péssimo). Em paralelo a este resultado, apenas 36,3%, que representam 1.179 km, foram classificadas como ótimo ou bom.

Resultados que, para o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, refletem diretamente no custo do frete, uma vez que as péssimas condições das rodovias influenciam nos valores despendidos para manutenção dos veículos, por exemplo.

A pesquisa trouxe à tona, ainda, que somente os trechos concessionados à iniciativa privada tiveram classificação ótimo e bom superiores. Dos 564 km percorridos, 500 km, referentes a 88,7%, foram bem avaliados. E somente 11,3% (64 km) foram consideradas regular.

Em contrapartida, dos 2.685 km sob gestão pública, 74,7% (2.006 km) foram avaliados entre regular, ruim e péssimo. O restante, 25,3% (679 km), estão em ótimo ou bom estado.

Informação que concorda com uma defesa antiga de Rabaiolli, empresário do Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) há cerca de 30 anos. “A concessão é fundamental para que a nossa atividade seja desempenhada com qualidade. Isso implica em segurança para o motorista, fundamentalmente. No entanto, também significa dizer que os prejuízos com manutenção serão reduzidos. Isso porque as estradas estarão em melhor estado de conservação, além de podermos repassar o valor do pedágio, neste caso, oficial, no preço do frete”, defendeu.

O pedágio oficial, explicou o presidente da Fetrancesc, “é aquele que a gente paga para a concessionária na praça de pedágio”. Já o não oficial é a soma dos custos fixos (hora do motorista e investimento no veículo) e variáveis (manutenção do veículo, combustível, pneus, etc) do TRC, “difíceis de repassar ao cliente”.

Estado geral das rodovias piorou de 2016 para 2017 – A 21ª Pesquisa CNT de Rodovias apontou que a condição das estradas catarinenses piorou em um ano. Em 2016 foram avaliados 3.179 km frente a 3.249 km em 2017. E, deste total, enquanto no ano passado 40,7% das rodovias foram classificadas como ótimo ou bom, neste ano foram 36,3%. Em contrapartida, o total avaliado em regular, ruim ou péssimo aumentou 4%: de 59,3% em 2016 subiu para 63,7%.

Pesquisa completa

Resultado por Estado

Panorama das rodovias catarinenses

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