Oscilação no preço do diesel torna humanamente impossível a atividade do TRC, disse presidente da Fetrancesc em audiência na Câmara dos Deputados

Foto: Amanda Tabosa/Assessora Parlamentar/Diretoria Relações Institucionais CNT

“Está humanamente impossível manter a atividade do Transporte Rodoviário de Cargas com a oscilação do preço do diesel”, afirmou o presidente da Fetrancesc, Ari Rabaiolli, durante apresentação na audiência pública da Comissão de Desenvolvimento da Câmara dos Deputados. O evento, no qual o líder do setor em SC representou a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) e demais entidades integrantes, foi na quarta-feira, 13 de dezembro.

O presidente da Fetrancesc apresentou os números do TRC em nível nacional e a oscilação do valor do combustível, conforme uma pesquisa feita pela entidade, que está em fase de análise para homologação junto à Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

De acordo com o documento, o preço atual do diesel está em torno de R$ 3,223 (litro) enquanto, se seguisse o aumento praticado regularmente, deveria custar R$ 2,418 (litro), uma diferença em torno de 24,99%. Rabaiolli apontou, ainda, que a diferença entre o valor do diesel no Brasil e Estados Unidos é de R$ 0,738, o equivalente a 22%.

A pesquisa demonstrou que de janeiro a junho houve 6 oscilações de preços, enquanto o período de julho até 12 de dezembro somou 109 alterações, para cima ou para baixo. A soma destes 116 movimentos no preço do combustível gerou um acumulado de 5,9% neste ano. No entanto, se avaliado somente o acumulado da segunda metade do ano, o percentual atinge 14,7%. Na prática, o preço médio cobrado pelo distribuidor em janeiro era de R$ 2,716, enquanto em novembro atingiu R$ 2,927, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP).

Esta realidade, associada a outros fatores que empurram o preço do combustível para cima, tornam “impossível fazer contratos com embarcadores e postos, porque você não consegue repassar o preço”. E, questionou: “Como fazer isso diariamente?”

Diante das exposições, Rabaiolli frisou que a proposta da CNT e das entidades associadas “é que a Petrobras mude a política de reajustes”. Ele propôs, em nome da entidade, que os repasses para o consumidor sejam feitos a cada 6 ou 3 meses, ou ainda 60 dias, ou que seja criado um gatilho e anunciado com antecedência. “Porque do jeito que está o prejudicado é o transportador”, enfatizou.

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