IBGE: produção industrial catarinense cai 9,9% na comparação com agosto de 2008

IBGE: produção industrial catarinense cai 9,9% na comparação com agosto de 2008

Florianpópolis, 6.10.09 – Santa Catarina amarga dupla queda na produção industrial em agosto. O índice de produção catarinense no mês caiu 9,9% na comparação com o mesmo período do ano passado e ficou 1,7% abaixo do desempenho do mês de julho deste ano, conforme pesquisa divulgada nesta terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O mau resultado reflete o desempenho negativo de oito dos 11 setores pesquisados, com destaque para veículos automotores (-63,3%) e borracha e plástico (-27,4%), principalmente.
No período, apenas a indústria de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (17,2%), alimentos (2,7%) e máquinas e equipamentos (0,1%) tiveram resultados positivos.
O indicador acumulado ficou em -11,8%, com recuo em 10 das 11 atividades pesquisadas. Nos últimos 12 meses, a produção diminuiu 9,2%.

Comparativo

Na relação com agosto de 2008, 13 das 14 regiões pesquisadas pelo instituto tiveram resultado negativo. Apenas em Goiás, houve expansão na atividade industrial: 3,2%.
Os principais resultados negativos foram, além de Santa Catarina, com -9,9%, em Minas Gerais (-13,7%), Pará (-11%), Espírito Santo (-10,9%) e Ceará (-9,1%).
As demais regiões tiveram recuos menores que a média nacional (-7,2%): São Paulo (-6,9%), Bahia (-6,1%), Rio Grande do Sul (-5,7%), Região Nordeste (-4,8%), Amazonas (-3,8%), Rio de Janeiro (-2,8%), Pernambuco (-1,3%) e Paraná (-0,9%).

Mensal

Entre julho e agosto, de acordo com o IBGE, a produção catarinense também recuou fechando em -1,7%. O Estado integra a relação das cinco regiões que tiveram resultado negativo, acompanhado de Goiás (-6,5%), Pará (-2,8%), Ceará (-1,1%) e Rio de Janeiro (-0,9%).
Sete regiões produziram mais e em Minas Gerais e no Paraná houve estabilidade. As elevações foram registradas em Pernambuco (7,4%), Espírito Santo (6%), Bahia (5,7%), Região Nordeste 3,9%) São Paulo (2,5%), Rio Grande do Sul (1,9%) e no Amazonas (1,2%).

Fonte: AE

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