Porto de Itajaí: Exército pode tocar obra

Porto de Itajaí: Exército pode tocar obra

Itajaí, 3.8.09 – O Tribunal de Contas da União ou o governo federal poderão decidir, esta semana, qual a solução imediata a ser adotada para retomada das obras de reconstrução de dois berços do Porto de Itajaí, destruídos pelas enchentes de novembro.
O Consórcio Triunfo/Serveng/Constremac, que venceu a licitação, reivindica reajuste de 50% no valor do contrato original para reiniciar a execução do projeto. As obras foram abandonadas no início de julho, e as máquinas que trabalhavam na reconstrução, retiradas do local.
São duas as alternativas em estudo em Brasilia. A primeira, o reajuste no aditivo contratual de 50%, depende de aprovação do TCU. A segunda, já examinada pela ministra Dilma Rousseff e pela Secretaria Especial de Portos e do conhecimento do presidente Lula, seria a convocação do Exército para executar a reconstrução.
O Exército tem tecnologia e experiência neste tipo de projeto. Está concluindo a recuperação do Porto de São Francisco do Sul. Ele executa, também, as obras do molhe de Imbituba.
A contratação do Exército ofereceria algumas vantagens, de acordo com as avaliações preliminares feitas pelo Planalto. Não haveria necessidade de novo processo licitatório. Os valores seriam bem inferiores aos agora exigidos no aditivo pelo consórcio vencedor. A execução das obras seria em período inferior àquele novo fixado pelo atual consórcio. E não haveria risco de recursos judiciais pelas demais empreiteiras e consórcios que participaram da licitação no início do ano.
A opção militar foi tratada pela primeira vez na última quarta-feira, em Brasília, durante encontro da ministra Dilma Rousseff com a senadora Ideli Salvatti e o ex-prefeito de Itajaí Volnei Morastoni.
Uma reunião, que poderá ser decisiva, está prevista para hoje, a partir das 10h, na Câmara de Vereadores de Itajaí, com a presença do prefeito Jandir Bellini, dos operadores portuários, dos integrantes do Conselho de Administração Portuária, trabalhadores e líderes empresariais.
Amanhã, várias audiências já estão marcadas com cinco ministros do TCU. Todas terão a presença do prefeito Jandir Bellini, de dirigentes do porto, de integrantes do Fórum Parlamentar Catarinense e de dirigentes empresariais e a mesma pauta: o aditivo de 50%.
O superintendente do Porto de Itajaí, Antônio Ayres dos Santos Júnior, disse, ontem, desconhecer qualquer tratativa para contar com o Exército.
– Pode ser uma opção. Nós queremos que o problema se resolva o mais rápido possível.
O prefeito Belini não foi localizado, ontem à noite, pela reportagem.

Saldo negativo pela 1a vez em nove anos

A história do itajaiense José Ivo Germano, 53 anos, fundiu-se há 10 anos à rotina do Porto de Itajaí, quando o ex-padeiro vendeu a casa para comprar um caminhão e virar transportador autônomo de contêineres. Para ele, não parecia loucura arriscar o próprio teto, num tempo em que os efeitos da municipalização do Porto e da terceirização de operações multiplicavam cargas e sonhos.

H oje, pai de quatro filhos pequenos, Germano vê em casa a mesma penúria que vê nas ruínas do cais do Porto de Itajaí.

– O porto parece que foi esquecido pelo governo depois da enchente. Igual a mim, que perdi tudo. Imagina eu, sem uma carteira assinada, sem uma residência fixa e agora sem trabalho. Eu praticamente não existo – diz.

A falta de perspectiva não atinge apenas os trabalhadores autônomos, como José Germano. Pela primeira vez em nove anos, Itajaí demite mais do que gera empregos com carteira assinada. De dezembro de 2008 a junho de 2009, o saldo foi de 765 demissões na cidade. E o comércio local já sentiu os reflexos destes cortes. A inadimplência cresceu 27% neste primeiro semestre.

Caminhões estão parados nos pátios

A situação levou Germano a um cadastro de 400 motoristas de Itajaí que vivem a mesma calamidade, desde novembro. Enquanto metade dos caminhões enferruja nos pátios por falta de cargas, o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres de Itajaí e Região (Sintracon) bate à porta de autoridades do Estado, em busca de cestas básicas. Outros 600 transportadores que integram a categoria se revezam nas viagens com destino principalmente ao Porto de Navegantes, onde a movimentação já se normalizou.

– As dificuldades são muito sérias, porque os motoristas que encostaram o caminhão não conseguem nem virar empregados em outros setores – diz o presidente do sindicato, Ademir de Jesus.

De acordo com a Direção Comercial do porto, a arrecadação de Itajaí com serviços portuários operacionais, no primeiro semestre de 2009, caiu 60% em relação ao ano passado. A geração de riqueza com a atividade caiu de R$ 119 milhões para R$ 47 milhões.

 

Saldo negativo pela 1a vez em nove anos

A história do itajaiense José Ivo Germano, 53 anos, fundiu-se há 10 anos à rotina do Porto de Itajaí, quando o ex-padeiro vendeu a casa para comprar um caminhão e virar transportador autônomo de contêineres. Para ele, não parecia loucura arriscar o próprio teto, num tempo em que os efeitos da municipalização do Porto e da terceirização de operações multiplicavam cargas e sonhos.

H oje, pai de quatro filhos pequenos, Germano vê em casa a mesma penúria que vê nas ruínas do cais do Porto de Itajaí.

– O porto parece que foi esquecido pelo governo depois da enchente. Igual a mim, que perdi tudo. Imagina eu, sem uma carteira assinada, sem uma residência fixa e agora sem trabalho. Eu praticamente não existo – diz.

A falta de perspectiva não atinge apenas os trabalhadores autônomos, como José Germano. Pela primeira vez em nove anos, Itajaí demite mais do que gera empregos com carteira assinada. De dezembro de 2008 a junho de 2009, o saldo foi de 765 demissões na cidade. E o comércio local já sentiu os reflexos destes cortes. A inadimplência cresceu 27% neste primeiro semestre.

Caminhões estão parados nos pátios

A situação levou Germano a um cadastro de 400 motoristas de Itajaí que vivem a mesma calamidade, desde novembro. Enquanto metade dos caminhões enferruja nos pátios por falta de cargas, o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres de Itajaí e Região (Sintracon) bate à porta de autoridades do Estado, em busca de cestas básicas. Outros 600 transportadores que integram a categoria se revezam nas viagens com destino principalmente ao Porto de Navegantes, onde a movimentação já se normalizou.

– As dificuldades são muito sérias, porque os motoristas que encostaram o caminhão não conseguem nem virar empregados em outros setores – diz o presidente do sindicato, Ademir de Jesus.

De acordo com a Direção Comercial do porto, a arrecadação de Itajaí com serviços portuários operacionais, no primeiro semestre de 2009, caiu 60% em relação ao ano passado. A geração de riqueza com a atividade caiu de R$ 119 milhões para R$ 47 milhões.

Saldo negativo pela 1a vez em nove anos

A história do itajaiense José Ivo Germano, 53 anos, fundiu-se há 10 anos à rotina do Porto de Itajaí, quando o ex-padeiro vendeu a casa para comprar um caminhão e virar transportador autônomo de contêineres. Para ele, não parecia loucura arriscar o próprio teto, num tempo em que os efeitos da municipalização do Porto e da terceirização de operações multiplicavam cargas e sonhos.
H oje, pai de quatro filhos pequenos, Germano vê em casa a mesma penúria que vê nas ruínas do cais do Porto de Itajaí.
– O porto parece que foi esquecido pelo governo depois da enchente. Igual a mim, que perdi tudo. Imagina eu, sem uma carteira assinada, sem uma residência fixa e agora sem trabalho. Eu praticamente não existo – diz.
A falta de perspectiva não atinge apenas os trabalhadores autônomos, como José Germano. Pela primeira vez em nove anos, Itajaí demite mais do que gera empregos com carteira assinada. De dezembro de 2008 a junho de 2009, o saldo foi de 765 demissões na cidade. E o comércio local já sentiu os reflexos destes cortes. A inadimplência cresceu 27% neste primeiro semestre.

Caminhões estão parados nos pátios

A situação levou Germano a um cadastro de 400 motoristas de Itajaí que vivem a mesma calamidade, desde novembro. Enquanto metade dos caminhões enferruja nos pátios por falta de cargas, o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Contêineres de Itajaí e Região (Sintracon) bate à porta de autoridades do Estado, em busca de cestas básicas. Outros 600 transportadores que integram a categoria se revezam nas viagens com destino principalmente ao Porto de Navegantes, onde a movimentação já se normalizou.
– As dificuldades são muito sérias, porque os motoristas que encostaram o caminhão não conseguem nem virar empregados em outros setores – diz o presidente do sindicato, Ademir de Jesus.
De acordo com a Direção Comercial do porto, a arrecadação de Itajaí com serviços portuários operacionais, no primeiro semestre de 2009, caiu 60% em relação ao ano passado. A geração de riqueza com a atividade caiu de R$ 119 milhões para R$ 47 milhões. Fonte: Diário Catarinense

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