O ministro e a duplicação*

O ministro e a duplicação*

Florianópolis, 30.7.09 – Quando das licitações das obras de duplicação do trecho Sul da BR-101 em Santa Catarina, em 2004, o DNIT optou, acertadamente, em deixar fora dos contratos os túneis dos morros dos Cavalos e do Formigão, bem como as obras do complexo das travessias das lagoas de Cabeçudas, uma vez que naquela ocasião os projetos de tais obras não estavam concluídos o que perdura até o momento. Em dezembro vindouro, todos os contratos vigentes com as empresas empreiteiras estarão expirando. Isto significa que, havendo amparo legal e interesse mútuo de ambas as partes, deverão ser objeto de prorrogações. Passados quatro anos e meio das contratações dos diversos lotes de obras, foram executados somente 104 quilômetros das duplicações previstas. Como em 54 meses foram concluídos 42% do total, é difícil acreditar que os 144,5 quilômetros faltantes (58%) fiquem prontos até o final do próximo ano, conforme divulga o DNIT. Os usuários da rodovia conhecem os rios Massiambu (ao sul do Morro dos Cavalos), Araçatuba (próximo ao acesso de Garopaba), Capivari (próximo à Tractebel) e Araranguá, e sabem que ainda não foram iniciadas as construções das novas pontes projetadas, todas com mais de 200 metros de extensão.
O ministro dos Transportes, Alfredo Nascimento, em 26 de maio, “determinou que fosse elaborado um cronograma dos trechos em obras e o prazo de entrega. A intenção é dar transparência ao trabalho. Medida pragmática que permitirá que os usuários e contribuintes saibam as datas previstas para serem iniciadas e concluídas todas as obras remanescentes, e em especial as dos viadutos de acesso às localidades de Furadinho, Praia do Pontal, Praia de Fora e Enseada do Brito, todos muito próximos à Praça de Pedágio de Palhoça. O mesmo acompanhamento com a construção dos 31 viadutos e passagens inferiores e recuperação de nove outras pontes. Que sejam cumpridas com brevidade as determinações do ministro, pois já se passaram quase dois meses da determinação, e só restam 18 meses para o final do “novo” prazo estipulado.
* Ricardo Saporiti – engenheiro civil – Diário Catarinense

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