BR-282: cobrança pela duplicação. Rodovia será um dos temas de encontro em junho

BR-282: cobrança pela duplicação. Rodovia será um dos temas de encontro em junho

Chapecó, 17.4.09 – Considerada uma das principais vias de acesso de escoamento da produção do oeste catarinense aos portos e aos grandes centros brasileiros de consumo, a BR-282 é incapaz de comportar os veículos que trafegam diariamente pela rodovia. Inconclusa e com aspecto de abandono, a rodovia sofre com a deterioração da pista e com estrutura que não previa crescimento tão intenso no transporte de produtos para exportação, o que representa milhões de dólares circulando pelas estradas. Somente a produção agroindustrial, soma mais de 500 mil toneladas de produtos na linha de carnes, grãos e lácteos transportados todo o mês.
Cinco meses se passaram desde o 3o Seminário Unimed de Desenvolvimento e Saúde, promovido pela Unimed Chapecó em parceria com a Associação Comercial e Industrial (Acic), com o objetivo de sensibilizar as autoridades sobre a precariedade da rodovia, que anualmente registra milhares de acidentes com vítimas fatais.  A resposta do Ministério dos Transportes foi anunciada em dezembro e recebida com entusiasmo pela comunidade chapecoense. O ministério aprovou o projeto de duplicação do acesso de Chapecó à rodovia federal BR-282, e liberou os recursos iniciais da ordem de 10 milhões de reais. Porém, o tempo está passando e a sociedade continua esperando a licitação pública da obra e a efetiva contratação dos serviços.
O dinheiro está disponível, o projeto está concluído e aprovado. Mas afinal, o que falta para a duplicação da BR-282? Nesta entrevista, o presidente da Unimed Chapecó, Luiz Roberto Dalla Costa fala sobre os impactos que uma rodovia precária e com infraestrutura inadequada traz para a saúde e para o desenvolvimento econômico regional.  Fonte: Imprensa Unimed

Qual a relação existente entre saúde e a rodovia BR-282 – uma das mais movimentadas do país?

Luiz Roberto Dalla Costa – A relação é impactante. Pela rodovia não circulam apenas as riquezas econômicas de Santa Catarina, mas principalmente, milhares de vidas que dependem das estradas para trabalho ou passeio. Se não unirmos as forças buscando solução para o problema, estaremos sendo coniventes com os milhares de acidentes fatais que acabam com sonhos e abalam estruturas familiares.

De que forma uma estrada em situação de precariedade e com infraestrutura inadequada como a BR-282 causa impacto em organizações médicas?

Dalla Costa – Os acidentes empobrecem e, muitas vezes, incapacitam famílias e empresas ao retirar do convívio social cidadãos que atuam em diversos ramos profissionais, provocando elevados custos humanos, emocionais e econômicos. 

Caso a duplicação continue sendo adiada, que cenário é possível projetar nos próximos anos?

Dalla Costa – É possível compor e projetar cenários diversificados que deverão predominar nos próximos anos, abandonando aspectos essenciais da vida social, econômica e cultural de Chapecó e de toda a região. É importante destacar que a rodovia foi projetada nas décadas de 1960/1970 e não previa o atual fluxo de veículos. A deterioração de toda a malha atinge níveis que requerem revitalização em caráter emergencial, visando condições de segurança e fluidez de tráfego. Estamos num estágio em que a reparação não resolve e por isso, como instituição de saúde, nos engajamos na campanha de duplicação da rodovia federal BR-282. A duplicação trará resultados importantes como a redução de acidentes que tira a vida de jovens, crianças e adultos; atração de capitais financeiros para investimentos produtivos para nossa região; no aumento da competitividade internacional dos produtos primários e industrializados do oeste; na melhoria de qualidade de vida da população regional,entre outros.
Em novembro do ano passado, a Unimed juntamente com a Acic Chapecó promoveu um seminário focalizado a importância da duplicação da rodovia BR-282. Quais os resultados deste esforço?

Cerca de um mês após o seminário, a sociedade recebeu com alegria a notícia de que o Ministério dos Transportes havia aprovado o projeto de duplicação do acesso de Chapecó à rodovia federal BR-282, e liberado recursos iniciais da ordem de 10 milhões de reais. Porém, já se passaram mais de três meses, e a comunidade aguarda a licitação pública da obra e a efetiva contratação dos serviços. O dinheiro está disponível, o projeto está concluído e aprovado. Gostaria de saber os motivos que impedem a licitação da obra. Esperamos sensibilizar sobre a importância da rodovia, que foi concebida como um ícone para integração política, econômica e cultural, mas durante muito tempo permaneceu esquecida. Esperamos conscientizar as autoridades que o investimento é necessário e trará retornos com a redução significativa dos gastos e prejuízos.

´BR-282 será tema de debate em junho

Um painel vai debater os problemas provocados pela falta de duplicação da BR-282, no Oeste e Extremo-oeste do estado durante a Feira Internacional de Logística, Serviços, Tramsporte e Comércio Exterior, que acontecerá entre os dias 18 e 19 de junho, no Parque da Rfapi, em Chapecó. O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc),  Pedro Lopes particpará dessa discussão. E no dia seguinte, Lopes fará palestra sobre Logística e Integração dos Modais. Mais informações no site www.fetrancesc.com.br – veja banner logistique.

Fonte Imprensa Fetrancesc

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