Florianópolis, 30.3.09 – A Federação das Indústrias (Fiesc) cobrou do governo federal, no dia 26 de março (quinta-feira), medidas urgentes para que sejam retomadas as obras de dragagem no rio Itajaí, determinantes para que o complexo portuário local, um dos mais importantes do país, possa retomar as atividades normais. Em ofício ao ministro Pedro Brito do Nascimento, da Secretaria Especial de Portos, o presidente da Fiesc, Alcantaro Corrêa, manifestou “repúdio e perplexidade em relação à situação e ao andamento dos serviços”.
Para Corrêa, a redução no valor da movimentação no porto de Itajaí, de 62% na comparação do primeiro bimestre deste ano com igual período do ano passado, é uma mostra do impacto que situação do complexo portuário tem para a economia catarinense. Enquanto a corrente de comércio (importação mais importação) movimentada no porto de Itajaí somou US$ 1,678 bilhão nos primeiros dois meses de 2008, no primeiro bimestre de 2009 ficou em apenas US$ 639 milhões. “Mesmo considerando a crise internacional, os números são expressivos. E as mercadorias que eram movimentadas pelo complexo portuário do rio Itajaí precisam ir a outros terminais, o que representa acréscimo de custos para a indústria, num momento em que o mercado internacional passa por dificuldades”, diz Corrêa.
No documento encaminhado ao ministro, a Fiesc defende a tomada de medidas de caráter emergencial para manter o cronograma de finalização dos serviços de recuperação das condições de navegação, prevista para o dia 10 de abril.
A Federação lembra que em 2008 o porto de Itajaí movimentou cerca de 4% do total da corrente de comércio brasileira, com US$ 11,3 bilhões e foi responsável por cerca de 60% da movimentação de frangos congelados do Brasil. “Além disso”, finaliza o texto, “o recém implantado porto de Navegantes possui infraestrutura e equipamentos modernos e condições de operações sem precedentes, podendo contribuir substancialmente para amenizar a grande deficiência brasileira neste setor e para o desenvolvimento sócio-econômico nacional”. Fonte: Revista Fator