Florianópolis, 18.3.09 – Há muito tempo, pouco se pensava em relação à segurança do trabalho. Na verdade, enquanto o sistema de produção era artesanal, essa preocupação inexistia.
Com a chegada da Revolução Industrial, o número de acidentes do trabalho começou a gerar preocupação. Não havia controle algum sobre os meios de produção. Muitos trabalhadores, crianças inclusive, morriam em decorrência dos acidentes e as jornadas de trabalho eram extremamente intensas, ou seja, a segurança a partir daí deixou de ser algo “desnecessário”.
Primeiro na Europa, depois em outros lugares do mundo, começou-se a ter uma efetiva preocupação com a segurança, motivo pelo qual surgiram leis voltadas à proteção do trabalhador. No Brasil a primeira lei com este enfoque, data de 1919.
Mesmo assim, praticamente nenhuma consciência havia quanto ao assunto e as empresas que tinham um pouco de preocupação com a segurança, limitavam-se apenas ao cumprimento da lei.
Atualmente, muitas empresas vêm se esforçando para mudar este paradigma. Segurança está deixando de ser assunto apenas voltado ao cumprimento da lei, e aos poucos vem se tornando uma ferramenta motivacional.
Motivar o funcionário, não é tarefa simples, até porque motivação é um processo bastante pessoal. Porém, quando a empresa investe em segurança e consegue deixar claro o investimento que vem fazendo, o trabalhador se sente seguro para exercer suas atividades diárias. Essa segurança traz-lhe motivação, por sentir-se de fato valorizado, importante dentro do processo produtivo.
*Roberto Rodrigues de Menezes Junior – Instrutor de Transito do Sest Senat Florianópolis.