Para Sindipeças, fundo garantidor ajudaria venda de caminhões
Para Sindipeças, fundo garantidor ajudaria venda de caminhões
São Paulo, 13.3.2009 – Se a prorrogação do IPI zero parece suficiente, por enquanto, para recuperar as vendas de veículos leves e dar sustentação ao setor automotivo e de autopeças, para o segmento de veículos pesados – caminhões, ônibus e máquinas agrícolas – a questão demanda medidas novas e urgentes. As sugestões do setor de autopeças passa pela criação de um fundo garantidor para a venda de caminhões e por um fundo de estímulos para troca de frotas de ônibus nos municípios. Embora não adiante as medidas em estudo pelo governo, Paulo Butori, presidente do Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores (Sindipeças), acredita que a melhor solução para estimular a venda de caminhões depende de uma garantia a ser dada pelo governo para que o crédito possa ser liberado aos caminhoneiros.
Com riscos maiores em cenário de crise, os bancos têm evitado financiar esse tipo de profissional autônomo, cujo bem único bem é móvel e representa uma garantia difícil de ser exigida. “O crédito é mais difícil nesse caso. É preciso criar um fundo garantidor ou coisa parecida”, diz.
Ainda ontem, em São Paulo, a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, reforçou que o governo está analisando medidas que ajudem o setor de caminhões e ônibus, muito afetado pela falta de crédito. O fundo garantidor mencionado por Butori se assemelharia ao fundo que está sendo estudado pelo governo para o pacote habitacional, em que a União garantiria o pagamento das prestações da casa própria de mutuários de baixa renda.
Para o segmento de ônibus, Butori acredita que a solução estaria no incentivo a prefeituras para troca de frotas. Com as eleições do ano passado, a maioria das prefeituras entrou o ano sem caixa para esse tipo de medida. A sugestão seria também criar um fundo de financiamento para que essas cidades possam renovar as frotas de ônibus.
No caso das máquinas agrícolas, Butori acredita que haverá uma recuperação natural que acompanhará a retomada de preços no mercado internacional. “Nós projetamos isso para breve”.