Florianópolis, 20.7.06 – Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) reclamou na terça-feira a representantes do Ministério dos Transportes que o estado vem sendo pouco contemplado com os recursos do Orçamento Geral da União (OGU) no setor de transportes e logÃstica. Entre os anos de 2000 e 2005, dos R$ 4,7 bilhões previstos no OGU para investimentos em Santa Catarina, apenas R$ 969,8 milhões foram desembolsados, representando somente 20,4% do total. Outro levantamento, envolvendo toda a região Sul, mostra que até o mês passado 46,08% das verbas destinadas no OGU de 2005 para obras de infra-estrutura de transportes foram pagas até maio de 2006. Isso representa déficit de R$ 553 milhões em relação ao montante previsto. O percentual de desembolso mais que dobrou no Sul em virtude da viabilização da duplicação da BR-101. O trabalho conjunto da região teve o intuito de reunir forças. “Estamos começando a ser ouvidos e respeitados”, diz o presidente da Fiesc, Alcântaro Corrêa. Os dados foram divulgados em Florianópolis, no workshop “Plano Nacional de LogÃstica e Transportes”, promovido pelo Ministério dos Transportes, que está realizando eventos semelhantes – nove ao todo – em várias regiões do PaÃs com o intuito de debater um plano para a infra-estrutura e organização de transportes do Brasil nos próximos 15 anos. “O objetivo é consolidar as indicações para investimentos públicos e privados na área, que depois serão usados para a elaboração dos planos plurianuais da União”, diz o secretário de PolÃticas Nacional de Transporte do ministério, José Augusto Valente. Alcântaro Corrêa diz que entre as prioridades para o estado está a BR-101, que felizmente começou mas não tem prazo para a conclusão. Outra obra é a BR-282, um dos mais importantes eixos rodoviários, que liga Florianópolis ao extremo oeste catarinense e que possui um trecho de 70 quilômetros, entre São José do Cerrito e Lages, de estrada de terra, do tempo do império. “O desvio Lages-Curitibanos-Campos Novos, via BR-116 e BR-470, aumenta a viagem em 60 quilômetros”, diz Alcântaro. A BR-280, que se aproxima de São Francisco do Sul, apresenta transtornos para o estacionamento dos caminhões que trazem carga para o porto. Os empresários pedem a construção de um viaduto na interseção da BR-282 com a avenida de acesso ao porto. A BR-470, que liga Navegantes-Rio do Sul-Curitibanos, precisa de duplicação. “Essa rodovia é um caos, todo dia morre gente, está obsoleta”, diz Corrêa. Segundo ele, agora é que começaram os estudos para daqui a cinco anos licitar, para talvez daqui a 15 anos duplicar. “É tudo muito lento, com prazos muitos longos.” Os portos aplicaram recursos da Agenda dos Portos e proporcionaram condições mais adequadas aos clientes.
Fonte: Porto de Santos
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