Transporte é o segundo em faturamento, diz pesquisa do IBGE

Transporte é o segundo em faturamento, diz pesquisa do IBGE

São Paulo, 20.9.06 – O novo perfil do setor de serviços no Brasil, divulgado nesta quarta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostra um Brasil mais terceirizado. De acordo com o estudo, a área de trabalhos prestados às empresas ganhou a dianteira em pessoal ocupado (35,7%) e salários pagos (33,1%) dentro dos serviços no Brasil. Os dados são referentes ao ano de 2004.
Entre os serviços mais comumente prestados às empresas estão segurança, serviços técnicos profissionais (como telefonista e instalação de equipamentos, por exemplo) e contratação de mão-de-obra temporária. Apesar de empregar muita gente, o segmento paga pouco e tem receita relativamente baixa. Os serviços prestados às empresas empregam mais de um terço dos trabalhadores, mas representam apenas 19,3% do faturamento total do setor.
A liderança em faturamento é do segmento de informação (telecomunicações, empresas jornalísticas e informática), que teve 31,6% da receita operacional líquida do setor de serviços, seguida por transportes e correio (30,6%). Os menores salários estão na área de serviços prestados às famílias, que contribui com 22,9% do pessoal ocupado, mas com 12,3% dos salários pagos.
No geral, o setor de serviços cresceu 11% entre 2003 e 2004, passando de R$ 343 bilhões para R$ 380 bilhões em receita operacional. As áreas de maior valor agregado foram os destaques positivos em termos de faturamento: informação passou de R$ 80 bilhões para R$ 115 bilhões; transportes evoluiu de R$ 67 bilhões para R$ 80 bilhões: e engenharia e arquietutura subiu de R$ 3,8 bilhões para R$ 4,7 bilhões. Fonte: terra

Serviços em SC na onda da expansão

Florianópolis, 21.9.06 – A receita bruta no setor de serviços registrou aumento de 17% em Santa Catarina, segundo a Pesquisa Anual de Serviços (PAS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgada ontem. Passou de R$ 12 bilhões em 2003 para R$ 14,4 bilhões no ano seguinte.
O setor também teve acréscimo de empregos e número de empresas em 2004 frente a 2003, aponta o estudo.
As 50 mil empresas do Estado, em 2004, foram responsáveis por 305 mil empregos. Um aumento de 6% com relação ao ano anterior, quando eram 288 mil vagas. Em 2003, havia 49 mil empresas no setor.

Negócio pode ser operado em casa

– Hoje, a maior parte dos nossos associados (52%) é de serviços. Isso deve-se à facilidade de instalação. Pode-se, por exemplo, abrir esses tipos de negócios dentro da própria casa, em pequenos espaços – afirma o secretário geral do Movimento Nacional da Micro e Pequena Empresa (Monampe), Luiz Carlos Floriani.
A pesquisa estimou em 885 mil o número de empresas de serviços não-financeiros em operação no Brasil em 2004, com aumento de 4,8% em relação a 2003. Essas empresas geraram R$ 381 bilhões de receita operacional líquida – alta de 11% – e ocuparam cerca de 7 milhões de pessoas, um crescimento de 9,5% utilizando-se a mesma base de comparação.
Os serviços de informação faturaram R$ 115,6 bilhões no país em 2004, em comparação com os R$ 98,6 bilhões de 2003, com destaque aos serviços de telecomunicações.
Segundo o IBGE, dos 20 maiores produtos dos serviços de informação, 11 pertenciam ao segmento de telecomunicações em 2004, destacando-se serviços complementares de telecomunicação por fio (10,1%) e serviços fixo-móvel (6,8%), que ocuparam as duas primeiras posições no ranking. Os serviços de TV aberta representaram 52,8% dos audiovisuais.
Assim como em 2003, quando as companhias de transporte ultrapassaram os outros segmentos em receita, com R$ 4,2 bilhões, também obtiveram o maior número em 2004, com R$ 5 bilhões em SC. Fonte: Diário Catarinense.

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