Autônomos vão predominar nos transportes

Autônomos vão predominar nos transportes

Florianópolis, 10.11.03 – O aumento na carga tributária das empresas de transportes, com a mudança na Cofins, deve elevar o número de motoristas autônomos na mesma proporção em que vai diminuir a quantidade de empresas constituídas. A afirmação é do diretor executivo da Federação das Empresas de Transportes de Cargas do Estado de Santa Catarina (Fetranscesc), Pedro Lopes.
Segundo ele, os motoristas independentes eram responsáveis por 35% da frota no ano passado. “Este ano, eles já representam 55%, num aumento da informalidade que deve se agravar”, explica. Lopes destaca que as empresas não estão conseguindo sobreviver por causa das péssimas condições das estradas, que geram custos altos de manutenção, e pela elevada carga tributária.

“Pagamos os impostos e não temos retorno na melhoria das rodovias”, lamenta. A preocupação é também do presidente da Fecomércio, Antônio Edmundo Pacheco, que prevê retração no comércio lojista. (matéria ao lado)

Empresários já estão mobilizados – As empresas de transportes estão se mobilizando contra a MP 135. O presidente da Associação Nacional dos Transportes de Cargas (NTC), Geraldo Vianna, afirma que, com a mudança na Cofins, descontando-se os créditos, a contribuição ficará entre 5,8% e 6,5% sobre a receita bruta, muito além dos 3% atualmente cobrados pelo governo. “Nada temos contra o incentivo a alguns setores da economia, mas isso não pode ser feito em detrimento de outros, como o de transporte rodoviário de cargas, que há vários anos enfrenta dificuldades”, afirma Vianna, que se reuniu com o ministro dos Transportes, Anderson Adauto, e lideranças do segmento para discutir o assunto.

De acordo com Vianna, os transportadores estão mobilizados em torno de várias emendas ao projeto de conversão, principalmente porque a medida afeta de forma negativa a maior parte das empresas do setor de serviços.

Os transportadores estudam também ações para a reduzir a alíquota da Cofins, de 7,6% para algo em torno de 4,5%, o que anularia o impacto nas empresas e daria mais oxigênio ao setor. Fonte.: Diário Catarinense

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