Florianópolis, 11.5.04 – Na estrada mais retalhada do Estado, e também a mais movimentada, os veÃculos trafegaram em ziguezague para desviar de uma quantidade incontável de buracos. Até amanhã o Departamento Nacional de Infra-Estrutura (DNIT) deve derramar 300 toneladas de asfalto no trecho não-duplicado da BR-101.
Ontem, seis caminhões e mais de 30 funcionários passaram a tarde remendando o que não tem mais solução, a não ser a construção de uma nova estrada. Três caminhões realizaram o trabalho entre Palhoça e Tubarão e outra equipe foi de Tubarão até Passo de Torres. O coordenador do DNIT/SC, João José dos Santos, lembra que a última reforma no trecho Sul da BR-101 ocorreu em 1985. Desde então, só operações tapa-buracos foram feitas para minimizar as condições precárias da rodovia. O tapa-buracos vai custar R$ 50 milhões, verba do programa de recuperação das estradas do governo federal.
Na próxima semana o DNIT começa a fazer um recapeamento asfáltico nos trechos mais atingidos. “A BR-101 não suporta tanto fluxo e está mostrando isso a cada dia”, comenta Santos. A manutenção só não começou antes porque a usina responsável pela fabricação do asfalto estava com problemas. Antes disso, a recuperação foi realizada à s pressas com asfalto frio, que demora mais para secar. Ontem a operação foi realizada com asfalto quente (180°C) que, além de ser mais resistente, seca mais rápido. A estimativa do departamento é positiva, segundo Santos. A duplicação deve começar no próximo semestre. “O edital para supervisão das obras deve ser lançado este mês”, acredita.
Cerca de 70% da frota é formada por caminhões – Mais de 15 mil veÃculos passam pela estrada diariamente e 70% da frota é formada por caminhões. Como não há balanças de fiscalização, normalmente estão mais carregados do que o permitido. O excesso de carga é o maior responsável pelos danos na pista.
As partes mais prejudicadas estão em Paulo Lopes e Imbituba, onde os buracos são freqüentes e estão nos dois lados da pista. A PolÃcia Rodoviária Federal ajudou o DNIT a reparar os estragos.
Outro sério problema envolve os condutores. De um lado os caminhoneiros “jogam” os veÃculos pequenos para os lados ao desviar dos buracos. Do outro, os condutores de carros de passeio trafegam tão “grudados” nos caminhões que não percebem a dimensão do buraco.
Fonte.: Diário Catarinense
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