Florianópolis, 17.8.04 – Há 147 dias a SC-470, conhecida como Rodovia Jorge Lacerda, não registra acidentes com vÃtimas fatais em seus 42 quilômetros de extensão. Tudo parece tranqüilo na rodovia estadual que acompanha a margem direita do Rio ItajaÃ-Açu, de Blumenau até a BR-101, em ItajaÃ. Mas na BR-470, que acompanha o rio, só que pela margem esquerda, a história tem outro contexto. Nos últimos 147 dias, sete pessoas morreram no trecho de 55 quilômetros da rodovia, entre Blumenau e Navegantes.
No balanço do ano, a BR supera a SC-470 em 10 mortes. Em 2004, a rodovia federal tirou a vida de 11 pessoas. No mesmo perÃodo, uma pessoa morreu na rodovia estadual. Por que as estatÃsticas são tão diferentes em rodovias cujas pistas são, basicamente, separadas por um rio? A primeira questão levantada pelos policiais rodoviários é o tráfego diário de veÃculos.
Enquanto os dados da PolÃcia Rodoviária Estadual (PRE) apontam uma média de 14 mil veÃculos por dia transitando na Jorge Lacerda, a PolÃcia Rodoviária Federal (PRF) registra um trânsito médio de 18 mil carros na BR-470.
Segundo o tenente João Marcos Dabrowski de Araújo, da PRE, a tranqüilidade na SC-470 começou quando surgiu a alternativa da BR-470, em outubro de 1995.
– Antes da estrada federal, a Jorge Lacerda era conhecida como a rodovia da morte – lembra o comandante dos patrulheiros no Vale do Itajaà e no Norte de SC.
Uma das grandes vantagens, para ele, é a rodovia ser iluminada em todo o seu trajeto. Do outro lado do rio, o chefe operacional da PRF José Figueroa aponta que, após a inauguração do trecho de Blumenau a Navegantes da BR-470, o fluxo de veÃculos saiu da margem direita para a esquerda do Rio ItajaÃ-Açu.
– Por aqui não tem lombada eletrônica nem posto policial no meio do caminho. Muitos acidentes ocorrem à noite, no fim de semana.
Fonte.: Diário Catarinense
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