Florianópolis, 19.12.05 ?O transportador quer uma solução rápida do Deinfra (Departamento Estadual de Infra-Estrutura de Santa Catarina) para a exigência de AET (Autorização Especial de Trânsito) e o fim do impedimento do tráfego de bitrens de até 57 toneladas nas rodovias catarinenses. A preocupação do setor é com as dificuldade que algumas empresas ? especialmente as agroindústrias – têm de fazer o transporte de grão pelas estradas estaduais, nas quais esses veÃculos que reduzem o custo de transporte, não podem circular. Alguns transportadores acreditam que se não houver uma liberação, essas empresas podem até sair do Estado. Os empresários do transporte fizeram a manifestação, na última sexta-feira, à técnica da gerência de Engenharia de Tráfego do Deinfra, Mariângela Martins Araújo, na reunião do Conselho de Representantes da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Cargas de Santa Catarina). Ela respondeu que não poderia falar sobre o assunto, porque está sendo tratado pelo presidente, Romualdo de França. Mas garantiu que iria levar a questão a ele.
Em Santa Catarina, o Deinfra exige a AET, mesmo com a Resolução 184 do Contran que considera o Bitrem veÃculo comum. O órgão, além de cumprir uma liminar da Justiça Federal que anulou os efeitos da Resolução 164 e 184, também entende que não pode liberar a passagem desses veÃculos em cerca de 315 pontes e viadutos, porque essas estruturas têm mais de 30 anos e capacidade para até 24 ou 36 toneladas. Há somente duas pontes com classe 45 toneladas.
A técnica Mariângela Martins Araújo esteve presente para falar da possibilidade de parceria com os Sindicatos das Empresas de Transporte de Carga para fazer justamente a AET. A técnica informou que as entidades sindicais podem fazer a AET via internet. Mas para isso, os Sindicatos devem enviar um funcionário a Florianópolis para ser treinado pelo Deinfra. O Setcom (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga da Região Oeste e Meio-oeste de Santa Catarina) já habilitou um funcionário para esse fim. O Sindicato deverá ter um engenheiro para fazer o laudo técnico do veÃculo. Quem não quiser treinar poderá encaminhar o pedido nas unidades do Deinfra na Capital, Joinville, Chapecó.
Os conselheiros aproveitaram esse momento para perguntar a ela sobre os laudos das obras de arte nas rodovias estaduais, que segundo o presidente do Deinfra, Romualdo de França, afirmou, em Joinville em agosto passado, estariam prontos. Mas quase nada avançou para uma solução definitiva do problema de estrutura das pontes e viadutos das rodovias estaduais. O presidente do Setcesc (Sindicato das Empresas de Transporte de Carga de Santa Catarina), Osmar Labes, afirmou que o transportador deveria ter acesso aos laudos e conhecer realmente se todas as pontes estão com problemas e qual a dimensão dessa precariedade da estrutura.
Para ele, mesmo que as pontes fossem para 24 ou 36 toneladas, o bitrem, segundo estudos, causa menor impacto do que o de 45 toneladas. Labes demonstrou preocupação, já que o transportador de grãos que usa esse equipamento até uma grande processadora, é obrigada a passar pelas pontes em duas etapas, dobrando os gastos. O problema se repete em outras regiões do Estado, como no Oeste e Meio-Oeste. Labes lembrou ainda que o empresariado comprou um veÃculo com maior capacidade, mais eficientes e menos oneroso, mas o Estado não dá condições para que esse equipamento possa trafegar. O presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes, solicitou à Assessoria JurÃdica que faça um parecer sobre o assunto e que o Deinfra precisa colocar em prática a Resolução 184. Existem cerca de 35 mil unidades de bitrem no Brasil.
Para informações sobre a AET: acesse o site www.fetrancesc.com.br e clique no link condições das estradas ? clique em Deinfra. Fonte: Juraci perboni/Imprensa Fetrancesc