São Paulo, 7.5.07 – O aumento da venda de caminhões aqueceu o mercado de implementos rodoviários. As vendas de reboques, semi-reboques e carrocerias cresceram 21,95% no primeiro trimestre do ano, para 19.177 unidades, segundo levantamento inédito da Associação Nacional dos Fabricantes de Implementos Rodoviários (Anfir). Pela primeira vez a entidade passa a fazer um estudo oficial de desempenho do setor, que movimentou R$ 2 bilhões em 2006 e que reúne fabricantes como Randon, Guerra, Boreal e Noma.
Rafael Wolf Campos, presidente da Anfir, diz que, a exemplo do que ocorre no segmento de caminhões, há filas para entrega dos implementos de em média 60 dias. “Em alguns casos, dependendo do implemento, o tempo de entrega chega a 120 dias”, afirma. Segundo ele, a rápida retomada do agronegócio, a queda dos juros, o aumento da oferta de crédito e o otimismo geral em relação à economia, estão puxando a demanda. “Hoje as fábricas do setor trabalham com Ãndices de ocupação de 85% a 90%”, afirma.
Campos acredita que com esse desempenho será possÃvel superar a projeção inicial de crescimento de 10% em 2007. “Precisamos ver se esse ritmo vai se sustentar nos próximos meses, mas hoje já trabalhamos com uma perspectiva de crescimento de 12%”.
Se mantiver o crescimento de 20% no ano, o setor de reboques e semi-reboques deve igualar o resultado de 2004, o melhor da história, segundo o presidente da entidade. Naquele ano, foram vendidas no mercado interno e externo, 41.271 unidades. No ano passado, entre vendas no Brasil e no exterior, foram 34.213 reboques e semi-reboques. “As indústrias do setor já começam a investir para ampliar a capacidade de produção” diz.
No primeiro trimestre, as vendas de reboques e semi-reboques atingiram 8.881 unidades, 25,5% mais do que no mesmo perÃodo do ano passado. Os segmentos que registraram maior aquecimento foram de silos (204,3%), sider (126,1%) e canavieiros (90,2%).
As exportações, apesar do câmbio desfavorável, continuam crescendo. A indústria exportou nos dois primeiros meses deste ano 689 unidades de reboques e semi-reboques, 25,70% mais do que no mesmo perÃodo do ano passado. Os principais mercados compradores são América do Sul, América Latina, Ãfrica e Oriente Médio. Apesar do desempenho, o executivo ressalta que as exportações têm pouca rentabilidade. “As indústrias estão honrando contratos fechados no ano passado. Muitas delas estão sacrificando margens”.
Gazeta Mercantil
Compartilhe este post