Blumenau, 10.12.04 – O pedágio foi o obstáculo que impediu o inÃcio da duplicação da BR-470 em 1999 e hoje é apontado como única solução para a rodovia. O governo Paulo Afonso (PMDB) promoveu uma licitação internacional vencida por um consórcio de empresas representadas pela Ecovale para restaurar 370 km e duplicar 309 km num prazo de 24 anos, mediante cobrança de pedágio. O contrato, combatido na Assembléia Legislativa, foi anulado pelo governo Esperidião Amin (PPB), após muita polêmica. As discussões do contrato com a Ecovale foram marcadas por informações contraditórias.
Antes da instalação de cinco praças de pedágio – Gaspar, Ascurra, Trombudo Central, Curitibanos e Campos Novos – o projeto previa um investimento inicial de R$ 57 milhões em reparação de toda a pista. A previsão era de que as obras iniciais estariam concluÃdas em seis meses e, a partir de então, começaria a cobrança do pedágio e a imediata duplicação da rodovia. Mas as informações que eram levadas à s audiências públicas pelos representantes governamentais era de que primeiro seriam cobrados dez anos de pedágio para depois serem iniciadas as obras.
A rodovia foi devolvida pelo governo Amin à União e hoje o pedágio é apontado como única solução. As classes empresarial e polÃtica da região entendem que o desenvolvimento da região, com o crescimento do número de empregos pagam por si só os pedágios. “O custo-benefÃcio seria muito grande”, disse o gerente de desenvolvimento regional do governo do Estado, Paulo França. O contrato da Ecovale encontra-se em análise no Tribunal de Contas da União (TCU) e a forma mais provável de privatização da rodovia vem sendo analisada pelos governos estadual, federal e entidades representativas, que consiste na formação de um capital misto. “A cobrança do pedágio seria estudada e praticada de forma mais moderna, onde se levaria em consideração a quilometragem rodada e não o número de vezes que um veÃculo passaria em uma praça de cobrança”, observa o coordenador da Região Metropolitana do Vale do Itajaà Olinto Silveira. (José Goes, especial para A NotÃcia)
Paraná briga
para reduzir taxa
Curitiba, PR – Desde que foi implantado no Paraná, há seis anos, o pedágio coleciona polêmicas. Concessionárias e governo do Estado têm recorrido aos tribunais por não chegarem a acordos envolvendo o preço da tarifa e a relação de obras previstas em contrato. O atual governo acusa as empresas de cobrar muito, mas fazer pouco para melhorar as estradas. Já as administradoras de rodovias alegam que as constantes mudanças no preço da tarifa, desde o governo de Jaime Lerner (PSB) e seu sucessor, Roberto Requião (PMDB), impedem a programação de investimentos maiores e ameaçam a sobrevivência financeira das empresas.
Outros segmentos da sociedade também não ficaram de fora dos embates. Caminhoneiros e trabalhadores rurais sem-terra, principalmente, já realizaram vários protestos contra o pedágio, promovendo bloqueios das praças. Apesar dos problemas, nenhuma das seis empresas de pedágio anunciou a desistência dos contratos, um sinal de que o negócio continua sendo lucrativo.
Duas concessionárias chegaram, entre 2003 e este ano, a fechar acordo com o governador Roberto Requião para cobrar tarifas 30% menores. As empresas, no entanto, limitaram-se à conservação de seus trechos rodoviários. Uma das propostas de campanha de Requião era pressionar as empresas a baixar a tarifa, mas até agora não conseguiu expulsar as quatro concessionárias restantes que se negam a fazer acordo.O pedágio é reajustado no inÃcio de cada mês de dezembro. Requião autorizou as concessionárias a elevar, neste ano, as tarifas entre 3,94% e 11,30%. Três delas aceitaram. Já as outras três reivindicaram aumentos de 10,34% a 28,77%. (Dimitri do Valle, especial para AN)
SC-401 está
nas mãos da Justiça
Florianópolis – A tentativa de implantar pedágio na SC-401 ainda depende de decisão da Justiça. O governo estadual, hoje responsável pela manutenção da via, aguarda um parecer final sobre a briga judicial contra a empresa que deveria ter realizado a duplicação da estrada em troca da implantação de pedágio no local.Em 1997, a empresa Linha Azul deu por concluÃda a parte inicial do projeto de duplicação da rodovia SC-401. Como não conseguiu implantar a cobrança do pedágio, teve inÃcio a disputa na Justiça. Hoje, o grupo empresarial busca uma indenização pelo trabalho realizado. A estrutura para o pedágio chegou a ser construÃda, mas está abandonada até hoje. A SC-401 é a rodovia estadual mais movimentada do Estado. Fonte: AN