Florianópolis, 17.10.03 – PolÃticos catarinenses de todos os partidos e lÃderes empresariais e comunitários participaram, ontem, da sessão especial da Assembléia Legislativa pedindo a duplicação do trecho de 342,9 quilômetros da BR-101, entre Palhoça (SC) e Osório (RS).
O presidente Lula está no poder a 289 dias e a medida mais importante do governo, em relação à BR-101, foi a suspensão do processo de licitação aberto no governo de Fernando Henrique. Um processo que sofreu todo o tipo de atraso também quando o PSDB estava no poder.
A obra está orçada em US$ 870 milhões. A Editoria de Economia aqui do DC divulgou, ontem, que as exportações catarinenses registram um superávit de US$ 1,9 bilhão neste ano de recessão. Isto quer dizer que a indústria catarinense, entre janeiro e setembro, gerou uma riqueza suficiente para duplicar duas vezes a rodovia. E os recursos são levados embora e não são destinados ao Estado.
Mais de 80 pessoas morreram entre Palhoça e Passo de Torres somente neste ano, o que significa que enquanto BrasÃlia discute a duplicação, uma famÃlia catarinense perde um ente querido a cada três dias e meio.
No trecho Norte, os pouco mais de 216 quilômetros entre Garuva e Palhoça tinham a previsão de 900 dias de obras. Foram cinco anos, ou o equivalente a mais de 1,8 mil dias.
Não há esperança do começo dos trabalhos neste ano, e com as previsões de autoridades na área do turismo para um Verão de muito movimento, quem passar pela rodovia, neste perÃodo, vai enfrentar horas de engarrafamentos e poderá se deparar com cenas lamentáveis. Fonte: Coluna Paulo Alceu/DC