BrasÃlia, 23.10.03 – A Confederação Nacional dos Transportes (CNT) divulgou hoje o resultado da Pesquisa Rodoviária 2003. De acordo com os números, dos cerca de 57 mil quilometros de rodovias federais e estaduais pavimentadas avaliados, 58,5% estão em estado deficiente, ruim ou péssimo. Do total pesquisado, 77,6% da extensão não tem sinalização adequada, 34% não possuem acostamento e 28% dos trechos cobertos pela pesquisa estão com as placas de sinalização cobertas por mato.
A pesquisa da CNT aponta, ainda, que quase 83% das rodovias federais têm algum tipo de comprometimento na geometria viária, na pavimentação ou na sinalização. Para o presidente da entidade, Clésio Andrade, a solução para o mal estado das rodovias é o governo empregar os recursos da Cide, o imposto sobre a venda dos combustÃveis, que foi criado com essa finalidade. Sem fazer isso, segundo ele, o custo Brasil continuará alto e o Ãndice de acidentes continuará aumentando.
?As péssimas condições em que se encontram as rodovias brasileiras acarretam uma série de dificuldades que impossibilitam o crescimento do PaÃs?. Esta é a análise de Clésio Andrade, presidente da CNT.
A Pesquisa aponta finalmente que 82,8% das rodovias sob gestão estatal apresentam algum tipo de comprometimento (Deficiente, ruim e péssimo) quando são avaliados simultaneamente a geometria viária, o pavimento e a sinalização.
Ranking – A Pesquisa Rodoviária 2003 aponta – como já fez em anos anteriores – os dez melhores e piores trechos rodoviários brasileiros.
Os melhores:
1º – Limeira (SP)/ São José do Rio Preto (SP)
2º – São Paulo (SP)/ Uberaba (MG)
3º – Engenheiro Miller (SP)/ Jupiá (SP)
4º – São Paulo (SP)/ Taubaté (SP)
5º – Barretos (SP)/ Bueno de Andrade (SP)
6º – São Paulo (SP)/ Limeira (SP)
7º – Campinas (SP)/ Jacareà (SP)
8º – São Paulo (SP)/ Itajaà (SP)/ EspÃrito do Turvo (SP)
9º – Araraquara (SP)/ São Carlos (SP)/ Franca (SP)/ Itapuã (SP)
10º – Rio de Janeiro (RJ)/ São Paulo (SP)
Os piores:
1º – Poços de Caldas (MG)/ Lorena (SP)
2º – Salvador (BA)/ Paulo Afonso (BA)
3º – Teresina (PI)/ Barreiras (BA)
4º – Leopoldina (MG)/ BR-262 (MG)
5º – Alta Floresta (MT)/ Cuiabá (MT)
6º – Marabá (PA)/ Dom Eliseu (PA)
7º – Curvelo (MG)/ Ibotirama (BA)
8º – Jataà (GO)/ Piranhas (GO)
9º – Picos (PI)/ Salgueiro (PE)/ Lagoa Grande (PE)
10º – Belém (PA)/ Guaraà (TO)
Tecnologia – A Pesquisa Rodoviária CNT 2003 traz novidades como a identificação georreferenciada de pontos crÃticos das rodovias. Com o uso deste sistema, a Pesquisa passou a apontar, com precisão a localidade dos principais problemas encontrados nas rodovias, como buracos profundos no pavimento ou quedas de barreiras em locais com grande comprometimento da segurança e da fluidez.
O trabalho inova também com a atualização de metodologias e critérios utilizados na pesquisa; e o maior detalhamento das condições do pavimento e da sinalização.
Além disso, este ano a Pesquisa apresenta mapas mais interativos na Internet; relatório de trechos crÃticos, com a identificação de 20% da extensão em piores condições de cada rodovia avaliada; e a ampliação do relatório analÃtico, com a introdução de 12 novas ligações rodoviárias pesquisadas.
Durante 32 dias, 11 equipes de pesquisadores percorreram aproximadamente 57 mil km de rodovias federais e estaduais pavimentadas, sendo 9.153 pertencentes à malha privatizada.
O relatório completo da PESQUISA RODOVIÃRIA CNT 2003 encontra-se disponÃvel no site da CNT: www.cnt.org.br. Mais informações pelo telefone: 0800-782891. Fonte: ABTC