Marcando sob pressão

Marcando sob pressão

Florianópolis, 19.01.04 – Hoje todas as atenções estão voltadas para a visita do ministro dos Transportes, que à noite vai ao centro administrativo do governo para debater com autoridades estaduais, políticos e empresários catarinenses. Lideranças comunitárias, especialmente do Sul, também foram convidadas para o encontro, que promete desencadear forte pressão para que as máquinas sejam acionadas ainda em 2004, com vistas à duplicação da BR-101. Os envelopes da licitação devem ser abertos em março.
Mas a presença do ministro Anderson Adauto também deverá ensejar uma discussão ampliada sobre as concessões federais no Estado, com destaque para os investimentos rodoviários. A nova modelagem, a ser apresentada pelos representantes da União, acabou sensibilizando o Sistema Fiesc, que está mobilizando sua diretoria e empresários das diversas regiões catarinenses para participar da reunião.
A vinda do ministro pode ser interpretada como resultado de um esforço conjunto, no sentido de aproximar o poder público da iniciativa privada para viabilizar as obras de infra-estrutura que Santa Catarina tanto necessita para incrementar seu desenvolvimento. A Fiesc está ansiosa por saber como seria operacionalizado o programa Parceria Público-privada.
No contato telefônico que Adauto manteve tanto com o presidente José Fernando Xavier Faraco como com senadores, deputados federais e prefeitos, antecipou que o pacote deverá compreender o trecho da BR-282 no Extremo-oeste até a fronteira com a Argentina; a Ferrovia do Frango (de Caçador em direção ao Oeste); e o trecho Norte da BR-101.

Investimentos
Conforme levantamentos da Câmara de Logística e Transportes da Fiesc, o Estado precisa de aproximadamente R$ 35 bilhões para obras prioritárias de infra-estrutura, destinadas ao aumento da competitividade no contexto nacional. Os investimentos necessários abrangem ampliação e melhoria de portos, rodovias, ferrovias e aeroportos.

Rodovias
Com base no diagnóstico da Fiesc, os principais projetos de rodovias passam pela conclusão da BR-282, manutenção da BR-470 e adequação dos trechos rodoviários da BR-280, ligando o Porto de São Francisco do Sul a Jaraguá do Sul. Além, é claro, da duplicação do trecho Sul da BR-101.

Portos
Com relação à estrutura portuária, o setor produtivo catarinense entende que os investimentos necessários teriam como pré-requisito a construção de um novo complexo na Baía de São Francisco do Sul, em Itapoá (no lado oposto ao atual porto), que será direcionado, principalmente, ao movimento de contêineres. Há ainda o projeto de modernização e ampliação do porto de Imbituba e a retificação dos molhes e abertura do canal do porto de Laguna.

Aeroportos
As formulações da Fiesc também abrangem os aeroportos, em especial a ampliação dos terminais de Florianópolis, Navegantes e Joinville, bem como a implantação daqueles localizados nas regiões Oeste, Serra (Correia Pinto) e Sul (Jaguaruna).

Ferrovia
A Transcatarinense está orçada em R$ 1 bilhão e a Litorânea tem valor estimado em R$ 415 milhões. Quanto à questão energética, também envolve investimentos volumosos. O gasoduto que ligará o Oeste ao Norte deverá custar R$ 1,25 bilhão. Já a construção do Gasoduto da Integração (Gasin), ligando os campos produtores da Argentina e Bolívia com os mercados consumidores das regiões Sul, Sudeste e Centro-oeste, não sairá por menos de US$ 5 bilhões. Há também mais de R$ 3 bilhões na construção de sete usinas termelétricas de gás natural, carvão e biomassa. Fonte: Prisco Paraíso

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