Rio Janeiro, 28.6.06 – O caminhoneiro autônomo ou pequeno frotista que quiser comprar um caminhão encontrará melhores condições de financiamento afora com o Procaminhoneiro. Uma nova linha de financiamento exclusiva ao segmento do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) que substituirá o BNDES – Caminhões, que por sua vez foi o sucessor do Modercarga, ambos sem sucesso.
Lançado no último dia 9, em solenidade que contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, a terceira edição do programa está com taxas de juros e prazos mais atrativas do que seus antecessores.
A partir de agora, 100% do veÃculo novo ou usado, com até oito anos depois da data de fabricação, pode ser financiável com juros calculados por TJLP (Taxa de Juros de Longo Prazo),acrescida de taxa de até 6% a.a. de pagamento do agente financeiro, totalizando 14,64% a.a.
O prazo, a exemplo do que já acontece com financiamento de automóveis, que foi ampliado dos antigos quatro anos para até seis anos atualmente, também foi estendido a 84 meses (novos e usados), contra 72 meses para novos e 48 meses para usados no antigo programa. Na primeira versão, os planos eram ainda mais curtos: 36 meses para usados e 70 para novos. ContribuÃram para o alongamento, condições macroeconômicas mais estáveis com juros em tendência de queda, inflação sob controle e estabilidade de emprego e renda.
O que muda
Além das melhorias inerentes ao financiamento promovidos pelo BNDES para tentar alavancar de vez o programa, a instituição promoveu duas importantes mudanças. A primeira delas foi no público alvo que fica restrito a autônomos e a empresários individuais com micro ou pequenas empresas. Médios e grandes empresários que desejem financiar veÃculos terão que recorrer a modalidades comuns no mercado como CDC (Crédito Direto ao Consumidor), finame, consórcio ou leasing.
A segunda foi a possibilidade de utilização dos recursos em modalidades de leasing, também. Antes o programa tinham regras muito semelhantes ao finame, sem opção de escolha pelo consumidor. A terceira mudança de mais destaque foi a possibilidade de incluir o preço do seguro e do rastreador do veÃculo na operação. Na verdade, essa é uma saÃda paliativo para tentar reverter antigo problema de garantia, citado pelos bancos e montadoras como a principal causa do fracasso dos programas anteriores.
Com o rastreador e o seguro, a instituição bancária intermediadora do empréstimo terá ferramentas para tentar reaver o bem ou o seu valor em caso de inadimplência, diminuindo o risco da operação. Na concepção original do programa, a intenção era criar um fundo de aval para garantir o ressarcimento à empresa em caso de não pagamento da dÃvida. Sem acordos sobre como seria criado e gerenciado, a idéia do fundo foi definitivamente descartada.
O Procaminhoneiro tem validade até 31 de dezembro deste ano com dotação orçamentária de R$ 500 milhões (novos e usados). Durante a solenidade de lançamento, porém, o próprio presidente da República admitiu que tanto prazo como orçamento podem ser revistos caso a demanda supere essa oferta inicial.
Diário Grande ABC