BR-282 é considerada uma das piores estradas do país, diz pesquisa CNT

BR-282 é considerada uma das piores estradas do país, diz pesquisa CNT

Brasília, 6.10.06 – Dos três estados do Sul do país, Santa Catarina é onde estão as rodovias em piores condições. Levantamento realizado pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) revelou que a conservação é considerada péssima, ruim ou regular em 82% das estradas catarinenses. O trecho da BR-282, entre Florianópolis e Lages, é considerado o 10º pior de todo país. A mais precária das 109 avaliadas é a BR-262, em Minas Gerais.
Durante 39 dias, 15 equipes da CNT avaliaram rodovias brasileiras, analisando o estado geral de conservação. As condições de pavimento, sinalização e geometria das vias foram os itens que mais pesaram. Mas os pesquisadores também levaram em consideração a infra-estrutura de apoio, como a presença de borracharias, praças de pedágio, balanças e postos da Polícia Rodoviária.
Em Santa Catarina, foram percorridos 2.813 quilômetros de rodovias. Entre as BRs, a 476, que liga Apiaí, em São Paulo, a Porto União, em Santa Catarina, foi considerada regular e teve a pior nota: 58.
Em 56% das estradas catarinenses, o pavimento está desgastado, com buracos e ondulações. Mas em 61% das estradas há acostamento asfaltado e em boas condições. Das estradas analisadas no Estado, a que obteve melhor pontuação foi a BR-486, que liga Itajaí ao trecho de Bom Retiro da BR-282, na Serra, apesar de ser considerada regular.
De acordo com o presidente da sessão de cargas da CNT, Flávio Benatti, os investimentos em infra-estrutura não aumentam desde a década de 1980. A média da aplicação de recursos se mantém em R$ 4 bilhões por ano, um montante considerado insuficiente pela confederação:
– Seriam necessários R$ 22 bilhões para recuperar toda a malha rodoviária do país – alerta Benatti.
Apesar desses resultados, Benatti explicou que a Operação Tapa-buraco – programa de recuperação lançado pelo governo federal em dezembro de 2005 – reduziu o percentual de rodovias classificadas como ruim e péssimo e a elevação do número das consideradas regulares. Segundo ele, embora tenha havido uma melhora na pavimentação das rodovias, isso não ocorreu na sinalização e no acostamento.
– Tapou buraco, mas deixou de lado sinalização e acostamento – explica.
Dos 84.382 quilômetros de rodovias avaliados em todo Brasil, 75% apresentaram algum tipo de deficiência e apenas 10,8% foram considerados em ótimo estado.

Diagnóstico
Extensão pesquisada e classificação geral das rodovias
Rodovias/Classificação
BR-101: Regular
BR-116: Regular
BR-153: Regular
BR-158: Regular
BR-163: Regular
BR-280: Regular
BR-282: Regular
BR-283: Regular
BR-285: Regular
BR-376: Regular
BR-470: Regular
BR-475: Regular
BR-477: Regular
BR-480: Regular
BR-486: Regular

No País situação é ruim na maioria das estradas
Pelo menos 75,0% (63.294 km) da malha rodoviária brasileira apresentam algum tipo de deficiência revelou a Pesquisa Rodoviária 2006 da CNT (Confederação Nacional do Transporte), que avaliou 100% da malha rodoviária federal pavimentada e também os principais trechos sob gestão estadual e sob concessão. Um dos ipres trechos é o da BR-282 entre Florianópolis e Lages, aponta o Estudo.
Durante 39 dias, 15 equipes da CNT avaliaram 84.382 km de rodovias em todo o País, analisando o estado geral de conservação, levando em consideração as condições do pavimento, sinalização e geometria da via. O estudo também analisou a infra-estrutura de apoio, como a presença de borracharias, praças de pedágio, balanças, postos da Polícia Rodoviária, entre outros fatores.
Da malha pesquisada em 2006, 10,8% (9.097 km) obtiveram classificação Ótimo; 14,2% (11.991 km) Bom; 38,4% (32.410 km) Regular; 24,4% (20.561 km) Ruim e 12,2% (10.323 km) Péssimo. Ou seja, 75,0% (63.294 km) da malha rodoviária avaliada apresentam algum tipo de deficiência.
Na região Norte foram pesquisados 8.811 km, no Nordeste 24.432 km, no Centro-Oeste 12.397 km, no Sudeste 23.589 km e no Sul foram avaliados 15.153 km.

A Pesquisa Rodoviária CNT 2006 mostra que:

– 54,5% da malha rodoviária pesquisada encontram-se com o Pavimento em estado Regular, Ruim ou Péssimo, totalizando 45.950 km.

– 70,3% da extensão pesquisada apresentam Sinalização com problemas (59.309 km)

– 40,5% da extensão avaliada não possuem acostamento (34.168 km).

– 11,7% da extensão avaliada possuem placas total ou parcialmente cobertas pelo mato (9.934 km).

– 47,4% da extensão avaliada possuem placas com a legibilidade deteriorada (36.092 km).

– 40,7% da extensão pesquisada não possuem placas de limite de velocidade (34.325 km).

Ranking

Pesquisa Rodoviária 2006 aponta os melhores e os piores corredores rodoviários do país.

Os melhores:

1º – São Paulo (SP) – Limeira (SP)
2º – São Paulo (SP) – Taubaté (SP)
3º – São Paulo (SP) – Itaí (SP) – Espírito Santo do Turvo (SP)
4º – Limeira (SP) – São José do Rio Preto (SP)
5º – Engenheiro Miller (SP) ? Jupiá (SP)
6º – Rio Claro (SP) – Itapetininga (SP)
7º – São Paulo (SP) – Uberaba (MG)
8º – Campinas (SP) – Jacareí (SP)
9º – Sorocaba (SP) – Cascata (SP) – Mococa (SP)
10º – Bauru (SP) – Itirapina (SP)

Os piores:

99º – Rio Verde (GO) – Iporá (GO)
100º – Florianópolis (SC) – Lages (SC)
101º – Governador Valadares (MG) – João Neiva (ES)
102º – Manaus (AM) ? Boa Vista (RR) ? Pacaraíma (RR)
103º – Barracão (PR) – Cascavel (PR)
104º – Araguaína (TO) – Picos (PI)
105º – Teresina (PI) – Barreiras (BA)
106º – Alta Floresta (MT) ? Cuiabá (MT)
107º – Salvador (BA) – Paulo Afonso (BA)
108º – Açailândia (MA) – Miranda do Norte (MA)
109º – Leopoldina (MG) – BR-262 (MG)

Fonte: Assessoria de Imprensa da CNT

Compartilhe este post