Concórdia, 27.7.04 – O protesto convocado pela Associação Nacional dos Caminhoneiros (Abcam) pouco alterou a rotina do transporte de cargas em Santa Catarina ontem. De acordo com cálculo do Sindicato das Empresas Transportadores de Cargas do Oeste e Meio-oeste Catarinense (Setcon), em torno de 75% da frota do Estado ficou parada pela manhã. “Pedimos aos nossos associados não viajassem até o meio-dia para evitar que ficassem parados em alguma barreira”, disse o presidente do sindicato, Odimar Roman. À tarde, os caminhões a ser carregados.
O Setcon apoiou o protesto da Abcam, chamado de “Paradão Nacional”, mas não pediu para que nenhum associado participasse de paralisações nas estradas. A orientação era a de que os transportadores esperassem para carregar os caminhões e ficassem em casa. As maiores agroindústrias do Oeste atrasaram os embarques até o meio-dia. À tarde, como o protesto praticamente não interrompeu o trânsito no Estado, os carregamentos voltaram ao normal.
Segundo Odimar Roman, a intenção do protesto da Abcam é diversa dos movimentos anteriores feitos pelos caminhoneiros. “Dessa vez o foco não é fechar estradas e sim chamar a atenção do governo para a questão da Cide (Contribuição de Intervenção no DomÃnio Econômico)”, explicou o presidente do Setcon. Já a Frente Nacional do Transporte Rodoviário de Cargas (FNTRC), que congrega 11 entidades do setor, divulgou nota na sexta-feira passada “lamentando a atitude isolada da Abcam e recomendando aos associados que não apóiem o movimento, que não está sintonizado com os anseios da categoria e com os interesses do PaÃs”.
A maior parte dos caminhoneiros que preferiu passar o dia em casa ontem tomou a atitude mais por medo de prejuÃzos do que por concordar com a convocação da Abcam. As seguradoras avisaram na semana passada que não cobrirão perdas relacionadas a protestos nas rodovias. Fonte A NotÃcia
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