Durante a reunião do Conselho das Federações Empresariais de Santa Catarina (COFEM), realizada na última segunda-feira 4, em Florianópolis, o presidente da Fetrancesc, Dagnor Schneider, destacou a importância da audiência pública que ocorrerá na próxima semana, em Tubarão, sobre a revisão quinquenal do contrato de concessão da BR-101 Sul.
O objetivo é fazer uma grande mobilização das entidades empresariais catarinenses na defesa da mudança da concessionaria responsável pelo trecho do Morro dos Cavalos, atualmente sob gestão da Arteris Litoral Sul. A Fetrancesc e o COFEM defendem que o trecho passe a ser administrado pela CCR Via Costeira/Motiva e que as futuras obras no trecho sejam incorporadas à CCR, garantindo mais eficiência, agilidade e continuidade nas intervenções.

A revisão quinquenal do contrato é uma oportunidade estratégica para incluir novas obras e garantir que a infraestrutura da BR-101 Sul acompanhe o crescimento da demanda.
“O momento de agir é agora. Se deixarmos passar esse período de revisão quinquenal, perderemos o timing. Essa é uma chance crucial para garantir mudanças significativas para o futuro da BR-101 em Santa Catarina”, alertou Dagnor Schneider.
COFEM conhece proposta da Embrapa para protocolo de produção sustentável de aves e suínos
A Embrapa Suínos e Aves apresentou ao COFEM o Projeto Suinocultura Sustentável do Brasil, que pretende estabelecer um protocolo de sustentabilidade para a produção de suínos, com métricas e indicadores adaptados à realidade do país.
O estado, responsável por 8% das exportações mundiais de carne suína e por 33% do rebanho do país, tem sido pioneiro nas grandes transformações da suinocultura e avicultura industrial e tem potencial para liderar a produção sustentável no globo. Estabelecer um protocolo com métricas e indicadores confiáveis será essencial para a manutenção e a conquista de novos mercados consumidores, diante de um número maior de países adotando regulamentações para a redução de emissões de gases do efeito estufa.

O presidente da Jucesc, Fernando Baldissera, apresentou mudanças no processo de abertura de empresas determinadas pela Receita Federal. Segundo ele, a medida, unilateral, interrompe fluxos de informação, criando empecilhos para a rápida abertura de novos negócios. “O atraso decorrente de burocracia e a falta de integração custaria até R$ 1,9 bilhão em faturamento, R$ 39 milhões em ICMS e R$ 42 milhões em salários, recursos que poderiam aquecer a economia do estado”, afirmou. O novo processo estabelecido pelo fisco, que determina a opção tributária no meio do processo e em um portal separado, causa a fragmentação de fluxo contínuo de informações, especialmente para as administrações tributárias nas três esferas: federal, estadual e municipal, e é também, um entrave operacional para os contadores.

O secretário da Fazenda Cleverson Siewert e o presidente do Tribunal Administrativo Tributário (TAT) também participaram da reunião, detalhando a posição dos órgãos frente a demandas do setor produtivo em relação às rotinas dos conselheiros e funcionamento do tribunal.
O COFEM é composto pelas Federações das Indústrias (FIESC), do Comércio (FECOMÉRCIO), da Agricultura (FAESC), dos Transportes (FETRANCESC), das Associações Empresariais (FACISC), das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), das Micro e Pequenas Empresas (FAMPESC), além do Sebrae-SC.
Fonte: Fetrancesc, com informações do COFEM | Fotos: Filipe Scotti
