Nesta quarta-feira, 27, a Fetrancesc participou da 76ª reunião da Comissão Tripartite da Autopista Litoral Sul. O encontro ocorreu na sede da FIESC, em Florianópolis, e reuniu representantes da Arteris, ANTT, PRF, Facisc, Secretaria de Estado da Infraestrutura, entre outras entidades. A Federação foi representada pelo diretor executivo Renato Macedo.
Durante a reunião, a concessionária apresentou números do primeiro quadrimestre do ano de 2026, em comparativo com o mesmo período do ano passado. A Arteris destacou que houve uma queda de 5% em relação ao número dos acidentes com vítimas fatais registrados no trecho de concessão da empresa, responsável pelo trecho Norte da BR-101.
Apesar da queda, o diretor executivo da Fetrancesc, Renato Macedo, chamou atenção para os índices ainda elevados de acidentes na região, acima da média nacional.
“Precisamos ampliar cada vez mais as medidas para reduzir esses números de acidentes e de mortes”, afirmou Macedo.
Ainda durante o encontro, o diretor de Operações Sul da Arteris, Cesar Saas, sugeriu a criação de um Grupo de Trabalho voltado à Segurança Viária, com a participação das entidades presentes. A proposta foi bem recebida pelos participantes, com o objetivo de discutir ações integradas para melhorar a segurança nas rodovias.
Otimização de contrato e Morro dos Cavalos
A ANTT e a Arteris também foram questionadas sobre o processo de otimização do contrato de concessão da BR-101 Norte, que não avançou na SecexConsenso do TCU, além da possível troca de concessionária no trecho do Morro dos Cavalos, atualmente administrado pela Arteris. A proposta em discussão prevê que a Motiva, responsável pela concessão da BR-101 Sul, assuma o trecho para viabilizar o projeto de construção dos dois túneis no local, uma das principais demandas de infraestrutura de Santa Catarina e do país.
Segundo Sidnei Silvestrin, gerente regional Sul da ANTT, a concessionária Motiva ainda realiza os estudos necessários para avaliar a viabilidade da mudança. Sobre a otimização do contrato, Silvestrin reiterou que a repactuação não teve andamento, mas destacou que o desafio agora é buscar alternativas que permitam incluir novas obras e melhorias no trecho.
Já Cesar Saas afirmou que, diante da não evolução do processo de otimização, a concessionária trabalha em um novo estudo, considerado um “plano B”, com previsão de investimentos menores e horizonte de execução de cinco anos.
Fonte e foto: Fetrancesc
