A Fetrancesc participou, nesta terça-feira, 9, da primeira audiência pública promovida pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) para discutir os estudos das concessões dos lotes 1 e 3 das Rodovias Integradas de Santa Catarina, que contemplam as BRs 470, 480, 153 e 282. O encontro foi realizado em Chapecó e reuniu lideranças do setor produtivo, representantes de entidades, parlamentares e autoridades municipais.
Representando a Fetrancesc, o vice-presidente da entidade e presidente do Sitran, Ivalberto Tozzo, manifestou preocupação com a baixa extensão de duplicações prevista para o Lote 3, que abrange importantes corredores logísticos do Oeste catarinense.
“Com o que fazemos e produzimos aqui no Oeste de Santa Catarina nós não vamos aceitar nesse lote apenas 29 quilômetros de duplicação”, afirmou Tozzo durante a audiência, destacando a necessidade de investimentos mais robustos para acompanhar o crescimento econômico da região.

O diretor executivo da Fetrancesc, Renato Macedo, também reforçou o posicionamento da Federação em relação ao projeto apresentado pela ANTT.
“Esse projeto nos causa muita preocupação e nós acreditamos que ele está longe de ser o mínimo necessário para a região e para o restante do Estado”, destacou.

O vice-presidente regional e presidente do Setcom, Paulo Simioni também representou a Federação no evento, junto com o presidente do Setccar, Antônio Ozorio Neto, e o vice-presidente do Sitran, Luiz Alberto Framento.
Rodovias estratégicas para o desenvolvimento do Oeste
A audiência teve início com a apresentação dos estudos e das obras previstas para o Lote 3, conduzida pelo gerente de Estudos e Projetos Rodoviários da Superintendência de Concessão da Infraestrutura (SUCON/ANTT), Stéphane Quebaud.
O lote contempla trechos das BRs 282, 153 e 480, rodovias consideradas estratégicas para a integração regional, o escoamento da produção agroindustrial e a conexão do Oeste catarinense com os principais mercados consumidores e corredores logísticos do país.
Durante as manifestações, representantes de entidades, lideranças regionais e gestores públicos demonstraram preocupação com a insuficiência das duplicações previstas, especialmente na BR-282.
O deputado federal Valdir Cobalchini criticou o percentual de duplicações previsto no projeto e defendeu investimentos mais ambiciosos para Santa Catarina.
“Não estou satisfeito com o que foi apresentado. É preciso que se reveja isso e que tenhamos condições de decidir quantos quilômetros de rodovias nós queremos duplicadas. Em outros estados não é assim. Não podemos ficar satisfeitos com apenas 10% dessas rodovias duplicadas. Santa Catarina merece mais. Vamos ser engolidos e perder competitividade para outros estados. Infraestrutura é desenvolvimento e o grande Oeste merece rodovias duplicadas”, afirmou.
Contribuições ainda podem ser incorporadas
Representantes da ANTT e da Infra S.A. destacaram que a audiência pública faz parte do processo de construção do projeto e que as contribuições apresentadas serão analisadas antes da consolidação da modelagem final.
Segundo Marcelo Fonseca, representante da ANTT e presidente da audiência pública, todas as manifestações recebidas serão incluídas em um relatório técnico e respondidas posteriormente pela Agência antes dos próximos encaminhamentos.
Já o representante da Infra S.A., Redson Piedade, explicou que o objetivo é avaliar as demandas apresentadas pela sociedade e verificar a possibilidade de incorporação das sugestões ao projeto.
De Chapecó, a Fetrancesc segue para Rio do Sul, Blumenau, Itajaí e Brasília para acompanhar de perto as demais audiências públicas propostas pela ANTT.
Fonte e fotos: Fetrancesc

