Clipping Imprensa – Os desafios dos transportadores de SC

Clipping Imprensa – Os desafios dos transportadores de SC

Florianópolis, 11.7.16 – Endividamento elevado, falta de crédito e pressão para reduzir margens de lucro. Estes são os principais desafios dos transportadores, alertou o novo presidente da Federação das Empresas de Transportes do Estado (Fetrancesc), Ari Rabaiolli, no seu discurso de posse. Ele assumiu o comando da entidade sexta-feira à noite, sucedendo Pedro Lopes.
– As dificuldades impostas pelo movimento de mercado para a redução de seus custos nos corroem o lucro, mas também nos impelem e motivam a buscar soluções – afirmou Rabaiolli.

Governo insiste na tese de subir impostos – Muitos direitos, muitas despesas e poucos deveres cumpridos. Esta é a situação do setor público brasileiro. Para enfrentar o déficit de R$ 139 bilhões previsto para o ano que vem, o governo federal estuda elevar a Cide, o PIS/Cofins e o Imposto sobre Operação Financeira (IOF). Em contrapartida, promete conter despesas da ordem de R$ 80 bilhões, que cresceriam se nada fosse feito. Foi isso que destacou o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, em entrevista na edição de domingo do jornal O Estado de S. Paulo.
Essa redução de despesas viria da aprovação do limite de gastos dentro da variação da inflação já que nos últimos anos as despesas têm subido 6% acima. Embora o número previsto de corte seja robusto, não há certeza que ocorrerá e faltam medidas mais consistentes, como redução de pessoal e benefícios que podem estar sendo pagos sem necessidade. O setor público precisa fazer o mesmo que as famílias e empresas, ou seja, adequar suas despesas de acordo com as receitas, não só nesta fase de crise, mas sempre. A propósito, há um grupo de economistas que defende até redução de jornada, de salários e demissões no setor público.

Scania amplia serviços e inclui venda de seminovos em SC – Com sete concessionárias próprias desde o início do ano no estado, a montadora sueca Scania, que atua com caminhões e ônibus, avança com mais serviços e inclusão de seminovos no mix. Quem está à frente da Scania Cavese em SC é o diretor-geral Oscar Jaern. Nascido na Suécia há 36 anos, fluente em português, ele gosta de visitar lojas e conversar com clientes.

Com foram estes seis meses de trabalho com gestão da própria montadora?
Focamos em organizar a casa e a empresa. A Battistella tinha as concessionárias do Paraná e Santa Catarina. Assumimos só em SC, aí tivemos que criar uma matriz e contratar uma equipe própria de 20 pessoas. Também estamos fazendo uma adaptação para trabalhar de acordo com os padrões da montadora.

Como foram as vendas de caminhões?
Evidente que o contexto econômico não é favorável. No Brasil, o total de vendas de caminhões acima de 16 toneladas, que são os que trabalhamos, caiu cerca de 30% no primeiro semestre frente ao mesmo período de 2015. Em SC, caiu menos, 24%. No caso da Scania, dentro dos caminhões acima de 16 toneladas, dá para separar os pesados e semipesados. Nos pesados [que levam bitrem ou carretas], a queda ficou em 14% no Estado. No primeiro semestre, em emplacamentos, crescemos 1% em participação no mercado.

E os serviços de pós-venda?
Temos nesse segmento o nosso melhor resultado. Entre os serviços, o essencial é o atendimento para manutenção corretiva e preventiva. Buscamos eficiência para que o caminhão pare o menor tempo possível.

A Scania atua em quase todo o Estado. Em quais regiões vende mais?
Além da sede em Biguaçu, temos concessionárias em Concórdia, Cordilheira Alta, Videira, Lages, Criciúma e Tubarão. No Oeste, onde está o agronegócio, não se fala tanto em crise. A região está melhor do que a média do país. Isso dá para sentir, apesar de não termos apurado os números separadamente.

Quais as expectativas para este ano?
Eu sou cautelosamente positivo. Quando falo com transportadores, eles têm muita demanda de serviços e alguns registram recorde de faturamento nestes últimos meses. Mas os custos de operação estão muito elevados e isso derrubou as margens. Muitos estão com receio de investir por causa do cenário político. Precisam saber o que vai ocorrer após agosto.

Como está a oferta de ônibus?
Vendemos tanto ônibus urbanos quanto de turismo. Estamos dando atenção maior para o mercado de ônibus urbanos. Até formamos uma equipe no Estado mais focada nisso. Apresentamos um ônibus especial da Scania que tem 15 metros e compete com os articulados. É mais viável para determinadas rotas. Também temos interesse em fornecer para o novo sistema de transporte coletivo da região de Florianópolis.

Como gastar menos no transporte?
Fazer manutenção adequada nos prazos indicados. Uma revisão normal Scania inclui mais de cem pontos de controle. Além disso, tem a forma como o motorista dirige, acelera. A BRF, por exemplo, que usa caminhões Scania, recomenda trafegar a 80 quilômetros por hora para gastar menos combustível e reduzir riscos de acidentes. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)

BR-470 sem manutenção

Equipe de reportagem do Jornal de Santa Catarina percorreu à noite o trecho da BR-470 que passa por obras de duplicação. São 74 quilômetros em que a falta de sinalização, especialmente a horizontal, deixa a rodovia federal ainda mais perigosa. Ou seja, não bastasse o enorme fluxo de veículos e a imprudência de alguns condutores, há também o descaso do poder público, no caso o governo federal, com a manutenção do trecho. Só neste ano já morreram 38 pessoas em acidentes na rodovia.
Além da falta de sinalização, outro problema que preocupa são os desníveis nas cabeceiras das pontes. Quem conhece, reduz a velocidade. Quem não conhece faz o veículo dar um salto. As duas situações podem gerar acidentes.
O pior de tudo é que não há previsão para melhorar. Segundo o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT), o trecho foi retirado do programa de Conservação, Restauração e Manutenção (Crema) e incluído em um pregão eletrônico concluído em maio, no valor total de R$ 24 milhões. Para que a mudança de contrato seja efetuada e os serviços iniciem, no entanto, é necessário o empenho de R$ 3 milhões, que depende de liberação do governo federal. (Fonte: Diário Catarinense – Pancho)

Anel viário

Desde que a juíza federal substituta Micheli Polippo assumiu as audiências de conciliação dos proprietários de terrenos que precisam ser desapropriados para a obra do Contorno Viário da Grande Florianópolis, o número de acordos avançou. Quando as obras começaram, em 2014, as comarcas da Justiça haviam registrado 296 indenizações. Agora, após 15 meses coordenando o Centro de Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania (Cejuscon) da Capital, a juíza fechou, sozinha, 281 audiências, com 189 acordos e pagamentos. Ao todo, são 1.017 lotes que precisam ser desapropriados. Já foram liberados 477 deles. Os valores de ressarcimento ultrapassam R$ 77 milhões. (Fonte: Diário Catarinense – Ana Paula Bittencourt)

Velocidade reduzida

O DNIT reduziu de 60 km/h para 40 km/h o limite de velocidade sobre a ponte do rio Tubarão, no trecho sul da BR-101. Isso por conta da redução de faixas de rolagem no sentido norte-sul e das obras nas pistas.

Orçamento regionalizado – Os projetos que devem receber prioridade no orçamento do governo do Estado no próximo ano foram apresentados na última audiência do Orçamento Regionalizado em Tubarão. As propostas incluem as pavimentações da rodovia que liga Tubarão a Laguna (Serramar) e da SC-442, acesso para o Aeroporto Regional de Jaguaruna, e a construção da Policlínica Regional em Tubarão. A Assembleia Legislativa deve votar ainda neste ano um projeto de lei que obriga o governo estadual a executar aquilo que foi escolhido nessas audiências. Isso porque, hoje, nem metade das reivindicações saem do papel.

Expectativa – O recém-inaugurado trecho de 6,1 quilômetros da SC-446 entre Treviso e Lauro Müller deve favorecer o desenvolvimento do turismo para as regiões Sul e Serra de Santa Catarina. O novo traçado reduziu o percurso em 12 quilômetros entre Criciúma e Bom Jardim da Serra. Foram investidos R$ 19 milhões pelo governo do Estado. (Fonte: Diário Catarinense – Ricardo Dias)

Cinco morrem em acidente com ônibus e dois carros na BR-470

Quatro das cinco vítimas do acidente ocorrido na madrugada de ontem na BR-470, no Meio-Oeste catarinense, foram identificadas e são de Campos Novos. Morreram as irmãs Silvane Aparecida Reis, 38 anos, e Gilvana das Graças Reis, 31, Sabrina das Graças Gonçalves, 17, e Jhonatan Willian Moreira, também com 17.
Os corpos foram encaminhados ao Instituto Geral de Perícias (IGP) de Joaçaba, responsável pela identificação. O nome da quinta vítima ainda não foi confirmado oficialmente.
A colisão ocorreu às 3h50min no km 303 da BR-470, em Campos Novos, próximo à ponte do rio Inferninho, e envolveu um ônibus com placas de Braço do Trombudo que transportava 37 passageiros, um Corsa com placas de Videira e um Gol com placas de Campos Novos. De acordo com informações da Polícia Rodoviária Federal (PRF), havia sete pessoas no Corsa, que estava sendo conduzido por um adolescente de 17 anos.
Segundo o gerente regional do IGP em Joaçaba, João Leonardo Barneche, as cinco vítimas estavam no Corsa e a identificação foi a partir do reconhecimento dos familiares e também da análise de impressões digitais.
A assessoria de imprensa da PRF em Florianópolis divulgou que o Corsa invadiu a pista contrária em uma curva e bateu de frente com o ônibus. Com o impacto da batida, o coletivo cruzou a pista da rodovia. Em seguida, o Gol colidiu com a traseira do ônibus. Ainda há vítimas hospitalizadas em estado grave em Campos Novos. (Fonte: Diário Catarinense)

Multas

O Detran/SC só foi notificado na sexta sobre a liminar concedida na segunda determinando desbloqueio do acesso do Detrans ao DetranNet. Assim, a partir desta semana, o departamento de trânsito de Joinville poderá voltar a inserir as multas no sistema de registro das infrações. Sem isso, não poderia cobrá-las.

Não pode – No parecer sobre ação contra lei de Joinville com restrições à passagem do trem em horários de pico, o Ministério Público Federal aponta também inconstitucionalidade da legislação municipal: a competência é da União. Ainda no ano passado, a ALL conseguiu a suspensão da lei. Agora, será julgado o mérito. (Fonte: Diário Catarinense – Jefferson Saavedra)

À espera da dragagem

Nove meses após as cheias do Vale do Itajaí terem assoreado o canal de acesso aos portos de Itajaí e Navegantes, a dragagem, que deveria ser feita em caráter emergencial, ainda não tem data para sair do papel. A licitação aberta pelo governo federal teve abertura de envelopes deserta no mês passado – nenhuma empresa se candidatou para executar o serviço, avaliado em R$ 65 milhões.
O problema é que a Secretaria Especial de Portos (SEP) foi incorporada ao Ministério dos Transportes pelo presidente interino Michel Temer (PMDB) e, até agora, não tem ninguém no comando. Assim, as tratativas para relançar o edital têm esbarrado nas mudanças de configuração em Brasília.

Extensão de contrato no porto – A Secretaria Especial de Portos (SEP) entrega na próxima semana à Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) um relatório dos custos que impactaram o contrato de arrendamento da APM Terminals no Porto de Itajaí. O parecer da Antaq é necessário para dar sequência ao processo movido pela empresa, que pede ao governo federal a extensão do prazo de operação sob a justificativa de reequilíbrio econômico. O documento cruza dados da própria arrendatária e também da autoridade portuária. Entram na lista investimentos que o terminal recebeu – como o conserto do berço 1, pago pelo governo federal após a enchente de 2008 – e outros com que arcou e que não faziam parte do acordo inicial. O relatório também cita o investimento de R$ 300 milhões que a arrendatária pretende trazer à cidade caso a proposta seja aceita. A resposta da Antaq será um passo importante para os dois pleitos da APM: estender o contrato de arrendamento, que termina em 2022, e aumentar a área arrendada, incorporando também os berços 3 e 4, que estão em obras. Esta semana o diretor do Departamento de Outorgas Portuárias da SEP, Eduardo Bezerra, visitou o Porto de Itajaí e comparou a movimentação com a de 2012, quando ele conheceu o terminal. E reconheceu que as limitações de área e o prazo curto para novos investimentos prejudicam a competitividade.
Bezerra ressaltou que a SEP está em busca de “uma solução para o Porto de Itajaí” e que o foco é tornar o terminal competitivo no mercado – isso significa que a avaliação levará em conta o que for melhor para a cidade. Segundo ele, o fato de a empresa ter planos de investimento e querendo a expansão é uma “condição favorável”: do ponto de vista técnico, afirma, a proposta da APM é “factível e importante para garantir um cenário de competitividade razoável”. A expectativa é que o processo seja concluído nos próximos meses.

Exportação – É grande a expectativa dos portos locais para o possível acordo de exportação de carne suína para a Coreia do Sul. A linha asiática, que hoje opera na Portonave, em Navegantes, poderá absorver a demanda. (Fonte: Diário Catarinense – Dagmara Spautz)

Não pode piscar

Para evitar um racha entre os partidos aliados, o governo Temer pede aos líderes que comecem a semana buscando acordo em torno de um nome para assumir a presidência da Câmara. A negociação já incluiria a eleição para a mesa da Casa em 2017. Por trás da proposta, está a necessidade de dissipar a tensão entre o Centrão e DEM/PSDB. Disposto a provar que o Planalto quer evitar discórdias, o PMDB deve ficar de fora da eleição, tanto para o mandato-tampão, quanto para o próximo ano. Com isso, abrindo mão da tradição na Câmara de que as maiores bancadas se revezam na presidência. O partido já tem candidaturas registradas, mas a orientação da cúpula é para que os deputados desistam. Ao mesmo tempo, o Planalto fecha o final de semana, mandando recados para todos os lados, dizendo que não tem preferências:
– Temos juízo. Se piscarmos o olho para um lado, o outro ficará sabendo – resume o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha.

Quebrando galho – Especialista em mandato-tampão, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) – aliado de Eduardo Cunha – continua sendo o nome forte para assumir a presidência da Câmara. Em abril de 2010, ele chegou ao governo do DF por eleição indireta, depois que o Mensalão do DEM derrubou a administração de José Roberto Arruda.

Afeição – Correndo por fora na disputa à presidência, o deputado Esperidião Amin (PP-SC) solicitou uma reunião da bancada do PP, na tentativa de convencer os colegas a lançar candidatura própria.
– O governo já está se metendo. Esse acordo é no mínimo complicado e favorece o grupo afeiçoado ao Cunha – reclama Amin.

Agora vai – O pedido de urgência para a votação do projeto de lei da renegociação das dívidas dos Estados com a União vai voltar nesta semana à pauta de votação do plenário da Câmara. São grandes as resistências ao texto fechado pelo Ministério da Fazenda. (Fonte: Diário Catarinense – Carolina Bahia)

A batalha pelo poder na câmara

Durou pouco a sensação de alívio dos brasileiros com a renúncia do presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que, por incrível que pareça, ainda articula para salvar o seu mandato. Já no dia seguinte ao anúncio, o presidente em exercício da Câmara fez valer o que o próprio Cunha classificou de “interinidade bizarra” e partiu para a retaliação. Contrariando o colégio de líderes, que havia marcado a nova eleição para amanhã, o deputado Waldir Maranhão confirmou o pleito para a próxima quinta-feira. Fez mais: demitiu o diretor da Secretaria-Geral da Mesa, Sílvio Avelino, que tinha sido nomeado para o cargo por Cunha.
Mas a guerra entre o interino e o ex-presidente tem menor significado diante da verdadeira batalha deflagrada pelo comando da Casa, principalmente porque o presidente da Câmara, se o impeachment de Dilma Rousseff for confirmado, passará a ser na prática o vice-presidente da República. Não se pode estranhar, portanto, que pelo menos 15 parlamentares pleiteavam o cargo até o final de semana. Desses, 13 fazem parte da base aliada do presidente interino Michel Temer.
Articulações políticas e composições partidárias são normais em disputas como essa. O que não pode ser considerado normal, nem digno, é a troca de votos por cargos, verbas e qualquer outro tipo de vantagem particular conflitante com os interesses coletivos da nação. Neste momento de turbulência política e depois da constrangedora administração de Eduardo Cunha, os brasileiros anseiam por parlamentar experiente, responsável e ético no comando da Câmara. (Fonte: Diário Catarinense – Editorial)

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