Como será o SEST SENAT em 2040?

Como será o SEST SENAT em 2040?

Como será o SEST SENAT em 2040? Durante meses, essa pergunta orientou o Foresight Estratégico, que reuniu lideranças e colaboradores do SEST SENAT em torno de uma dinâmica repleta de reflexão e especulação. Com facilitação de especialistas da Singularity University, o grupo visitou uma série de tendências e “sinais” e chegou a cenários que extrapolam o meramente provável.

Em 31 de agosto, os resultados foram finalmente compartilhados para uma plateia formada por gerentes, coordenadores e analistas, reunidos no auditório do Departamento Executivo, em Brasília.

“Buscamos essa ferramenta com o objetivo de construir uma visão de futuro clara e compartilhada, antecipando cenários críticos e identificando caminhos práticos para nos posicionarmos de forma estratégica”, resumiu o diretor adjunto nacional do SEST SENAT, Vinicius Ladeira. “Precisamos saber qual futuro é desejável e, a partir daí, dar os passos na direção correta”, completou.

Um dos responsáveis pela iniciativa, Felipe Lopes Albuquerque, gerente executivo de Inovação em Tecnologia do SEST SENAT, recorreu a um objeto curioso para explicar a importância do foresight: um busto em tamanho real de Davi equipado com óculos de realidade aumentada. “Vejo o SEST SENAT assim, com qualidades clássicas, que são valiosas, mas com muitas possibilidades de desenvolvimento e inovação, sem parar no tempo”, instigou.

Em seguida, os facilitadores da Singularity, Luiz Telles, publicitário e especialista em storytelling, e Chico Araújo, antropólogo e futurista, apresentaram a metodologia e os achados. A partir de uma grande matriz de tendências macro, foram cotejadas análises que vão desde forças macroeconômicas a fluxos políticos, passando por mudanças culturais. Quando organizado, o conjunto de sinais (fracos, fortes e wild cards) se cristaliza na forma de uma constelação. A partir disso, foram desenhados quatro cenários.

“Todo esse esforço leva ao passo seguinte, verdadeiramente estratégico, que a aceleração de futuros. Para chegar lá, temos uma North Star, uma estrela guia, que pode ser resumida em uma frase ou lema”, detalhou Chico Araújo.

Descobrir o futuro
Na edição de maio da Revista CNT Transporte Atual, a reportagem entrevistou o historiador e futurista Jeffrey Rogers, da consultoria Be Radical. Ele colaborou com o Foresight Estratégico do SEST SENAT, tendo ministrado um workshop sobre organizações “ambidestras”, que equilibram eficiência no presente e inovação para o futuro.

O jornalista pediu a ele um conceito de “foresight”. Veja qual foi a resposta:

“Uma das formas mais úteis de entender o foresight é começar definindo o que ele não é: previsão (forecasting). Uma abordagem de foresight não busca prever o futuro, ela nos abre para explorar um conjunto mais amplo de futuros possíveis e prováveis, de modo que possamos nos posicionar melhor em relação a novas oportunidades e ameaças à medida que surgem. Em essência, o foresight busca descobrir o futuro, e não tentar prevê-lo. Essa é uma diferença significativa, e se torna especialmente relevante no contexto de uma organização estabelecida ou tradicional. Por definição, esse tipo de organização foi construído para ter sucesso no passado. Ela aprendeu a fazer muito bem determinadas coisas que a trouxeram até onde está hoje, mas essas mesmas capacidades podem não servir bem para o amanhã. À proporção que o mundo ao seu redor continua mudando e passa a se parecer cada vez menos com o contexto para o qual foi originalmente desenhada para prosperar, a organização também precisa ser capaz de mudar. Em vez de simplesmente reforçar as mesmas apostas e continuar a construir sobre suas forças atuais, a organização pode precisar estar aberta a questionar premissas centrais, desenvolver novas capacidades por meio do aprendizado e até desaprender práticas que anteriormente foram bastante eficazes. As práticas de foresight podem ajudar em todos esses aspectos.”

Fonte e foto: SEST SENAT

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