Clipping Imprensa – Operação padrão causa filas no Hercílio Luz

Clipping Imprensa – Operação padrão causa filas no Hercílio Luz

Florianópolis, 9.5.16 – O Aeroporto Internacional Hercílio Luz, em Florianópolis, registrou filas durante parte do fim de semana na área de embarque. A concentração de pessoas foi intensa porque funcionários que atuam no raio-x decidiram seguir o protocolo padrão de segurança previsto pela Anac (Agência Nacional de Aviação Civil), atendendo um passageiro por vez.
Na noite de ontem, no entanto, a situação das filas já tinha se normalizado, informou a Infraero. A ação é uma resposta da categoria ao salário atrasado referente ao mês de abril. Os trabalhadores também reivindicam o pagamento do abono salarial e do dissídio já acertado pela categoria.
Em situações normais, de três até cinco passageiros passam por vez pelos canais de inspeção. Com a verificação individual, o fluxo passou a ser mais demorado.
Por volta do meio-dia de sábado, filas de passageiros já eram registradas e alguns voos decolaram com atraso. O canal de situação dos voos da Infraero confirmou apenas um voo atrasado ontem no aeroporto Hercílio Luz. (Fonte: Diário Catarinense)

Cristo amarelo

O Cristo Luz, cartão-postal de Balneário Camboriú, iluminou-se de amarelo para lembrar a campanha de conscientização para redução dos acidentes de trânsito – o Maio Amarelo. A ação é uma parceria da prefeitura e entidades de classe.

Complexo logístico – A Infraero iniciou o processo de concessão do Complexo Logístico do Aeroporto de Navegantes. O edital de licitação, que será lançado nos próximos meses, prevê a cessão de uma área de 50 mil metros quadrados à iniciativa privada para exploração de área alfandegada e abertura de aeroporto industrial. Na prática, o complexo abre a possibilidade de armazenagem de mercadorias importadas – inclusive as que vêm a bordo dos navios, em contêineres. A concessionária, que terá que construir e operar a estrutura, também poderá alugar parte dos galpões para que empresas que importam peças de um mesmo produto possam fazer a montagem ali mesmo, e só paguem tributos a partir do momento em que a mercadoria deixar a área do aeroporto. Os complexos, que funcionam como condomínio logístico, são uma aposta da Infraero para atender ao mercado e alavancar os rendimentos. O primeiro aeroporto a ter a concessão autorizada foi o de Uberlândia (MG). No Estado, Joinville também terá uma estrutura semelhante. Em Navegantes, o modelo de concessão do complexo logístico será um primeiro “teste” para uma possível parceria com a iniciativa privada também na ampliação do terminal de passageiros — obra estimada em R$ 22 milhões. A concessionária executa a obra e tem direito de exploração de espaços. A concessão do aeroporto Ministro Victor Konder como um todo, entretanto (como o Aeroporto Hercílio Luz, na Capital), ainda é considerada economicamente inviável. Para despertar interesse dos investidores, estima-se que seria necessário oferecer pelo menos um fluxo de 5 milhões de passageiros ao ano e uma nova pista, com condições de ampliar as operações aéreas. Navegantes deve fechar 2016 com 1,5 milhão de passageiros. (Fonte: Diário Catarinense – Dagmara Spautz)

Obras na ponte

Os trabalhos de construção dos vãos da ponte sobre o Rio Tubarão, no trecho Sul da BR-101, podem ser finalizados esta semana. O Dnit prepara a armação de caixaria para a concretagem do nono e último vão da estrutura. Assim que toda a madeira estiver instalada e toda a ferragem estrutural estiver pronta, a autarquia vai unir a pista da passagem com concreto usinado. Depois que toda a passagem estiver com a plataforma pronta, chega a vez da construção das cabeceiras, para unir-se com a pista da BR-101. A ponte terá mais de 340 metros de comprimento para receber o fluxo de veículos no sentido Sul/Norte. (Fonte: Diário Catarinense – Ricardo Dias)

Pistas liberadas na Beira-Mar Norte

As duas pistas da marginal da avenida Beira-Mar Norte, no trecho entre o final da Casa da Agronômica e a rua Antônio Carlos Ferreira, estarão livres para o tráfego de veículos a partir de hoje. O prolongamento da marginal faz parte do projeto que vai implantar o anel viário com o primeiro corredor exclusivo para ônibus da Capital.
Com o fechamento definitivo do antigo acesso da avenida à rua Paschoal Apóstolo Pítsica, na altura da OAB, e com o tráfego livre para veículos nas duas pistas da marginal, a Guarda Municipal estará no local orientando motoristas e pedestres.
Obras complementares continuam ocorrendo no trecho entre o Direto do Campo e a Casa da Agronômica, entre as quais a execução das calçadas e o término da construção do muro de pedras da casa do governador. (Fonte: Diário Catarinense – Mônica Jorge)

SC-401 registra sete vítimas em cinco meses

O atropelamento que tirou a vida da operadora de caixa Teresa Camilly de Quadros, 30 anos, na manhã de ontem, reforça uma tendência nas estatísticas da SC-401, no norte da Ilha: todas as sete mortes registradas na rodovia desde janeiro aconteceram nos fins de semana, cinco delas com pedestres como vítimas. Levantamento do DC considera dados da PMRv-SC, além de ocorrências acompanhadas pela reportagem.
Em três casos, os motoristas envolvidos nos acidentes fugiram sem prestar socorro. Foi o caso do acidente que vitimou Teresa ontem. Ela havia saído de uma festa na companhia de outros três amigos e seguia a pé pelo acostamento da rodovia, no KM 11 da SC-401, por volta das 6h.
Duas pessoas que estavam com ela chegaram a atravessar a pista. Teresa e um amigo fariam o mesmo, mas foram antigidos antes de tentar a travessia. O amigo recebeu atendimento médico e passa bem, mas Teresa não resistiu ao impacto e morreu ainda no local. Nenhum dos sobreviventes conseguiu anotar detalhes do veículo que causou o atropelamento.
– Eles não conseguiram reparar em nada. Só escutaram o barulho e viram o carro fugindo. Depois se preocuparam em gritar para que os outros carros que vinham parassem – conta Rita Santos, 21 anos, prima de Teresa.
Teresa Camilly era natural do Pará, onde moram os dois filhos, e mudou-se para Florianópolis em dezembro, quando passou a trabalhar em uma cafeteria. Ela morava no bairro Agronômica. Familiares informaram que o sepultamento será realizado no Norte do país, no Estado de origem da vítima.
Conforme informações da PMRv-SC, foram encontradas peças do veículo envolvido no acidente – em frente ao empreendimento P&K, em Santo Antônio de Lisboa – e a suspeita é de que se trata de um Gol de cor branca, que deve estar com o capô amassado e o parachoque quebrado. O Instituto Geral de Perícias (IGP) esteve no local colhendo provas e a investigação dará sequência à apuração. (Fonte: Diário Catarinense)

Colisão mata dois motociclistas em Timbó

Uma colisão frontal resultou em duas mortes na tarde de sábado em Timbó, no Vale do Itajaí. Segundo a Polícia Rodoviária Federal, uma motocicleta teria invadido a pista contrária e bateu de frente contra outra motocicleta. Os condutores Emerson Edenir Heimann, 30 anos, e Bruno Amirton Vieira, 41, não resistiram aos ferimentos e morreram no local.
O acidente de trânsito foi registrado por volta das 16h10min no KM 131,7 da rodovia SC-110. As duas motocicletas, CBX250 Twister e Titan 150, tinham placas de Rodeio. Ainda segundo a PRF, o local do acidente era próximo a uma curva e os condutores estavam sozinhos no momento da colisão.

Em Blumenau, pedestre fica ferido – Um pedestre de 35 anos foi atropelado por uma motocicleta na sexta-feira à noite no bairro Fortaleza, em Blumenau. Alexandre Imthurn foi socorrido por volta das 22h30min e encaminhado em estado grave ao Hospital Santa Isabel pela equipe do Samu. Ele segue na UTI.
Segundo a Guarda Municipal de Trânsito, o atropelamento ocorreu na altura do número 2.852 da Rua Francisco Vahldieck. A condutora da Honda Biz, com placa de Blumenau, e o passageiro tiveram ferimentos leves e foram levados pelo Corpo de Bombeiros ao Hospital Santo Antônio. (Fonte: Diário Catarinense)

Transporte público

O Serviço Autônomo Municipal de Trânsito e Transporte de Blumenau (Seterb) vai promover ainda neste mês uma audiência pública para apresentar à comunidade o edital de licitação para a nova concessão do transporte público da cidade. A convocação deve ser publicada nos próximos dias. O ato é um dos passos legais que o poder público deve seguir para validar o processo licitatório. Depois da audiência, o edital seguirá para análise do Tribunal de Contas do Estado (TCE).
Sem dar muitos detalhes, o assessor jurídico do Seterb e presidente da Comissão Especial de Estudos e Projetos do Transporte Coletivo, Caio Silveira, diz que o edital tem várias diferenças em relação ao anterior. É o que todos esperamos. (Fonte: Diário Catarinense – Pancho)

Setor náutico prepara retomada

Apesar da recente crise no mercado náutico – a Associação Brasileira dos Construtores de Barcos (Acobar) estima que as vendas de embarcações caíram pela metade no ano passado –, há uma onda de otimismo nos estaleiros catarinenses para 2016. Índices mais animadores e investimentos no mercado externo indicam que o ano pode ser de virada.
Em Santa Catarina, que hoje ocupa a liderança da indústria náutica no país, a maré também não foi favorável no ano passado. Enquanto 2011 e 2012 impulsionaram os negócios, os anos seguintes foram de encolhimento, sendo 2015 o pior desde que a região se tornou polo no segmento. Fabricantes no Estado produziram menos e enfrentaram demissões.
Mas, ainda que não exista data anunciada para o fim da crise, os números começaram a mudar. A Schaefer Yachts, com sede na Grande Florianópolis, diz que houve crescimento de 30% nas vendas nos três primeiros meses de 2016 na comparação com o mesmo período do ano passado.
Em junho de 2015, a fabricante alcançou 51% da meta do ano, mas encerrou as operações de dezembro sem atingir a meta. Agora, com o balanço positivo do primeiro trimestre, o objetivo da Schaefer é chegar a junho com 60% do volume de vendas do ano. A previsão é de que 200 embarcações sejam construídas até dezembro.
– Não existe um parâmetro exato para se explicar o crescimento, mas entendemos que uma possível resolução no cenário político e econômico acaba com as especulações e dá confiança ao consumidor – avalia o gerente de marketing da empresa, Frederico Almeida.
O dólar em alta inverteu a tendência anterior de importação- exportação e tem sido uma engrenagem para a retomada do mercado externo. A crise na Europa havia fechado portas lá fora, entre 2011 e 2014, mas a recente valorização da moeda estrangeira aqueceu novamente as exportações.

Foco nos EUA e América Latina – Países como Uruguai, Paraguai, México e Bolívia aumentaram o volume de encomendas da Schaefer. Nesse embalo, a fabricante ainda projeta um ponto de venda e de assistência técnica em Miami, nos Estados Unidos.
Na italiana Azimut Yachts, com sede em Itajaí, as vendas projetadas para o exterior incluem a exportação de 10 unidades da esportiva Azimut Verve 40 para os EUA.
Trata-se de uma coleção nova produzida exclusivamente na unidade catarinense. O mesmo modelo também ganhará as águas de países da América Latina. Até o ano que vem, o grupo italiano planeja investir R$ 400 milhões, incluindo a ampliação das operações na fábrica de Itajaí e expansão no mercado internacional – no ano passado, a empresa no Brasil teve o aumento do capital social em R$ 63,6 milhões.
Outra empresa de Itajaí, a fabricante de lanchas Fibrafort já tem de 20% a 30% das vendas direcionadas ao mercado internacional. Uma das apostas da empresa foi variar a produção com embarcações maiores, como o F400 Gran Coupé, de 40 pés. A marca também tem expectativa que a definição política dê fôlego às vendas.
– O dinheiro existe, mas o consumidor está inseguro. Em algumas semanas, devemos ter uma decisão e isso pode ter impacto positivo – diz a gerente comercial da Fibrafort, Bárbara Yamamoto. (Fonte: Diário Catarinense – Roelton Maciel)

Receita encontra quase uma tonelada de cocaína em porto

A alfândega da Receita Federal de Itajaí apreendeu nesta sexta-feira um carregamento de quase uma tonelada de cocaína, que seria exportada para a Espanha. A carga estava escondida em blocos de granito e dividida em oito contêineres, que aguardavam embarque no terminal portuário de Navegantes (Portonave). Os blocos foram abertos em uma operação que levou mais de quatro horas. Segundo a polícia, a apreensão é uma das maiores já feitas no país – a maior em Santa Catarina.
De acordo com o inspetor-chefe da Receita Federal em Itajaí, Gustavo Robetti, as investigações levaram a carga a ser incluída nos canais de risco, que exigem verificação mais cuidadosa. Primeiro os contêineres passaram por escâneres, que indicaram uma possível irregularidade. Os blocos foram descarregados e farejados pelo cão Lobo, do 1º Batalhão da Polícia Militar de Itajaí, que prestou apoio à operação. Os fiscais perceberam que havia a possibilidade de abrir os blocos e encontraram a droga escondida. A Receita Federal não informou quem é o exportador, para não atrapalhar o andamento do processo. Ele será responsabilizado pela carga na esfera civil. As investigações criminais ficarão sob responsabilidade da Polícia Federal.
O delegado chefe da Polí
ia Federal em Itajaí, Alexandre Braga, disse que uma apreensão desse volume de drogas é difícil de ocorrer.
– Apreensões desse quilate são raríssimas. Só vemos algo parecido nos Estados Unidos, casos de cartéis colombianos que enviam drogas em pequenos submarinos ou em grandes cargueiros. Uma quantidade dessa é impressionante – disse o delegado.
Os tabletes recolhidos pela Receita têm uma marca, que pode indicar a que grupo criminoso pertenciam. O responsável pela carga será enquadrado em crime de tráfico internacional, considerado gravíssimo e similar ao crime hediondo, com penas de até 15 anos de prisão.
Esta não é a primeira apreensão desse tipo no país. Em 2011 a Polícia Federal descobriu uma quadrilha que usava blocos de granito para enviar drogas à Europa no Espírito Santo. Com o grupo foram recolhidos 181kg de cocaína.

Estado na rota do tráfico de cocaína pelo mar – Tida como a maior apreensão de cocaína da história de Santa Catarina, a localização de uma tonelada da droga nesta sexta- feira, no Porto de Navegantes, no litoral Norte, remete às operações feitas por organizações criminosas internacionais que utilizam o Estado como rota de envio e passagem.
Se a quantidade chama a atenção pelo volume, inédito em SC e cuja expressividade surpreende até mesmo policiais federais mais experientes, os meios a serem enviados e o caminho não chegam a ser algo inimaginável por aqui. Isso porque, nos últimos anos, houve apreensões volumosas e investigações policiais que miraram embarques clandestinos de coca remetidos ao exterior pelo mar de SC. Esse transporte estaria sendo articulado por quadrilhas independentes a partir do comando de narcotraficantes do Paraguai. Um detalhe revelado na reportagem é que atuar com grandes remessas de cocaína faz parte das características de cartéis estrangeiros e também da facção criminosa brasileira Primeiro Comando da Capital (PCC), de São Paulo, que tenta se estabelecer em SC.

600 quilos no mar em Barra Velha – A rota do tráfico via portos catarinenses ganhou força nos últimos anos após a localização e apreensão de 600 quilos de cocaína no mar de Barra Velha, também no litoral Norte, em dezembro de 2014. Conforme disse nesta sexta-feira um delegado federal do alto escalão em SC, o desafio agora é chegar aos vínculos hierárquicos do bando responsável pela carga apreendida em Navegantes e saber se há ou não desdobramentos no Estado. (Fonte: Diário Catarinense – Diogo Vargas)

Responsáveis por exportação seriam do Sul

A pesagem final da carga de cocaína apreendida na sexta-feira no Porto de Navegantes, no litoral Norte, contabilizou 811 quilos da droga. Os responsáveis pela exportação são da região Sul do Brasil.
As informações são da chefia da Alfândega da Receita Federal de Itajaí, que atua em conjunto com a Polícia Federal (PF) em investigação sigilosa para descobrir quem está por trás da maior exportação de cocaína flagrada na história do Estado e uma das maiores do país.
Havia 751 tabletes de pasta-base da droga — o que pode render ainda mais quantidade após a preparação — acondicionados em fundos preparados em três blocos de granito. Faziam parte do mesmo lote apreendido oito pedras de granito, que são consideradas exóticas e seriam exportadas para a Espanha. Todas foram abertas, e em cinco delas não havia a droga.
O inspetor-chefe da Receita Federal em Itajaí, Luis Gustavo Robetti, explicou que a carga estava na região há poucos dias, era monitorada pela equipe e embarcaria no dia 11 para o exterior. Ninguém foi preso. Para não atrapalhar a investigação, a Receita não divulgou o nome da empresa responsável pela exportação dos contêineres.
— Existe uma investigação em andamento diante de outras exportações de pedras. O que posso dizer é que se trata de um esquema altamente profissional e especializado — disse Robetti, que após a apreensão recebeu telefonemas de colegas do Brasil informando de outras exportações com características semelhantes.
Foram utilizados scanners e o cão farejador Lobo, do 1º Batalhão da Polícia Militar de Itajaí, que prestou apoio à operação. A ação envolveu equipes da Divisão de Repressão, Escritório de Inteligência na 9ª Região Fiscal (PR e SC) e a Vigilância e Repressão da Alfândega da Receita Federal do Porto de Itajaí. A carga com os 811 quilos de cocaína foi enviada à PF em Itajaí. (Fonte: Diário Catarinense)

Sorte lançada

Na próxima sexta-feira o principal cartão-postal de SC, a ponte Hercílio Luz, completa 90 anos, sendo um terço deste período interditada por conta do risco de desabar. O Estado já investiu R$ 200 milhões na recuperação da estrutura e ainda prevê a destinação de mais R$ 260 milhões, num contrato assinado sem licitação em nome da urgência de reparação.

Enquanto isso… – A promessa é reabri-la em 2018, mas o fato é que, na prática, nenhum perito tem 100% de certeza sobre quando estará pronta. Até a instalação dos 54 macacos hidráulicos, responsáveis pela sustentação da ponte para a troca dos olhais e que efetivamente garantirão a tal ponte segura, deverá acontecer somente em 2017.

Quanto vale uma vida? – Mais uma vítima morreu atropelada na SC-401 nesse fim de semana. O mais impressionante é que na origem do problema está uma rodovia estadual inacabada, porque a empreiteira responsável discute na Justiça até hoje uma indenização milionária pela não instalação da praça de pedágio. Os acostamentos nunca sequer foram concluídos desde a década de 1990 e os governos estaduais vão se sucedendo, empurrando o problema com a barriga, com pequenas intervenções emergenciais.

Enquanto isso… – A cada ano surge um projeto de municipalizar a via, implantar corredor de ônibus, melhorar a iluminação, sinalização e coisa e tal. Pergunta o que saiu do papel até agora. (Fonte: Diário Catarinense – Rafael Martini)

Para a economia voltar a crescer

No palco principal, o último dia da Expogestão foi marcado por uma intensa programação de palestras, duas delas internacionais, e painéis que discutiram temas ligados ao futuro da indústria, da economia e a competitividade internacional das empresas brasileiras. Ao longo de três dias, um público formado por empreendedores, executivos e profissionais de diferentes áreas interrompeu as atividades de rotina para saber mais e refletir sobre as perspectivas da economia, as cada vez mais difíceis negociações empresariais, as inovações que estão mexendo com o mercado, gestão e estratégia.
A crise política e econômica, abordada de forma mais enfática na abertura do evento, ficou como pano de fundo das palestras que, em seu conjunto, passaram uma mensagem otimista sobre o futuro, mostrando a necessidade de inovar, não “cochilar” um dia sequer sobre o que está acontecendo no mundo e trabalhar muito.

Evento recebeu 6,5 mil pessoas – De acordo com Alonso Torres, presidente da Ópera Eventos, a realizadora da Expogestão, o ambiente do congresso recebeu visitantes de 157 municípios, totalizando a circulação de 2,4 mil pessoas para assistir aos 16 palestrantes. Cerca de 6,5 mil pessoas passaram pelo congresso, workshop e ambiente de exposição da Expoville neste ano.
O movimento ficou abaixo do registrado em 2015, quando o número de visitantes chegou a 7 mil, mas dentro do esperado pela organização, em virtude da retração econômica. O presidente da comissão organizadora, Fernando Schneider, disse que o novo modelo do espaço de exposição neste ano foi bem recebido pelo público. No lugar de uma grande feira e estandes difíceis de caber no orçamento das empresas, o espaço ficou menor, mais aconchegante e no formato de lounge, favorecendo um dos pontos fortes do evento, que é o relacionamento.
– Tivemos que inovar porque as empresas não tinham dinheiro, e deu certo – afirmou Schneider.
De acordo com o balanço do evento, cerca de 1,6 mil pessoas participaram dos workshops, eventos gratuitos sobre assuntos conduzidos por especialistas. Muitos visitantes aproveitaram apenas essa fatia do evento, com dicas sobre diversos aspectos do mundo dos negócios, passando por marketing, gestão, comércio exterior e administração.

Uma nova revolução – Estamos no meio de uma revolução industrial, explicaram os palestrantes do primeiro painel da Expogestão de sexta-feira, em Joinville, sobre futuro e tendências. Monitorar com sensores o processo industrial, analisar grande volume de dados, ampliar a utilização de robôs, proporcionar a integração de sistemas e a interação entre máquinas são algumas das novas realidades da indústria mundial e que, segundo eles, devem ser observadas com atenção pelos empresários.
– A internet industrial é um movimento que está apenas começando – explicou José Rizzo Filho, presidente da empresa de automação industrial Pollux.
Segundo ele, nos Estados Unidos, 210 milhões de observações diárias alimentam modelos computacionais e, até 2020, os dados armazenados serão equivalentes a sete vezes o número de pessoas na Terra.
O vice-presidente de vendas e inovação da SAP Brasil, Valsoir Tronchin, listou algumas tendências que estão mudando o mundo: hiperconectividade, supercomputação, computação em nuvem, mundo inteligente e segurança e cibernética.
O que será mais importante para as indústrias é a gestão da informação das tecnologias, analisou o quarto painelista, Jefferson de Oliveira Gomes, diretor regional do Senai-SC e professor do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA):
– Antigamente, o robô substituía pessoas na indústria, hoje, ele trabalha com as pessoas.

Crise social – A crise econômica brasileira ganhou papel de destaque no último dia da Expogestão 2016. Cláudio Frischtak, presidente da Inter.B Consultoria Internacional de Negócios, foi o primeiro a falar na sexta-feira.
Na avaliação dele, o Brasil está na antessala de uma crise social. Segundo ele, as pessoas que perderam o emprego ainda sobrevivem às custas das rescisões contratuais e, quando essa “sobra” acabar, a tendência é um agravamento da crise.
Para o empresário, a economia brasileira está no “fio da navalha” e o governo carrega uma bomba: a questão fiscal. Frischtak lembrou que o buraco no orçamento hoje é de quase 10% do PIB e isso enfraquece os fundamentos da economia e leva ao colapso de confiança.

Análise do cenário nacional – Samuel Pessôa, chefe do Centro de Crescimento Econômico do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV), fechou o painel sobre o momento econômico. Pessôa defende que o crescimento dos gastos públicos nos últimos anos, associado à legislação vigente e ao número crescente de programas sociais, deixaram a máquina pública deficitária.
Entre 1999 e 2010, segundo o economista, a taxa de receita no Brasil cresceu o dobro do PIB, o que entorpeceu a sociedade e o setor público. Quando a receita voltou ao normal, o país sentiu as dificuldades. Apesar das taxas altas de desemprego e recessão, Pessôa acredita em uma melhora a partir de 2017, com queda na inflação, queda da Taxa Selic e a volta dos investimentos. Mas só se mudar o governo, avalia. (Fonte: Diário Catarinense – Claudine Nunes)

Um novo mercado para a pecuária catarinense

Em mais uma demonstração de criatividade e capacidade de contribuir com o desenvolvimento econômico, a agropecuária catarinense deu um passo na conquista de novos mercados. Depois de cinco anos de intensas articulações estimuladas e apoiadas pela Faesc, Santa Catarina iniciará a exportação de terneiros vivos para a Europa: no dia 28 serão embarcados 4,1 mil animais pelo porto de Imbituba, com destino à Turquia, onde serão terminados em processo de engorda e abatidos para produção de carne.
Esses terneiros foram adquiridos por um consórcio empresarial italiano diretamente nas propriedades rurais e em feiras regionais, têm idade de seis a oito meses, pesam em média 200 kg e são de raças europeias, especialmente Charolês e Limousin. A transação representa negócio da ordem de R$ 5,7 milhões. É a primeira exportação catarinense de carga viva. A remuneração ao produtor rural é da ordem de R$ 7 por quilograma de animal vivo ou R$ 1,4 mil por cabeça. Trata-se da melhor remuneração do mercado brasileiro. Assim que for efetivado o embarque, imediatamente será iniciada a preparação de um segundo lote com mais 5 mil terneiros inteiros (não castrados) para o mesmo destino.
Todos os animais estão alojados na ZPE (zona de processamento de exportações) construída pelos empresários da Itália, sob concessão do governo catarinense, na retroárea do Porto de Imbituba, onde cumprem quarentena obrigatória de 21 dias.
O Estado de Santa Catarina está colhendo mais um resultado da conquista internacional, em 2007, do status de área livre de aftosa sem vacinação. Nesse aspecto, é justo elogiar a atuação da Secretaria da Agricultura e os incentivos do governo catarinense para a abertura de novos mercados e elevação da renda dos produtores rurais.
Esse é um negócio pioneiro para a agropecuária catarinense, pois o Estado
eacute; deficitário em carne bovina. Evidente que o ideal seria exportar carne processada ou industrializada, que tem maior valor agregado. Porém, trata-se de uma nova fonte de renda porque, até recentemente, os terneiros eram descartados em razão do baixo valor econômico. Agora, tornaram-se importante fonte de renda para os produtores rurais. (Fonte: Diário Catarinense – Artigos: José Zeferino Pedrozo – presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de SC – Faesc)

Arrecadação de SC tem queda de 6%

Efeitos da recessão profunda fazem mais estragos nas finanças do Estado. No período de janeiro a abril deste ano, a arrecadação de impostos teve queda real de 6% em Santa Catarina na comparação com o mesmo período do ano passado segundo a Secretaria de Estado da Fazenda. Esse resultado considera um crescimento de 3,3% da Receita Líquida Disponível e inflação acumulada de 9,28% no período. O maior recuo, de 8,6%, ocorreu em abril. Para este ano, o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, estima crescimento de 1% da receita estadual.
Conforme a Fazenda, essa queda maior foi em função da retração de 38,5% das importações, que têm participação importante na arrecadação pelo fato de SC ter cinco portos. As exportações caíram 12% no mesmo período. Setores importantes da indústria como metalmecânico, material de construção, telecomunicações e veículos também puxaram a receita para baixo.
– O mais preocupante é que 2016 já considera uma base ruim, que foi 2015, ano em que houve decréscimo de quase 3% nas importações – afirma Antonio Gavazzoni, secretário da Fazenda, para quem esse quadro reforça a necessidade de ainda maior gestão dos gastos públicos.
Entre os setores industriais que registraram maior retração de arrecadação no quadrimestre estão o metalmecânico, com queda de 13,9%, seguido pelo de materiais para construção civil, que recuou 7%. Esse resultado é reflexo da crise no setor, que teve queda superior a 20% nas vendas no Brasil este ano. Mas nem tudo foi negativo. A arrecadação de ICMS com combustíveis e bebidas cresceu em função do turismo. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)

SC e Fecoagro acertam programa do milho

A Federação das Cooperativas Agropecuárias de Santa Catarina (Fecoagro) e a o governo do Estado definiram os parâmetros para o programa de incentivo ao plantio de milho. A Secretaria da Fazenda do Estado e a Secretaria da Agricultura concordaram em subsidiar o seguro de R$ 1,00 por saca. As cooperativas associadas à Fecoagro vão fornecer semente e fertilizantes para os agricultores que aderirem ao programa e garantir um pagamento de R$ 34 por saca, para abril de 2017. Já as agroindústrias devem pagar R$ 38 para as cooperativas e cerealistas. Resta saber quanto os frigoríficos vão demandar. O secretário de Agricultura, Moacir Sopelsa, vai receber na segunda-feira diretores das agroindústrias. A expectativa é incrementar a área plantada em 100 mil hectares e diminuir o déficit de milho no Estado, que é de três milhões de toneladas. Neste ano, o preço da saca explodiu para patamares superiores a R$ 50, o que encareceu os custos de produção entre 20% e 30%. O único problema é que alguns diretores temem que no ano que vem o preço possa baixar e tenham que pagar um preço mais alto, fixado em R$ 38 a saca.
Embrapa preocupada com novo desequilíbrio no milho – O pesquisador Dirceu Talamini, da Embrapa Suínos e Aves, de Concórdia, fez uma análise em que demonstra preocupação como o cenário do mercado de milho, que pode provocar novos desequilíbrios e prejuízos para economia catarinense, principalmente na região Oeste.
Ele lembrou que o aumento do preço internacional do milho, provocado pela desvalorização do real frente ao dólar, estimulou as exportações do cereal inclusive de Estados que produzem menos do que consomem, como é o caso do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.
A falta de milho no mercado fez o preço da saca subir de R$ 26 a R$ 28 há um ano para patamares de R$ 50. Isso fez as agroindústrias importarem milho da Argentina e Paraguai para compensar o volume que foi exportado.
Talamini alerta que este milho pode chegar num momento em que se aproxima a segunda safra da cultura, o que pode fazer os preços despencarem num momento em que os agricultores catarinenses vão decidir entre o plantio de milho e o de soja.
Segundo Talamini, pode haver um novo desequilíbrio. Ele sugere que os agentes econômicos revisem estratégias que podem desregular ainda mais o mercado e apostar em iniciativas que gerem ganhos para toda a cadeia. (Fonte: Diário Catarinense – Darci Debona)

Decisão sobre o impeachment está com o plenário do Senado

Em sessão marcada por bate-boca, choro e até pela troca da campainha da sala, a comissão de impeachment do Senado disse sim à abertura do processo contra a presidente Dilma Rousseff, às 13h17min de ontem. A votação do parecer do relator, Antonio Anastasia (PSDB-MG), não teve surpresa: foram 15 votos favoráveis e cinco contrários à admissibilidade da ação.
Marcada para as 10h, a reunião começou com 24 minutos de atraso e foi suspensa logo depois, por motivo inusitado: a decisão do presidente da comissão, Raimundo Lira (PMDB-PB), de mandar substituir a sineta utilizada para manter a ordem. Lira ficou irritado com o som do equipamento.
Quando a sessão foi retomada, Gleisi Hoffmann (PT-PR) tentou paralisar o processo, alegando que as decisões tomadas pelo ex-presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), seriam nulas. Não foi atendida. A partir daí, um por um, líderes de blocos e de partidos passaram a se manifestar sobre o pedido de afastamento.

Defensores da presidente voltam a falar em golpe – Primeira a falar, Ana Amélia Lemos (PP-RS) defendeu o parecer de Anastasia, favorável ao avanço do debate no Senado. Na sequência, outros oito senadores distribuíram críticas ao governo. Eduardo Amorim (PSC-SE) disse esperar que “nunca mais tenhamos pedaladas fiscais”. Ronaldo Caiado (DEM-GO) acusou o PT de entregar “um país em frangalhos”.
Os poucos defensores de Dilma desqualificaram os argumentos e voltaram a falar em golpe.
– É como se déssemos uma pena de morte a um acidente de trânsito – enfatizou Gleisi.
Um dos mais exaltados, Lindbergh Farias (PT-RJ) chegou a chorar ao afirmar que Dilma será absolvida pela história. Na mesma linha, Humberto Costa (PT-PE) criticou os adversários pela tentativa de chegar ao poder “sem passar por eleições”.
– Esse é um processo viciado. Espanta que nenhum partido de oposição tenha se manifestado sobre a decisão do STF sobre Cunha. Não estaríamos aqui se não fosse pelo Cunha. Estamos banalizando o processo de impedimento. Não há crime – afirmou Costa.
A votação ocorreu de forma eletrônica e levou menos de cinco minutos por ser concluída. Agora, caberá ao plenário do Senado dar a palavra final sobre o prosseguimento do debate, o que deve ocorrer na próxima quarta-feira. Caso a decisão da comissão se mantenha, Dilma será afastada do cargo por até 180 dias – o vice, Michel Temer, assume a Presidência nesse período. (Fonte: Diário Catarinense – Juliana Bublitz)

Os respingos da Lava-Jato em Santa Catarina

As ações da Operacão Lava-Jato tiveram impactos em Santa Catarina em seis das das 28 fases executadas até agora. Desde a primeira ação policial, em março de 2014, o Estado teve políticos, empresários e pessoas ligadas a grupos partidários com o nome envolvido na maior investigação de corrupção já vista no país. Nenhum deles, porém, ainda foi condenado nas ações.
Algumas das fases colocaram em xeque a postura de pessoas bastante conhecidas entre os catarinenses, como o deputado federal por três mandatos João Pizzolatti, do PP. Ele é o catarinense com maior envolvimento na operação até o momento. No começo de março deste ano, o ministro Teori Zavascki, relator da Lava-Jato no STF, autorizou que fossem abertos cinco inquéritos contra ele. Quatro por corrupção passiva qualificada, lavagem de dinheiro e indícios de formação de quadrilha. No quinto ele é investigado com outros políticos por quadrilha, corrupção passiva e lavagem de ativos financeiros. No dia 30 de março, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia contra ele e outros políticos, sendo a maioria do PP. O caso está sob segredo de Justiça. Atualmente, o catarinense é secretário de Estado em Roraima. Com o posto, assumido em fevereiro de 2015, passou a ter foro privilegiado. Por isso, seus inquéritos tramitam STF.
Lá também está a lista mais temida por políticos nos últimos meses. O relatório encontrado na casa de um dos executivos da construtora Odebrecht na 26a fase da operação traz nomes de possíveis beneficiários de recursos da empresa. Seis catarinenses estão na lista. Todos negam envolvimento com a construtora. Recentemente, Zavascki determinou a Janot uma investigação preliminar do relatório.

Primeira fase teve ação em SC – Logo na primeira fase da Lava-Jato, SC esteve em evidência. Pouca repercutida, a prisão de um morador de Balneário Camboriú foi fundamental para a investigação. Residente em um apartamento de luxo na Avenida Atlântica, de frente para o mar, Carlos Alexandre de Souza Rocha, o Ceará, foi preso em 17 de março de 2014. Os agentes da Polícia Federal ainda fizeram buscas na residência e levaram relógios, dinheiro, carros e documentos. Ceará, na época, ocupava uma função importante do esquema de corrupção da Petrobras. Era o encarregado de transportar o dinheiro de propina do doleiro Alberto Yousseff, controlador do esquema, para os políticos envolvidos. A sua delação colocou vários nomes em questão de como o catarinense Pizzolatti e Fernando Collor.
Dos envolvidos presos ou conduzidos em SC, apenas Ceará e José Antunes Sobrinho, dono da construtora Engevix e morador Beira-Mar Norte, em Florianópolis, optaram pela delação premiada. Este último, inclusive, denunciou nomes como o do vice-presidente Michel Temer. (Fonte: Diário Catarinense – Ânderson Silva)

Profissão esperança

Teremos, em dias, dois presidentes: um em exercício e outro afastado. Na verdade, afastada, pois se trata daquela que se autodenomina “presidenta”. Terá casa, salário e roupa lavada por seis meses – e como única missão o exercício do chamado jus sperneandi.
Pobre Brasil. Mais meio ano de agonia, com um hesitante governo postiço e outro que só existirá para desconstruí-lo. Melhor seria um presidencialismo com direito a recall. Se um presidente se revela inepto ou ladrão, o próprio sistema convoca um referendo revogatório. É o tal do semipresidencialismo, com a garantia de que o presidente que emergir das urnas não estará autorizado ao golpe da mentira. Eleger-se com um discurso e uma proposta e depois executar o oposto.
O ideal seria um parlamentarismo puro. Mas fica difícil imaginar um parlamentarismo tupiniquim. Teríamos um governo a cada semana.
A Inglaterra teve Oliver Cromwell, pai da Monarquia Parlamentarista, que acabou com o Absolutismo. Os Estados Unidos tiveram Thomas Jefferson e a hegemonia de uma Constituição bicentenária e eternamente respeitada.
Aqui na “Terra Papagallis”, depois de extraído a boticão o Eduardo Cunha, temos o Renan Calheiros no Senado e o Waldir Maranhão na Câmara – com o seu sinistro bigode e o seu prontuário, revelando ao mundo uma caricatura de Parlamento.
Sempre que pôde contar com presidentes decorosos e respeitáveis – um Nereu Ramos, um Afonso Arinos de Mello Franco, um Tancredo Neves, um Ulysses Guimarães – o Parlamento brasileiro escreveu capítulos de uma vigorosa democracia na oscilante história da República. Mas as instituições têm beirado o desastre sempre que sobe à presidência dessas casas, a alta ou a baixa, gente do quilate de Calheiros e Cunha, e outros nomes de triste lembrança, como Severino Cavalcanti – alguns dos quais não terminaram seus mandatos de chefes legislativos: foram obrigados a apear em meio a cabeludos escândalos.
O Parlamento brasileiro vai se identificando com o apodrecido organismo das “máfias”, enquanto a população, sofrida, assiste a um espetáculo hamletiano, no qual lhe caberia repetir a exclamação de “Marcelo”, logo no primeiro ato da peça shakespeariana:
“Há algo de podre no reino da Dinamarca”…
E no reino do Congresso – diria o desalentado contribuinte, não fosse ele um brasileiro e, portanto, alguém que tem a esperança como profissão. (Fonte: Diário Catarinense – Sérgio da Costa Ramos)

Os cargos sempre na frente

Em seu calendário para ser presidente interino, Michel Temer esperava já ter o rateio dos ministérios fechado. Na véspera da votação da instauração do processo impeachment de Dilma Rousseff no Senado, definiria as primeiras medidas do novo governo. A pancadaria por cargos atrasou o cronograma. A promessa de notáveis foi esvaziada pelo próprio Temer, que escolheu Romero Jucá (PMDB-RR) e Henrique Alves (PMDB-RN) para sua equipe. Em vez dos notáveis, optou por notados na Operação Lava-Jato. Deputados do próprio PMDB, que pregam há meses a redução de ministérios, bateram o pé para levar de duas a três pastas. Para acomodar sua base, Temer breca a redução da Esplanada, sinaliza com cortes de cargos. O PP chiou contra Raul Cutait na Saúde, diante da negativa do médico a indicações da sigla para segundo e terceiro escalão. O partido pode importar um senador do PR (Blairo Maggi) para garantir a
gricultura. Repetindo antecessores, Temer forma a coalizão no toma lá dá cá. Aposta que, colocando a economia em ordem, as pessoas esquecerão a falta de notáveis.

Revisão – Moreira Franco (PMDB-RJ) tem o mapa das concessões no Brasil na mão. Ele vai chefiar uma revisão no programa federal de rodovias, ferrovias, portos e aeroportos. Mudanças no modelo de negócios e nos lotes ofertados não estão descartadas, o que inclui blocos de estradas em Santa Catarina. (Fonte: Diário Catarinense – Guilherme Mazui)

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