Tubarão, 22.10.15 – A nova ponte sobre o Rio Tubarão, no Sul do Estado, estava prevista para dezembro, mas deve ser entregue apenas em fevereiro. A pouco mais de dois meses do prazo prometido, a obra está 60% concluída.
O Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) culpa as chuvas pelo atraso nas obras, que teriam impedido os trabalhos em alguns dias da semana. Apesar disso, a obra seria entregue dentro do prazo contratual, até fevereiro de 2016. Só que a construtora aponta outra problema, de planejamento.
– A ordem de serviço foi dada em dezembro (de 2013), mas as obras começaram apenas em julho (de 2014) por causa do atraso das licenças ambientais para a demolição da ponte antiga – explicou Ricardo Dal Molin, presidente da Engedal Construtora, empresa que faz parte do consórcio responsável pela construção da ponte.
A previsão inicial para o período de trabalhos era de janeiro de 2014 a julho de 2015, que não se concretizou pela falta de toda documentação necessário para a obra avançar. Agora, a empresa garante que vai entregar a obra dentro desse novo prazo, em 2016.
O trecho é considerado um gargalo na BR-101 e gera congestionamento na rodovia, mesmo com a recém-inaugurada Ponte Anita Garibaldi em Laguna aberta para o trânsito desde julho. O custo da obra é estimado em R$ 20,5 milhões. A nova ponte Juscelino Kubitschek substituirá a antiga estrutura utilizada para a travessia no local, sobre o rio e uma rodovia estadual.
Para efeito de comparação, a Ponte de Laguna, 832% maior e 3.780% mais cara, foi construída e entregue em três anos, um mês e 25 dias, desde a liberação da ordem de serviço no dia 21 de maio de 2012 e a cerimônia de inauguração em 15 de julho de 2015. Nesse mesmo tempo, daria para ter construído duas vezes a ponte ainda inacabada sobre o Rio Tubarão se as obras tivessem começado ao mesmo tempo. (Fonte: Diário Catarinense – Thiago Santaella)
Mais infraestrutura para a temporada em SC
Além da conjuntura econômica que colabora para que Santa Catarina estime a atração de 8 milhões de visitantes para a próxima temporada, 30% a mais do que os 6,5 milhões da anterior, há investimentos em infraestrutura e serviços que vão facilitar a vida de quem virá ao Estado. A nova âncora ao setor é a ponte Anita Garibaldi, em Laguna, que abriu os caminhos para os gaúchos e hermanos virem de carro via BR-101 Sul. Há, também, outras iniciativas públicas e privadas. O secretário de Estado de Turismo, Cultura e Esporte, Filipe Mello, teve a confirmação, ontem, de um novo voo diário da Gol Linhas Aéreas de São Paulo a Florianópolis com saída do aeroporto de Congonhas às 13h45min e retorno imediato, a partir do próximo domingo. A decisão da empresa foi em função da confirmação de maior fluxo de turistas já registrado por agências de viagens. Conforme Mello, a secretaria vai contratar 22 profissionais fluentes em espanhol e inglês para atender nos postos de serviços do Aeroporto Hercílio Luz, estação rodoviária de Florianópolis e em Dionísio Cerqueira. Também estão sendo treinados 350 profissionais nas atividades de recepcionistas, camareiras e garçons. São iniciativas que vão melhorar o atendimento. Cerca de 35% serão do exterior.
Simples – O presidente do Conselho Regional de Contabilidade, Adilson Cordeiro, está mobilizando entidades empresariais contra o projeto do Simples. Diz que o que estava sendo propagado como interessante é um perigo: as faixas da tabela foram aglutinadas e há saltos nos percentuais da carga tributária. Uma empresa que tem receita de R$ 1,2 milhão por ano paga 12,54% e ao mudar de faixa já passa a arrecadar 17%. Antes da mudança da Lei do Supersimples essa alteração era gradual, ou seja, permitia um crescimento planejado da empresa. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)
Banco Central mantém taxa de juros em 14,25%
No dia em que se soube que a inflação acumulada em 12 meses superou a marca de 10% em algumas regiões do país, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) manteve a taxa básica Selic estável em 14,25% ao ano. Também sinalizou, no comunicado, que o IPCA (índice oficial de inflação) não irá convergir para a meta, que tem como teto 6,5%, nem em 2016. Esta é a segunda vez consecutiva que o colegiado, por unanimidade, decide congelar o juro. O mercado financeiro também apostava em peso que não haveria mudanças.
Para a diretoria do BC, o foco na meta não está mais em 2016, como pregava até então. Em setembro, o recado foi o de que a manutenção desse patamar por período “suficientemente prolongado” é necessária para a “convergência da inflação para a meta no final de 2016”. Agora, o comunicado do Copom afirma que a manutenção por tempo prolongado é necessária para a convergência da inflação para a meta no horizonte relevante da política monetária.
Além disso, o comitê ressaltou que a política monetária se manterá vigilante para a “consecução desse objetivo”. Mais detalhes sobre o que levou o Copom a definir pela estabilidade da Selic serão conhecidos na próxima quinta.
Decisão tenta conter a alta dos preços
Ao manter a Selic (taxa básica de juro anual) em patamar elevado, o Comitê de Política Econômica (Copom) do Banco Central (BC) tenta conter o aumento dos preços, pois torna os empréstimos mais caros.
Com isso, inibe o consumo, o que contribuiria para o controle da inflação. Ao encarecer os empréstimos, também fica mais difícil o financiamento das empresas e pode mudar o foco dos investimentos. Ou seja, por que investir em um negócio quando os títulos públicos e demais produtos da renda fixa pagam juro de dois dígitos ao ano?
Havia expectativa de que a inflação cedesse no trimestre passado. No entanto, novos reajustes de combustíveis devem seguir pressionando o IPCA (índice oficial). (Fonte: Diário Catarinense)
Preparem o bolso
Orçamento com déficit, arrecadação em queda, recessão. Pronto. Com esse rombo no bolso, provocado pelo próprio governo, a quem os perdulários vão recorrer para calafetar o buraco?
Ao cidadão indefeso, o pobre contribuinte. “Um governo – qualquer um – é como um bebê de colo, chorando pra mamar”. Com a diferença de que os bebês de verdade só choram de duas em duas horas. E os governos procuram as tetas do Tesouro de 15 em 15 minutos.
A comparação, impressionante pela sinceridade, foi produzida por um ex-presidente dos Estados Unidos, Ronald Reagan, que usava uma imensa “chuca” de bebezão, à guisa de topete. Para conter um déficit e uma inflação galopantes em 1981, Reagan elevou os juros americanos a 21% ao ano – e quebrou emergentes como México e Brasil.
No início do século 21 os 27 Estados brasileiros renegociaram suas dívidas com a União, num negócio de pai para filho – 6% de juros ao ano e 30 anos para pagar em módicas prestações, num percentual variável entre 8 e 13% das receitas estaduais. Apesar desse “alívio”, os Estados estão falidos de novo e lançam olhares compridos para o também combalido caixa da União.
Esganado, o governo federal não quer partilhar impostos nem renegociar o bolo. A solução será mamar na teta cansada do contribuinte, obrigando-o a trabalhar mais e a fornecer mais leite.
Nenhum governo estadual fez ajuste fiscal contendo despesas. Todos alcançaram algum equilíbrio aumentando impostos. Quem paga, sempre, é o palhacinho do contribuinte.
Com a carga tributária cada vez mais próxima dos 40% do PIB, cada brasileiro já se prepara para trabalhar para o governo pelo menos até o mês de maio, a partir do qual passa a cuidar de sua vida e de suas próprias dívidas.
Ao brasileiro de classe média resta aderir aos índios bororós. Índios não pagam imposto, são inimputáveis, não pagam aluguel e ainda são donos de um imenso país recém-demarcado, com o subsolo inchado de ouro e petróleo.
Quando é que os “paisanos” da classe média terão uma Funai pra zelar por nossa saúde e nos proteger do “Estado-Mamadô”? (Fonte: Diário Catarinense – Sérgio da Costa Ramos)
O déficit que imobiliza
A nova estimativa de rombo de R$ 50 bilhões no orçamento da União para este ano potencializa uma combinação de fatores com efeitos devastadores. Com um déficit dessa dimensão, a recessão, a inflação acima da meta, os juros em níveis elevados e o desemprego aumentando, o país enfrenta um cenário que desafia o governo e o Congresso. O déficit é a prova de que a tentativa de ajuste fiscal não está alcançando os resultados esperados. Primeiro, porque as ações propostas pelo Executivo não tiveram acolhida do parlamento. Segundo, porque o próprio Legislativo, ao invés de contribuir para os cortes, acabou criando mais despesas consideradas insustentáveis, mesmo em situação de normalidade.
Essas são as questões mais recentes, que se agregam a um fator estrutural decisivo para o desequilíbrio nas contas públicas: historicamente, o governo se nega, enquanto a arrecadação cai, a reduzir despesas. A irracionalidade política, que conspira contra o ajuste, apenas agrava deficiências de gestão. Falta ao governo e ao Congresso a capacidade de compreensão da realidade, para que a total degradação da economia, e não só das finanças públicas, seja evitada.
É nesse contexto que o Planalto insiste com ideias já repudiadas pelo setor produtivo e pela população, como a proposta de retorno da CPMF. Um governo incapaz de dar o exemplo da austeridade não pode esperar reação de uma economia combalida. O efeito desse desacerto é menos produção, achatamento de renda e, por consequência, queda na arrecadação. É inaceitável que porta-vozes do governo responsabilizem o Tribunal de Contas da União pelas restrições às chamadas pedaladas fiscais. A lei precisa ser cumprida, os administradores públicos não podem mais continuar apelando para o jeitinho e transferindo responsabilidades para os sucessores e para os contribuintes. (Fonte: Diário Catarinense – Editorial)
Sob suspeita, Cunha recebe novo pedido de impeachment
Está nas mãos do presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB¬RJ), novo requerimento de afastamento da presidente Dilma Rousseff. Suspeito de esconder R$ 22 milhões em contas na Suíça nos últimos anos e de receber propina desviada da Petrobras, o peemedebista tem o poder de abrir o processo ou arquivar o documento por inconsistência.
Por estar com o próprio mandato ameaçado, Cunha negocia com governistas e oposição antes de tomar a decisão. O texto é uma nova versão do documento assinado pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Júnior e foi adotado pelos adversários da presidente como principal arma do impeachment. Entre os argumentos, está o escândalo da Petrobras, justamente o caso que colocou a legitimidade de Cunha em xeque. Ele afirmou que vai processar a solicitação da forma mais célere possível e com “total isenção”.
Afastamento em jogo e suporte nos bastidores – Para a oposição, o peemedebista ainda mantém condições de comandar a Casa. Líderes de PSDB e DEM, Carlos Sampaio (SP) e Mendonça Filho (PE) defenderam Cunha ontem. Os dois partidos pediram publicamente que se afaste da presidência, mas nos bastidores continuam lhe dando suporte político em nome do impeachment.
– Temos uma presidente condenada pelo TCU (Tribunal de Contas da União) e nem por isso está inabilitada para assinar medida provisória, remeter projetos de lei e cumprir suas atribuições constitucionais. O mesmo em relação ao presidente da Casa. Enquanto ele estiver respondendo pelo comando do poder da Câmara, evidentemente que qualquer ato autorizado por ele tem respaldo jurídico e constitucional – disse Mendonça Filho.
O pedido de impeachment contempla decretos assinados pelo governo em 2015 que aumentaram em R$ 800 milhões as despesas sem autorização do Congresso. Os argumentos são uma forma de tentar provar que Dilma continuou a cometer neste ano irregularidades que levaram o TCU a reprovar as contas de 2014 da presidente. O Ministério Público de Contas já apontou pedaladas fiscais em 2015. (Fonte: Diário Catarinense)
Alerta para deslizamentos em SC – Desde o começo de outubro, a chuva deixa rastros em todas as regiões de Santa Catarina. Por três semanas consecutivas, a Defesa Civil vem registrando estragos que começaram no Sul e Oeste, em cidades próximas ao Rio Grande do Sul, e se espalharam pelo restante do Estado.
Os acumulados entre 140 e 170 milímetros, que normalmente ocorrem nos meses de outubro, foram ultrapassados em diversas cidades. Somente entre terça-feira e ontem, choveu 92 mm em Ituporanga, no Alto Vale do Itajaí, e 71 mm em Botuverá, no Médio Vale. Por isso, a Defesa Civil do Estado ampliou o alerta para os deslizamentos:
– Temos uma preocupação muito grande com as chuvas. O alerta foi feito na semana passada para a questão de deslizamentos. Está chovendo em todo o Estado e temos uma situação muito crítica na Bacia do Itajaí – destacou o secretário de Defesa Civil, Milton Hobus.
Por conta desses elevados volumes, Ituporanga, registrou alagamentos e suspendeu as aulas da rede estadual e municipal de educação até amanhã. A Defesa Civil alertou os moradores de pelo menos 23 ruas para que deixassem as residências. Por isso, abrigos foram abertos.
Agrolândia, também no Alto Vale, registrou alagamentos durante a tarde de ontem. Até o fechamento desta edição,
73 cidades comunicaram à Defesa Civil Estadual algum tipo de ocorrência por conta das chuvas. Em Bom Jardim da Serra, 150 famílias teriam sido afetadas, e em Bom Retiro, comunidades foram isoladas.
Em Angelina, na Grande Florianópolis, houve deslizamento de estradas. Com os estragos de ontem, mais de 9,6 mil pessoas já foram atingidas em todo o Estado desde o começo do mês.
A orientação da Defesa Civil é que diante de qualquer sinal de deslizamentos as pessoas saiam das residências e comuniquem os órgãos pelo 199 e 193. Árvores inclinadas, rachaduras nos terrenos e em residências são sinais claros de uma possível ocorrência. (Fonte: Diário Catarinense – Anderson Silva)
