Florianópolis, 20.10.15 – Teria sido dia de El Niño? O 13 de maio de 1926 amanheceu carrancudo, fazia frio, chovia a cântaros. A inauguração da terceira ponte de maior vão livre do mundo – atrás apenas das nova-iorquinas Brooklyn Bridge e Manhattan – atraiu uma pequena multidão de ilhéus de guarda-chuva. E pelo menos um fantasma: o poeta Cruz e Sousa, representado pelo sibilante vento sul.
Não faltaram, é claro, discursos, foguetes e bandas de música. O primeiro discurso foi do secretário de Justiça Ulysses Costa, que relatou a saga da construção e enalteceu o seu patrono – o falecido governador Hercílio Luz. Depois foi a vez do governador em exercício, Antônio Vicente Bulcão Vianna, presidente da Assembleia. O governador titular, Antônio Pereira da Silva e Oliveira, licenciara-se do cargo para candidatar-se ao Senado Federal.
Às 13h em ponto, Bulcão Vianna cortou a fita verde-amarela e cerca de 300 pessoas percorreram o assoalho de madeira da ponte, protegidas da chuva pelos seus “aribus”.
Oitenta e nove anos depois – ao cabo de uma vida sem manutenção – há uma torcida para derrubar a Velha Senhora, que o bom senso manda restaurar como equipamento de uso urbano e monumento histórico.
Se houve má gestão, desvios e mau uso do dinheiro público, apure-se. Investigue-se e puna-se na forma da lei. Mas a culpa não é da ponte, nem dos olhais rompidos. É dos homens.
Os viadutos insular e continental estão restaurados – e seguros. Não faz sentido derrubá-los, depois de recuperados. Permanece a luta técnica pela execução segura da parte pênsil, de alta complexidade. Há mais lógica econômico-financeira em tentar-se a recuperação da estrutura pênsil do que derrubar a ponte inteira e reconstruir outra no lugar.
Ou o cuidadoso desmonte desta e a construção de uma nova custariam menos do que a troca dos olhais?
Houve um instante de neblina mental em que outro governo imaginou revitalizar a ponte apenas como bibelô cultural, transformando-a num poleiro de lojinhas de souvenir e palco para performances.
O cúmulo da invencionice rastaquera. Quem quer ir a um museu ou a um teatro deseja abrigar-se em prédios próprios, devidamente protegidos da intempérie. Imaginem a mesma chuva e mau tempo da inauguração desmanchando os cabelos e os cenários de artistas e plateias, o vento sul abatendo-se sobre um recital, uma orquestra sinfônica ou a peça Esta Noite Choveu Prata? (Fonte: Diário Catarinense – Sérgio da Costa Ramos)
Cunha diz que fica, mas até quando?
Pressionado pela confirmação de suas contas na Suíça e sob ameaça de perda do mandato, Eduardo Cunha (PMDB-RJ) está disposto a resistir. Aliados e desafetos não acreditam que o peemedebista renuncie nos próximos dias à presidência da Câmara, posto em que ele detém a caneta capaz de deflagrar o processo de impeachment contra Dilma Rousseff. Ontem, em entrevista coletiva, o deputado afirmou:
– Esqueçam, não vou renunciar.
Desde a sexta-feira, quando se tornaram públicas as cópias do seu passaporte utilizadas na abertura de contas na Suíça, Cunha mantém conversas com um grupo reservado de amigos e com seus advogados. Parlamentares relatam que o presidente sentiu o baque das revelações, em especial por envolverem a mulher, Cláudia Cruz, e a filha, Danielle. Ontem, o deputado negou que esteja sofrendo pressão para sair da presidência e disse que está em busca do apoio de aliados e do PMDB para permanecer no comando da Câmara.
– Aqueles que desejam a minha saída têm de esperar o fim do mandato para escolher outro – disse, afirmando que se sente em condições de continuar no cargo. – Tenho legitimidade para executar todos os atos da função para a qual fui eleito. Tudo ficará exatamente do jeito que está.
A Procuradoria-Geral da República (PGR) indica que Cunha mantinha um patrimônio no exterior 37 vezes maior do que o declarado à Justiça Eleitoral (R$ 1,6 milhão para R$ 60,1 milhões). O cerco reduziu o apoio que o peemedebista esperava no Conselho de Ética e no plenário da Câmara.
Cunha monitora o conselho, um dos raros espaços da Casa em que já não exerce o controle majoritário. O presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PSD-BA), não é seu aliado. Para evitar um parecer pela cassação, Cunha aguarda a fidelidade de PMDB, PTB, PSC, SD e PRB, e busca apoio com PP, DEM e PSDB.
– As provas vazadas são muito contundentes. Se elas não forem refutadas, é difícil ele escapar da perda de mandato – acredita Nelson Marchezan Jr (PSDB-RS), integrante do conselho.
Deputados próximos de Cunha admitem o risco de cassação, porém avaliam que uma decisão em plenário só sairá a partir de dezembro. Por isso, Cunha aposta no poder da presidência, que lhe confere prerrogativa de aceitar ou arquivar o novo pedido de afastamento de Dilma feito pelos juristas Hélio Bicudo e Miguel Reale Junior. A ameaça do impeachment faz o governo dosar seus ataques e obriga a oposição a dar apoio interno ao peemedebista.
Apesar das declarações a favor da renúncia, como a proferida pelo senador Aécio Neves (PSDB-MG), a oposição mantém as conversas com o presidente da Câmara, também cortejado pelo Planalto – ambas negociações negadas por Cunha. Entre governo e bancada do PT há divergências sobre a postura correta. Parte defende a tentativa de um armistício, a fim de preservar Cunha e Dilma, enquanto alguns deputados são mais incisivos na tentativa de cassar o rival.
Insistência na tese de perseguição de Janot – No Planalto, a estratégia de “guerra fria” é considerada a mais adequada. Gerou preocupação a irritação de Cunha com a declaração de Dilma na Suécia, onde a presidente lamentou que um brasileiro estivesse envolvido em suspeitas de crimes. Ontem, Cunha rebateu e disse que lamentava que “um governo brasileiro” sofresse denúncias de corrupção.
Em reuniões com sua tropa de choque, o presidente da Câmara insiste no discurso de “perseguição” e na tentativa de desqualificar o trabalho do procurador-geral, Rodrigo Janot, acusado por Cunha de ser o autor dos vazamentos da investigação. O deputado ainda discute com seus advogados uma forma de comprovar que os recursos em suas contas não tiveram origem em propinas em cima de contratos da Petrobras, como sustenta a PGR. A defesa indicaria outra fonte do dinheiro.
– O presidente Eduardo mantém a posição de que é inocente. Vamos aguardar a Justiça para não condenarmos ninguém sem direito à defesa – diz o deputado Mauro Pereira (PMDB-RS).
Cunha ainda trabalha com o risco de enfrentar um pedido de afastamento da Procuradoria- Geral no Judiciário, posição que suscita divergências entre juristas.
Apesar do desejo de resistir, Cunha toma a precaução de discutir um sucessor para uma eventual renúncia. O PMDB não cogita perder o controle da Câmara, receio que faz o vice Michel Temer monitorar as conversas. O partido busca um nome neutro, sem os carimbos de Cunha e do governo.
Sem respostas sobre as contas – Na primeira entrevista à imprensa após a revelação de documentos mostrando sua ligação com contas secretas no exterior, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não comentou o assunto. O peemedebista voltou a negar-se a dizer se tem ou não dinheiro na Suíça ou comentar qualquer detalhe dos documentos que vieram a público nas investigações, entre eles o uso de seu passaporte diplomático para abrir algumas das contas que, até então, sempre negou ter.
Questionado seguidas vezes sobre isso, Cunha se limitou a dizer que seus advogados irão se pronunciar no momento adequado e que ele reitera os termos da nota que divulgou na sexta-feira. Em linhas gerais, o texto acusa a Procuradoria-Geral da República de perseguição política e de promover vazamentos de informações seletivas.
Cunha, hoje um dos políticos contra os quais pesa o maior número de indícios de envolvimento no esquema criminoso investigado pela Operação Lava-Jato, disse que entregaria ontem recurso contra as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) que barraram o rito definido por ele para eventual tramitação de pedido de impeachment contra Dilma. Agora, a decisão sobre a validade ou não do trâmite deverá ser levada ao plenário do STF, formado por 11 ministros, o que ainda não tem data para ocorrer.
As decisões não proibiram a Câmara de acolher um pedido de impeachment, mas tornaram arriscado qualquer procedimento adotado posteriormente, como a formação da comissão especial que analisa o caso. Também inviabilizaram a estratégia de Cunha de rejeitar um pedido para depois levar a decisão a plenário, colocando um recurso em votação.
Na Suécia, onde visitava a Saad, fabricante dos caças Gripen adquiridos pelo Brasil, a presidente Dilma Rousseff disse que não acredita em uma “ruptura institucional” no país. Ela respondia à pergunta de uma repórter sobre a viabilidade de o governo hornar a compra em caso de um eventual processo de impeachment.
– Somos uma democracia e temos tanto um Legislativo, como também um Judiciário e um Executivo, independente, que funcionam com autonomia e também harmonia. (…) Vamos passar por esse período de dificuldades conjunturais que não vão afetar o projeto Gripen – respondeu Dilma.
Bate-boca marca fim de CPI – A CPI da Petrobras termina nesta semana sem resultados efetivos. O relator, deputado Luiz Sérgio (PT-RJ), apresentou ontem à noite, em meio a bate- boca, o relatório final, em que inocentou de envolvimento no esquema de corrupção da estatal a presidente Dilma Rousseff, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e os ex-presidentes da Petrobras José Sergio Gabrielli e Graça Foster. O texto deve ser votado na quinta-feira.
Luiz Sérgio foi questionado pela deputada Eliziane Gama (Rede-MA), em tom de crítica, se não haveria nenhum pedido de indiciamento. Ele rebateu e disse que propôs “muitos”:
– Houve muitos (indiciamentos) e grande parte veio dos sub-relatores.
Uma das principais polêmicas em torno da CPI foi a não convocação de políticos para depor – apenas o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), compareceu espontaneamente. Luiz Sérgio disse que cabe ao Conselho de Ética tratar dos políticos e de eventual processo por quebra de decoro parlamentar.
Membro titular da CPI da Petrobras, o deputado Ivan Valente (PSOL-SP) anunciou, antes da sessão de ontem, que deve propor amanhã, em voto separado, o indiciamento de Cunha. (Fonte: Diário Catarinense – Guilherme Mazui)
PMDB quer sair do governo Dilma
Durante a convenção estadual do PMDB, o ex-senador Casildo Maldaner, presidente de honra, anunciou que a executiva regional deveria analisar hoje uma tomada de posição sobre a grave crise política brasileira. Posicionou-se pelo desembarque do governo e pela busca de uma solução conciliatória “para que a paz volte a reinar no Brasil”, com a saída da presidente Dilma Rousseff.
A reunião da executiva ficou para a próxima semana. A alegação oficial foi a de que o novo presidente, Mauro Mariani, tem votação hoje na Câmara Federal. Nos bastidores, contudo, o partido está retardando as definições para não fragilizar a posição dos líderes que indicaram titulares de importantes cargos federais em Brasília e em Santa Catarina. Evitam divisões internas.
O assunto seria levado na convenção estadual com maior ênfase pelo presidente licenciado Eduardo Pinho Moreira e pelo presidente de honra Casildo Maldaner. Mas conversas de bastidores antes do evento recomendaram posição mais cautelosa. Além dos interesses daqueles que detêm cargos importantes no governo federal, prevaleceu o entendimento de que uma posição mais forte do PMDB em relação a Dilma Rousseff ou às crises tiraria a manchete do clima festivo e de unidade da convenção.
Maldaner e Moreira, contudo, mantêm a mesma posição e, agora com mais contundência, pedem a renúncia do deputado Eduardo Cunha da presidência da Câmara. (Fonte: Diário Catarinense – Moacir Pereira)
Sistema de controle dos gastos do Estado vira referência no país
Santa Catarina será modelo para os demais Estados na expansão do Observatório da Despesa Pública (ODP), sistema desenvolvido pela Controladoria Geral da União (CGU) para prevenir e evitar desvios, aprimorar o controle interno e apoiar os gestores públicos na gestão dos gastos públicos. A CGU realizará entre 20 e 28 de outubro seminários regionais do ODP, visando a implantação do sistema para os demais Estados da federação. O primeiro encontro será em Florianópolis hoje, das 9h às 12h30min, na sede regional da CGU, no Centro.
O projeto piloto do ODP estadual começou a ser implantado em 2012, em SC e Bahia.
– SC foi convidada para apresentar aos demais Estados sua experiência com o ODP e os resultados da implantação. A ferramenta é uma espécie de malha fina dos gastos públicos para garantir a correta aplicação dos recursos – destaca Augusto Piazza, diretor da Auditoria Geral da Secretaria de Estado da Fazenda, área que coordena o ODP.SantaCatarina
Compras com base em banco de preços – Um dos grandes benefícios da ferramenta em SC foi indicar a real economia do Estado com o uso do pregão eletrônico. Ao fazer a análise das compras, o sistema identificou que a média de desconto do pregão eletrônico era 33% contra 6,2% do pregão presencial.
Recentemente, o ODP.SantaCatarina começou em parceria com a Diretoria de Administração Tributária os trabalhos para a criação de um banco de preços de referência para que o governo possa aprimorar seu processo de compras. O banco de preços começou seus trabalhos com 5
produtos referenciais disponibilizados pela CGU e mais 30 medicamentos de maior custo para a Secretaria da Saúde.
ODP realiza cruzamento de diversas bases de dados, com resultados gerenciais e estratégicos para a auditoria. Além disso, contribui para uma melhor gestão dos recursos públicos ao gerar informações, indicadores gerenciais de desempenho e identificação de situações atípicas ocorridas na execução dos gastos públicos. (Fonte: Diário Catarinense)
Retração do PIB de 2015 passa de 2,97% para 3%
Depois do terceiro recuo consecutivo na margem do IBC-Br de agosto, o Relatório de Mercado Focus trouxe mais uma revisão para o Produto Interno Bruto (PIB). De acordo com o documento divulgado ontem pelo Banco Central, a perspectiva de retração da economia neste ano passou de 2,97% para 3% – um mês antes estava em queda de 2,70%.
Para 2016, a mediana das previsões saiu de -1,20% para -1,22%. Quatro semanas atrás estava negativa em 0,80%.
Segundo o IBGE, o PIB brasileiro caiu 2,6% no segundo trimestre deste ano na comparação com o primeiro e 1,9% ante o mesmo período de 2014. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC revisou de -1,1% para -2,7% sua estimativa para a retração deste ano.
No caso da produção industrial, não houve mudanças nas previsões: a mediana das expectativas seguiu em baixa de 7% para 2015 e se manteve em queda de 1% para 2016. Há quatro semanas, as medianas destas previsões eram de, respectivamente, -6,45% e +0,20%.
Já em relação entre a dívida líquida do setor público e o PIB, a projeção dos analistas passou por ajustes. Para 2015, caiu de 35,90% para 35,65% – quatro edições antes estava em 36,3%. Para 2016, a taxa saiu de 39,50% para 39,20%.
O Relatório de Mercado traz boas notícias do setor externo. De acordo com o documento, a mediana das estimativas para o superávit da balança comercial de 2015 subiu de US$ 12,99 bilhões para US$ 13,20 bilhões de uma semana para outra.
Quatro boletins atrás, estava em US$ 10 bilhões. Para 2016, houve estabilidade da estimativa mediana de US$ 25 bilhões de uma semana para outra – quatro edições atrás do documento, estava em US$ 21,30 bilhões. (Fonte: Diário Catarinense)
Adiada a votação sobre gestão e contratações
O Tribunal de Contas do Estado (TCE) começou, na sessão do Pleno de ontem, o julgamento do processo que trata de uma auditoria feita em 2002, que investigou irregularidades na gestão das obras de restauração e supervisão de obras da Ponte Hercílio Luz, em Florianópolis, pelo Departamento Estadual de Infraestrutura (Deinfra).
O relator do processo, conselheiro-substituto Cleber Muniz Gavi, fez a leitura do voto, com proposta para aplicação de multas no valor de R$ 5 mil aos ex-diretores e um engenheiro do Deinfra.
A conclusão da votação no TCE, no entanto, foi adiada por um pedido de vista da conselheira-substituta Sabrina Nunes Iocken. A contratação, a execução dos reparos e a fiscalização pelo Consórcio Florianópolis Monumento, formado pelas empresas Espaço Aberto e CSA Group, e pelo Consórcio Prosul/Concremat motivou a auditoria do TCE à época.
A investigação realizada pela Diretoria de Controle de Licitações e Contratações (DLC) do TCE, apontou que o valor pago ao consórcio da obra de restauração da ponte chegou a R$ 63 milhões, enquanto que ao consórcio responsável pela supervisão da obra chegou a R$ 19,4 milhões. (Fonte: Diário Catarinense)
Caiu a ficha, transporte deve ser coletivo
Avança de forma acelerada a conscientização de pessoas de todas as idades de que as nossas cidades e o planeta não suportam mais o transporte individual. Chegou a era do transporte coletivo mais sustentável, das bicicletas, do metrô, das balsas e de outras alternativas. Afirmo que caiu a ficha por diversos motivos. Um deles é que o aplicativo Uber, apesar de criticado, passou a valer no mercado cerca de US$ 50 bilhões (o equilavente a R$ 200 bilhões), observa o presidente do Instituto Ideal, de energias alternativas, Mauro Passos, Ele observa que se o Uber é uma alternativa para o transporte do futuro, especialmente o não motorizado, poderá ter preço muito maior. Outro fato que chama a atenção é que pessoas mais maduras passaram a afirmar que o transporte coletivo vai priorizar nas cidades. Entre os que compartilham dessa convicção estão o prefeito de Joinville, Udo Döhler, e o ex-ministro da Fazenda, Delfin Netto, que já tem 87 anos. Mais relevantes para nós são os efeitos negativos da poluição dos veículos. Estudo da UFSC apurou que na região da universidade a poluição do ar está acima do admitido pela Organização Mundial da Saúde. Então, chegou a hora do transporte coletivo elétrico.
Como na Torre Eiffel – Sede da conferência mundial do clima em dezembro, a França instalou na torre Eiffel, em Paris, duas turbinas eólicas para iluminar com energia limpa a área de visitação do monumento metálico. As hélices foram fornecidas pela Urban Green Energy (UGE), de Nova Iork, empresa global que atua em 90 países. A mesma tecnologia de hélices da Urban é usada nos dois aerogeradores do empreendimento Neo Nex Generation, construído pelo arquiteto e empresário Jaques Suchodolski na praia Novo Campeche, Sul da Ilha de SC. moradores e visitantes do bairro se encantam com a beleza do movimento, diz Suchodolski. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)
Assumindo a responsabilidade
Em contraponto ao bombardeio que o ministro Joaquim Levy vinha sofrendo por parte de lideranças do PT, a presidente Dilma Rousseff saiu finalmente em defesa do titular da pasta da Fazenda, assumindo a estratégia contra a crise como de seu governo e não apenas da equipe econômica. Já era mais do que hora de uma freada na ação desses inimigos na trincheira, defensores de uma política populista que jogou o país num dos maiores impasses financeiros de sua história. Hoje, não há mais apenas uma turbulência conjuntural como alegou a presidente, em viagem à Suécia, mas uma sucessão de fatos negativos sem perspectiva clara de solução no horizonte.
O país, de fato, dispõe agora de alguns dados a seu favor, como um volume excepcional de reservas cambiais e a retomada de superávits na balança comercial. Ainda assim, não tem como abrir mão, neste momento, de um comando da política econômica identificado com o ajuste fiscal. E precisaria apostar numa condução política mais firme para facilitar a aprovação, pelo Congresso, de medidas inadiáveis para o equilíbrio financeiro do setor público. Entre as alternativas, estão desde a manutenção dos vetos presidenciais a medidas de impacto no orçamento até o exame de reformas estruturais que ainda não estão sequer na agenda política.
Enquanto líderes do PT conspiram, o ministro Joaquim Levy segue trabalhando em condições adversas, o ajuste fiscal esbarra no impasse político e a própria população vê com desconfiança as medidas propostas, especialmente a tentativa de elevação de tributos, num esforço para equilibrar o orçamento. É inegável que o remédio amargo tem efeitos colaterais dolorosos, como, por exemplo, o redimensionamento de programas sociais. Mas a política econômica é do governo. Os oportunistas que fazem jogo duplo têm que ser desmascarados. (Fonte: Diário Catarinense – Editorial)
Com ressalvas
Ainda repercute, mesmo tendo passado quase um mês do anúncio, a informação de que Santa Catarina foi escolhida por votação popular dos leitores da prestigiada revista Viagem e Turismo como o melhor Estado para se visitar no Brasil. Escrevi aqui neste espaço, na ocasião, que eu já sabia desta preferência, porque SC realmente se difere e se sobressai no cenário turístico nacional, por vários motivos. O principal deles, eu acredito, é a diversidade de seu povo – temos descendentes de mais de 20 etnias diferentes – o que resulta em um mosaico cultural exuberante. Em um passeio de fim de semana, por exemplo, os visitantes podem conhecer tradições (gastronomia, cultura, arquitetura, linguajar) trazidas pelos imigrantes açorianos, italianos, alemães, japoneses, austríacos e poloneses. Em que outro Estado esta riqueza cultural é tão presente?
A leitora Simone Neckel concorda com a coluna. Ela escreve contando que é de Itapiranga, município do Extremo-Oeste, cidade-berço da mais antiga Oktoberfest realizada no Brasil. “Embora eu não conheça todo o Estado, acredito que SC é o mais bonito e interessante do Brasil devido à sua diversidade cultural, e acho que o governo deveria incentivar cada vez mais o que temos de melhor”, acrescenta. Outro leitor, que assina como “El Mestre” manda uma sugestão muito importante: “Fale também da cultura Afro, que com seus descendentes contribuem para a riqueza cultural do nosso Estado”. Ele lembra que em Criciúma é realizada a Festa das Origens, onde a cultura africana se faz presente. E parabeniza a nossa mistura étnica, que faz do povo de SC “o melhor do Brasil”.
Essa opinião, no entanto, não é unânime. O engenheiro Ricardo Augusto Miranda, por exemplo, enviou e-mail contestando a escolha dos leitores da revista Viagem e Turismo. Entre suas críticas está o fato de Florianópolis, a Capital de Santa Catarina não ter sequer tem um aeroporto decente. “É inclusive o pior entre as capitais brasileiras”, salienta. Além disso, diz o engenheiro, as nossas estradas estão em péssimas condições. Realmente, ele não deixa de ter razão. SC é linda, sim. Mas isso não significa que está tudo ok. Ainda há muito a melhorar – e a infraestrutura é o nosso calcanhar de Aquiles. (Fonte: Diário Catarinense – Viviane Bevilacqua)
Mephisto
Depois de conquistar o respeito da sociedade brasileira por devolver à Câmara dos Deputados sua soberania, implantar uma dinâmica de trabalho e respeito institucional, Eduardo Cunha, o herói nacional, é descoberto de forma humilhante e devastadora. Aparentemente religioso, cria a empresa Jesus.com para abrigar sua frota de veículos e usa o e-mail “sacocheio@…” para cobrar propinas.
É com este político que o Palácio do Planalto está negociando. O Brasil está mais rebaixado do que qualquer agência internacional de risco econômico pudesse imaginar.
Ou surge alguém para liderar a reconstrução moral e ética do país, ou vamos sair pelo ralo.
Resolvido – Estacionamento ao lado do camelódromo e do Mercado Público, que fecha sábado às 14h, é explorado pela Associação Florianopolitana de Voluntários (Aflov), não pela prefeitura. A área é inclusive objeto de uma ação de reintegração de posse proposta pelo município, que quer recuperá-la.
Ontem mesmo, o advogado da Aflov, Pedro de Queiroz, conhecido por suas vitórias nos tribunais na luta pelos comerciantes da Baía Sul, participou de reunião com a diretoria da associação que definiu que o estacionamento do Centro funcionará até as 16h aos sábados. (Fonte: Diário Catarinense – Moacir Pereira)
Nem aí Pelo bem do Brasil
Que prevaleçam as vozes mais sensatas da república, para que a queda do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) da presidência da Câmara resolva um impasse que, mais cedo do que possamos calcular, paralisará a vida dos brasileiros. Já convivemos com inflação em alta e recessão econômica, o caldeirão político que envolve a presidente Dilma Rousseff e as denúncias de corrupção, enquanto para manter o cargo Cunha, que se preocupa também em segurar o mandato, protela o inevitável. Acusado pelo Ministério público da suíça de possuir contas recheadas com dinheiro da propina mais do que suja de óleo que vazou de desvios de recursos da Petrobras, Cunha é o pior dos juízes que a sociedade necessita em qualquer situação, mesmo na eventualidade do impeachment de Dilma ou não. O justo é que a limpeza na área política terá que começar por algum lugar, então que seja por Cunha. Há poucos dias, a coluna tratou do distanciamento dos homens públicos deste país com a realidade que a população vive. Os que têm maior discernimento precisam agir rapidamente, antes que o bolor e a fedentina em Brasília sufoquem o brasil e nos engula a todos.
Intrigas – Tem peemedebista que quer saber o porquê do prefeito Cesar Souza Júnior (PSD) aparecer na obra da SC-403 (duplicação entre a SC-401 e Ingleses) e divulgar o prazo para a conclusão, dezembro próximo. A obra é do estado e saibam que o pessoal do Deinfra, comandado pelo pessedista Wanderlei Agostini, também estranhou a tal vistoria da prefeitura.
Nem ai – alheio às intrigas, o secretário João Carlos Ecker (infraestrutura) comemora o ritmo de obras que a pasta desenvolve. E cita exemplos em Joinville, com a aceleração dos trabalhos na duplicação da avenida Santos Dumont, com a obra do elevado da rua Tuiuti, os oito quilômetros entre Guaramirim e Jaraguá do sul, os 100% de conclusão da obra do terminal Rita Maria, em Florianópolis, até o fim do
ano, bem como o novo trecho do acesso ao aeroporto Hercílio luz, que está no início.
Semântica – A Secretaria Estadual da Fazenda emitiu nota oficial para dizer que não houve aumento da alíquota do ICMS sobre os combustíveis, o responsável pelo novo reajuste nos preços da gasolina (25%) e do óleo diesel (12%). Para o consumidor dá na mesma, pois a explicação de que a média dos preços
dos combustíveis ao consumidor final, que leva em conta cerca de 2.000 postos de combustíveis instalados em todo o estado, foi determinante para o aumento de preço, não altera a dor no bolso em tempos de inflação em alta. (Fonte: Notícias do Dia – Roberto Azevedo)


