Florianópolis, 16.10.15 – O trecho da BR-153 que liga Irani à divisa com o Rio Grande do Sul fará parte do pacote de concessões do governo Dilma Rousseff (PT) à iniciativa privada. A informação foi confirmada ontem pelo Ministério dos Transportes, após reunião do ministro Antônio Carlos Rodrigues com o deputado federal Jorginho Mello (PR) e lideranças de Concórdia.
Quem arrematar a duplicação da BR-470 vai fazer também o trecho de 62 quilômetros da BR-153. A previsão é que o pacote de concessões seja lançado em março de 2016.
Antes de ser excluída da lista de concessões, a BR-153 fazia parte do trecho concedido junto da BR-476, o que poderia fazer com que a produção agropecuária da região fosse escoada pelo Porto de Paranaguá. (Fonte: Diário Catarinense)
Itajaí planeja decretar estado de emergência
A prefeitura de Itajaí se prepara para decretar estado de emergência devido à situação do porto, que completa hoje uma semana com o canal de acesso fechado. O motivo é a forte correnteza causada pelas chuvas no Vale que não tem previsão ainda de normalizar.
Ontem, entidades do setor trabalhavam na organização dos números a serem apresentados pelo município para justificar o decreto. Até o fim do dia, 10 navios desistiram de atracar nos portos de Itajaí e Navegantes – parte deles aguardava em alto-mar e outros abriram mão da escala antes mesmo de chegar à região. As atracações foram transferidas principalmente para os portos de Rio Grande (RS) e Paranaguá (PR).
Ainda assim, sete navios aguardavam ontem para acessar o canal. Para os operadores que decidiram manter as escalas, as perdas são de em média US$ 40 mil por dia por navio parado. Os prejuízos para o trade ainda são incalculáveis: perdem-se prazos de contratos, custos de transportes e os trabalhadores ficam sem escalas de serviço – problema sentido principalmente no Porto de Itajaí, em que os portuários são chamados apenas quando há movimentações de navios.
Dragagem diminui risco de enchente – A ideia do governo é que, com o decreto, seja possível pleitear uma dragagem de emergência junto à União. A draga Catarina, que fazia a manutenção no canal, não tem capacidade para o aprofundamento na atual situação.
Além de reduzir os impactos à economia do Estado, a dragagem pode aliviar o risco de enchente. Em 2011, o aprofundamento da foz permitiu escoamento rápido e reduziu os estragos em Itajaí.
Região Oeste registra prejuízos – Rajadas de vento e granizo causaram estragos na região Oeste na tarde de ontem. Pelo menos quatro cidades tiveram prejuízos. Não houve registro de feridos.
Em Xanxerê, o coordenador da Defesa Civil, João Borba, informou que houve três destelhamentos e queda de árvores. Em Concórdia também houve destelhamento de cerca de 20 residências no Loteamento Frei Lency.
Em Vargeão, vento e granizo atingiram a comunidade de Santo Antônio, no interior do município. De acordo com o secretário de Administração da cidade, Volmir Felipe, também houve prejuízos para a agricultura.
Em São Miguel do Oeste, ocorreu queda de algumas árvores, segundo o corpo de bombeiros. (Fonte: Diário Catarinense – Dagmara Spautz)
Decolar no oeste
Durante reunião do Fórum Parlamentar Catarinense, em Brasília, o deputado federal Pedro Uczai (PT/SC) voltou a defender investimentos federais na ampliação e modernização do Aeroporto Municipal Serafim Enoss Bertaso, em Chapecó. O parlamentar protocolou ofício com o coordenador da bancada catarinense, Mauro Mariani (PMDB), com pedido de R$ 150 milhões.
De olho na pista – Placa do DNIT instalada na BR-470 na altura de Blumenau alerta para o risco de atropelamento dos bichinhos usando a imagem de… uma coruja?
Turismo anabolizado – Os números apresentados pelo governo do Estado durante o lançamento da Operação Veraneio causaram espanto em especialistas que trabalham com turismo. Caso se confirme a previsão oficial, SC receberá mais de 8 milhões de pessoas durante a temporada. Isso equivale a 17,6% a mais do que toda a população catarinense, 6,8 milhões de habitantes segundo o IBGE. Toda a rede hoteleira no litoral, incluindo Joinville, possui 130 mil leitos. Como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, regra básica da Física, fica a impressão de um otimismo exagerado dos políticos. Ou, como definiram alguns entrevistados, estão “chutando alto”.
Aliás – SC é um dos únicos destinos turísticos sem pesquisa oficial do Ministério do Turismo. Ao menos não aparece no site. A própria Santur está com uma estrutura mínima, sem dinheiro até para participar de feiras, o que reforça a desconfiança sobre os dados por falta de estudos detalhados. A previsão de crescimento de 30% é empírica, baseada na experiência. Claro que existem motivos para acreditar numa senhora temporada, principalmente por causa do dólar alto, mas 8 milhões é gente que não acaba mais. Ou não?
Vale por dois – A Secretaria de Segurança Pública também prometeu deslocar 7,9 mil homens para trabalhar no litoral durante a Operação Veraneio. Considerando que a PM tem 11 mil homens e a PC 3 mil policiais, seria praticamente 50% de todo o efetivo das forças de segurança. Isso numa conta simples, porque descontando-se as folgas e o pessoal do trabalho burocrático, são pouco mais de 2 mil PMs por dia nas ruas de SC e, pasmem, apenas 200 policiais na atividade-fim, que é investigação. Mesmo somando todos os 1.236 guarda-vidas civis e 300 bombeiros militares, só mesmo com muito boa vontade para chegar perto do número mágico de 8 mil homens. (Fonte: Diário Catarinense – Visor/Rafael Martini)
A pátria dos impunes
“Manifestantes” incendeiam ônibus, quebram grandes e pequenos estabelecimentos de comércio, alvejam a pedradas um banco ou uma simples padaria. E não acontece nada. A lei virou uma abstração. Obedece quem quer.
Vale tudo. Protestar seja lá contra o que for, negando o direito de ir e vir a outrem que teve um dia de trabalho e quer chegar em casa. Ou seja: os costumes vão consagrando a aberração de legitimar um crime (interromper ou destruir a via pública) para defender um direito, por mais justo que seja.
É lícito assaltar o erário, meter a mão no baleiro, ainda mais se o dinheiro for público. E tanto melhor se o político tiver direito a foro privilegiado e, portanto, não cair na limitada jurisdição do juiz Sérgio Moro…
Agora mesmo os políticos anunciam um pacto típico da “honorata omertà” entre o governo e o Legislativo de Eduardo Cunha. “Você não me incomoda com o impeachment que nós te livramos da cassação do mandato”.
Vale tudo para manter o poder e o regime da impunidade. As leis de prescrição de crimes são, aqui, as mais lenientes do mundo. No Brasil a lei parece vigorar só para os fracos, os cidadãos de bem que estão condenados ao pagamento dos impostos.
Bandidos indiciados por crimes graves – entre eles crimes de sangue, como homicídio e latrocínio – deixam as grades e se homiziam nas asas da liberdade, protegidos por uma dogmática presunção de inocência, mesmo para réus confessos.
Os latrocidas, os estupradores, os traficantes, todos ainda têm recursos em grau de apelação, pois sentença transitada em julgado é avis rara no emperrado sistema legal brasileiro. Logo, todos serão candidatos à liberdade de que gozam os justos, os tementes à lei e ao direito.
A decisão de libertar criminosos até o nunca realizável trânsito em julgado representa grave condescendência com o crime, além de incitar à revolta popular pela consolidação oficial da impunidade. Demonstra a inocuidade da lei a uma população que tenta, com sacrifício, educar seus filhos pelo bom exemplo, contando com o primado do Direito.
Leis não faltam num país de herança bacharelesca, onde há impunidade para tudo e normas legais para nada – prevalecendo “as que não pegam”.
Se os ladrões têm imunidades, prendam as vítimas… (Fonte: Diário Catarinense – Sérgio da Costa Ramos)
Estradas que envergonham SC
Situado a 430 quilômetros de Florianópolis, às margens do rio do Peixe, próximo da confluência do rio Pelotas com o rio Uruguai, o município de Piratuba se orgulha de possuir as águas termais mais quentes do Brasil. São águas sulfurosas com propriedades terapêuticas.
Quando lá esteve, o ex-senador Pedro Simon deixou dois testemunhos. Proclamou que Piratuba tem uma mina de ouro. Não de dinheiro, mas de saúde. E se declarou indignado com o estado calamitoso da SC-135, estrada que liga Piratuba à Usina de Machadinho e que dá acesso a Marcelino Ramos (RS), onde se encontra o Santuário de Salette, um dos pioneiros no Brasil em romarias.
Na chegada à cidade, viajando de carro a partir de Porto Alegre, Simon passou pelo sofrimento dos mais de 400 mil turistas que visitam Piratuba, a maioria do Rio Grande do Sul. Enfrentou verdadeiras e profundas crateras na SC-390/SC-135 (Capinzal-Piratuba). É, seguramente, a pior rodovia estadual em termos de buraqueira, abandono e completa falta de manutenção.
Apelos dramáticos ao Deinfra e audiências com o governador Raimundo Colombo até agora não tiveram sucesso. Ao contrário, as duas estradas ficaram piores. O deputado Romildo Titon (PMDB) cansou de apelar ao governo. Promessas não faltaram. Até ação na Justiça contra o governo estadual já foi impetrada por pelo menos 3 mil lideranças. Faltou ação.
Unanimidade: Piratuba é uma bela estância termal, tranquila, paisagem única, arquitetura germânica, grande potencial turístico. Mas tem estradas estaduais que envergonham Santa Catarina.
Chantagista – O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, foi contaminado pelo vírus da manipulação de alguns líderes petistas. Ao defender o aumento da carga tributária, chegou a ameaçar que a rejeição da CPMF implicará o não pagamento até do seguro-desemprego. Na frente vai ameaçar os salários dos servidores federais. Levy não faz política. Faz chantagem! (Fonte: Diário Catarinense – Moacir Pereira)
Crise afeta os serviços e o comércio do estado
Apesar de Santa Catarina contar com uma situação econômica melhor do que a média nacional, os setores de serviços e comércio começam a sofrer mais, conforme dados apurados pelo IBGE. A receita dos serviços em agosto teve alta nominal de 2,3% frente ao mesmo mês do ano passado, mas em volume, o setor registrou queda de 3,7% no mesmo período, informou o instituto. No caso do comércio, SC registrou em agosto frente ao mesmo mês do ano passado um recuo de receita de 5,5% enquanto a média nacional teve queda de 7%. Já frente ao mês anterior, julho, houve redução de vendas de 2,1% no Estado. Segundo a Fecomércio -SC, no caso de serviços a queda real (descontada a inflação de 9,5%) é de 7,2%. É o oitavo mês consecutivo que a receita cresce abaixo da inflação. Mesmo assim, o número médio do país mostra uma situação mais alarmante porque o setor registra queda no faturamento há onze meses consecutivos. – Esse cenário é bastante preocupante. Cada vez diminui mais a capacidade do setor de repassar o aumento de custos para o preço final, devido a retração da demanda, situação que já está trazendo fortes impactos negativos, ao retrair as margens de lucro – explica Luciano Córdova, analista aconômico da Fecomércio.
Estreia em infraestrutura – Empresa de engenharia de Barcelona, a IDP inaugurou sede nova em Florianópolis quarta-feira com o objetivo de ampliar a presença no setor, usando a avançada tecnologia BIM (Building Information Modeling) nas dimensões físicas, de custo, planejamento, sustentabilidade e manutenção. Segundo o diretor do escritório, Carlos Olsen, a IDP acaba de estrear em infraestrutura de transportes (rodovias) no Brasil, setor em que tem muita experiência na Espanha. Além disso, já atua com logística, edificação, urbanização e meio ambiente. O mais novo parceiro é o engenheiro Norberto Schaefer. Os sócios espanhóis estiveram no evento. A partir da esquerda, Schaefer, Aleix Vila, Enric Blasco, Olsen, Jaime Polo e Jesus Blasco. (Fonte: Diário Catarinense – Estela Benetti)
Acordos espúrios
São inaceitáveis os acordos em articulação no Congresso em torno da figura do presidente da Câmara. Um dos movimentos envolveria aliados do governo, que participam do esforço para evitar a cassação do mandato do deputado, suspeito de mentir a seus pares sobre depósitos secretos na Suíça. Em troca, o senhor Eduardo Cunha desistiria da ideia de aceitar um dos pedidos de abertura de processo de impeachment contra a presidente da República. Ao mesmo tempo, em manobras nas sombras, oposicionistas cortejam o parlamentar, com o objetivo de conseguir sua adesão ao plano de desencadear o processo de impedimento.
Não são iniciativas que possam ser consideradas eticamente sustentáveis. O presidente da Câmara é um político fragilizado pelo fato de que está sob investigação, como suspeito de envolvimento na Lava-Jato, e pelas recentes informações de autoridades da Suíça de que detém, comprovadamente, contas sigilosas com pelo menos US$ 2,4 milhões. Nessas circunstâncias, é inconcebível que ainda se sinta no direito de continuar comandando a segunda casa legislativa do país. E, o mais grave, que seja paparicado por governistas e
posicionistas, como o homem capaz de definir o destino da presidente da República.
A crise que preocupa a todos não pode ser amplificada por posturas que desmoralizam ainda mais seus próprios protagonistas. As articulações depreciam o parlamento, não contribuem para a resolução dos conflitos e ampliam a desconfiança da sociedade. A população espera que tais negociatas não prosperem e que, em último caso, o Supremo se encarregue de arbitrar o desfecho legal para conchavos que desonram a política. (Fonte: Diário Catarinense – Editorial)
Desmontando a ponte
Há quem defenda a restauração da ponte Hercílio Luz; há quem defenda a demolição. Mas há também – vejam só – quem prefira a desmontagem da estrutura, para reerguimento em outro local. Onde poderia ser, senhores espertalhões? Em Jurerê, no Campeche, na Lagoa, no Rio Vermelho ou, quem sabe, na Praça XV de Novembro? Aparece cada um. (Fonte: Diário Catarinense – Cacau Menezes)