Joinville, 4.8.15 – O 33º Encontro Econômico Brasil-Alemanha foi o tema da reunião da Associação Empresarial de Joinville (Acij) na noite de ontem. Prefeitura e Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) apresentaram a programação do evento, que é considerado o mais importante entre os dois países. A agenda ainda não contempla as autoridades nacionais e internacionais que estarão presentes ao encontro, de 20 a 22 de setembro, no Centro de Convenções e Exposições Expoville. A organização aguarda a confirmação dos nomes a partir deste mês.
Mas os temas já foram definidos e abordam questões que envolvem desafios e tendências para o desenvolvimento. Estão previstos sete fóruns, que vão discutir inovação, bioeconomia e biotecnologia, digitalização da economia, desafios das cidades, mobilidade, conectividade, saúde, energia e infraestrutura. No último dia do encontro, a tarde será reservada para visitas simultâneas a quatro empresas: Porto Itapoá, Siemens, Perini Business Park e BMW, e, ainda, à unidade do Senai de Inovação e Sistemas de Manufatura.
Joinville foi anunciada como sede em setembro do ano passado, em Hamburgo, e será a terceira cidade de SC a sediá-lo. Fonte: Diário Catarinense
Foco no transporte
Florianópolis recebe quinta-feira o segundo Conet & Intersindical (encontro do Conselho Nacional de Estudos de Transporte, Custos, Tarifas e Mercado e NT Intersindical). Para Pedro Lopes, presidente da Fetrancesc (Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística do Estado de Santa Catarina), o evento fornece a oportunidade para o setor conhecer quais itens devem ser levados em conta para calcular os custos do transporte e saber qual a defasagem do frete. Na ocasião, será lançado também o aplicativo de Diário de Bordo eletrônico, único no mercado ONBR, da SEI Soluções Corporativas. Fonte: Notícias do Dia (Panorama – Alessandra Ogeda)
Planalto tenta reduzir riscos nas votações do Congresso
Desarmar é o verbo do governo Dilma Rousseff no segundo semestre que se inicia no Congresso. Com a retomada das votações, a partir de hoje, o Palácio do Planalto se articula para pacificar a base, esfriar ímpetos pró-impeachment e evitar a aprovação de projetos ou a derrubada de vetos que representem aumentos de gastos.
O governo deixará em segundo plano temas polêmicos que o Congresso votará, como reforma política e redução da maioridade penal. A prioridade é evitar despesas e concluir o ajuste fiscal no Senado. Ainda preocupa a manutenção dos vetos à flexibilização do fator previdenciário e dos reajustes das aposentadorias, além do projeto de reajuste do FGTS.
– Para cada nova despesa é preciso identificar a receita. É preciso impedir que a crise se agrave – disse o deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do governo na comissão de orçamento.
Força de Eduardo Cunha em xeque com denúncias
Conselheiros de Dilma avaliam que as próximas duas semanas, que desembocam nas manifestações do dia 16, darão a temperatura do semestre. Existe a dúvida se o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), manterá sua base com o reforço das suspeitas de envolvimento no esquema de corrupção da Petrobras. O Planalto tenta conter Cunha, que pretende apreciar as contas do governo e decidir o futuro de pedidos de impeachment.
– Acho estranho se a presidência da Câmara dos Deputados se transformar no bunker organizador da oposição – afirmou, ontem, o ministro da Defesa, Jaques Wagner (PT-BA).
Outra incógnita é sobre a reaproximação do governo com Renan Calheiros (PMDB-AL). Fonte: Guilherme Mazui/Diário Catarinense.
Dilma decide diminuir número de ministérios
Para atender a apelos por enxugamento da máquina e redução de gastos públicos, a presidente Dilma Rousseff decidiu dar aval a um corte no número de ministérios – atualmente, o governo conta com 38.
Pesca e Aquicultura e Gabinete de Segurança Institucional, além das secretarias de Assuntos Estratégicos, Portos e da Micro e Pequena Empresa, podem ser extintos ou fundidos. Já as pastas da Igualdade Racial, Mulheres e Direitos Humanos devem ser preservadas.
Assessores da Presidência divergem sobre o timing do anúncio da reforma, em um momento em que o governo tenta pacificar a base, reduzir tensões no Congresso e garantir a aprovação das medidas do ajuste fiscal. Partidos aliados podem perder cargos e influência com a decisão.
O corte marca uma mudança de posição da presidente, que criticava a proposta, defendida pelo candidato Aécio Neves (PSDB-MB), na campanha do ano passado.
Proposta foi criticada na campanha eleitoral
Em entrevista ao Programa do Jô, em junho, Dilma sinalizou a intenção de ter um primeiro escalão mais enxuto, pedido cobrado ainda durante as eleições. “Cada ministro tem um papel. Criticam muito porque temos muitos ministérios. Acho que teremos de ter menos ministérios no futuro”, reconheceu.
Dilma se reuniria na noite de ontem, no Palácio da Alvorada, com líderes e presidentes dos partidos aliados. Ela pediria compromisso com a responsabilidade fiscal, apoio para aprovar medidas de interesse do governo e desarmar “bombas fiscais”.
Ministério do Trabalho flagra 450 casos de irregularidades no trabalho de jovens em SC
Nos seis primeiros meses de 2015, Santa Catarina teve 450 casos de irregularidade em trabalhos de jovens e adolescentes. O número faz com que o estado seja o 4º em número de ocorrências e seja responsável por 10% dos casos registrados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE).
Segundo o MTE, a maioria das irregularidades são em relação a trabalhos perigosos, com risco à vida e à saúde, informalidade ou que não estejam condizentes com as regras de emprego para jovens entre 14 e 18 anos. A legislação permite que um adolescente a partir dos 14 anos esteja empregado, contando que ele comprove a frequência escolar e que seja contratado na condição de aprendiz.
— Em muitos casos, os auditores fiscais não procedem apenas a retirada do adolescente do trabalho irregular, e sim a adequação das funções de modo a compatibilizá-las com as atividades permitidas em lei — explica o chefe da Divisão de Erradicação do Trabalho Infantil do MTE, Alberto de Souza.
O levantamento do Ministério aponta que de janeiro a junho deste ano, 4.210 adolescentes entre 16 e 17 anos estavam em situação irregular no mercado de trabalho do Brasil. Destes, 907 estavam no Rio de Janeiro, o estado que encabeça a lista. Ele é seguido por Minas Gerais com 844 casos e Paraná, com 654. Fonte Diário Catarinense
Marcianos, aqui
Orson Welles estava certo. Setenta e sete anos depois de sua irradiação de A Guerra dos Mundos, de H.G. Wells (em 1938, em Nova York), os marcianos chegaram à Terra, desta vez pra valer. Duas naves espaciais deixaram a atmosfera do planeta encarnado, uma delas decorada com um Galo Galáctico, do marciano honorário Ernesto Meyer Filho. Vinham visitar o planeta Terra, só para conferir o que havia por trás daquele magnífico azul, assim descrito pelo astronauta Gagárin.
Ao abrir a escotilha de sua nave, o primeiro-comandante marciano sentiu-se envolvido por um insuportável halo de frio. Nevava. Logo puxou uma “máquina de reter imagens” e começou a fazer o que chamamos de selfie.
De tanto registrar flagrantes, o marciano chegou a um enorme pé de granito. O pé de um gigantesco terráqueo sentado numa cadeira.
Estava no Memorial Lincoln.
Todos os marcianos tiveram que tirar os sapatos. Foram fotografados eletronicamente e obrigados a encostar os dedos em máquinas de registro digital. Foram, afinal, apresentados ao líder do lugar, um negro calmo e de conversa suave, mas firme.
Os alienígenas sentiram que ali “havia um governo”.
As surpresas estavam reservadas para o sul das Américas. Desceram numa espécie de cidade do futuro, dois discos voadores fazendo o papel de “casas legislativas”. O comandante ficou radiante com a recepção. Mulatas requebrando e despertando no “epicentro” de cada marciano uma sensação “pra lá de boa”.
Tão fascinado estava, que logo perguntou:
– Que país é este?
Sem demora chegou um sujeito de terno e gravata, algum terráqueo “muito importante”, que fez o seu discurso de boas-vindas:
– Vocês são bem-vindos ao nosso país. Mas aqui todo mundo tem que contribuir. Com quanto vocês querem colaborar com a nossa caixinha de campanha? Coisa pouca, de alguns milhões de reais. Mas só pra mim eu vou querer uns 15% de tudo!
O comandante marciano pareceu desolado e chamou o seu imediato:
– Ô Meia-Orelha! Não é o cúmulo do azar? Com tanto lugar bonito pra descer aqui na Terra e fomos cair logo neste país de pidões, que já quer cobrar uma propina!
Logo saberia que o nome certo era Petrolão. Colunista Sérgio da Costa Ramos.
Mar de oportunidades, por Antonio Gavazzoni*
Era início de 2009 e Santa Catarina amargava os resultados das enchentes e dos deslizamentos que assolaram o Estado no final do ano anterior, deixando 128 pessoas mortas e atingindo cerca de 60% do PIB estadual. Naquela época, a guerra fiscal era ferrenha e a recessão que atingia o Brasil e o mundo havia chegado antes aqui, por conta da tragédia climática. Em dois meses, vimos a arrecadação despencar em R$ 400 milhões. O complexo portuário de Itajaí, que correspondia a 4% da balança comercial do país, estava arrasado. Ao governo do Estado, restava lamentar ou reagir.
Escolhemos a segunda opção: instituímos a meritocracia na Secretaria da Fazenda, que fez nossa arrecadação não apenas se recuperar, mas alcançar o maior crescimento proporcional do Brasil. De outro lado, o recém-criado programa Pró-Emprego alçava nosso comércio exterior a um novo patamar. Já em 2009, as importações, sustentadas por incentivos fiscais do Estado, começaram a bater recordes. A sinergia entre investimentos públicos e privados completou o tripé que elevou em 132% nossa movimentação portuária entre 2009 e 2014. Hoje, Santa Catarina é o segundo maior polo portuário em total de cargas transportadas por contêineres do Brasil.
Chegamos em 2015 e um novo cenário de crise se apresenta. Agora, mais bem blindados, temos conseguido nos manter acima da média nacional nos principais indicadores econômicos e sociais. Mas não vamos assistir à proximidade dos problemas sem reagir. Sob o guarda-chuva SC Acelerando a Economia, o governo está impulsionando setores potenciais para alavancar a movimentação econômica, gerar emprego e renda. Depois das energias renováveis, o foco das ações se volta, agora, aos portos. Estamos reunindo investidores do Brasil e do Exterior, Federação das Indústrias, autoridades portuárias e dois ministros – dos Portos e da Agricultura – em uma demonstração de sinergia e força em prol deste complexo que ainda tem muito a crescer. Com 500 quilômetros de Litoral, seis portos e localização privilegiada, o Estado é a melhor opção do país para grandes investidores.
Acredito que, em tempos de crise, a receita é trabalhar. Depois da tempestade, vem a bonança.*Secretário de Estado da Fazenda
Os portos e a economia de SC, por Murilo Flores*
A história da economia catarinense está diretamente ligada aos portos locais, principalmente nas últimas décadas, quando SC se consolidou como um Estado exportador e importador. Nos últimos 15 anos houve expansão da movimentação portuária de 152% em tonelagem e de 465% em movimentação de contêineres, com um aumento de 231% nas exportações.
Para garantir a competitividade dos portos de SC três tipos de intervenções estão em andamento: investimentos na melhoria da estrutura portuária, como na nova bacia de evolução que permitirá o acesso aos portos de Itajaí e Navegantes das novas gerações de grandes navios que passam a dominar as principais rotas mundiais (365m de comprimento e 52m de boca) para transporte de 14 mil Teus (medida de contêiner) e a derrocagem de lajes no porto de São Francisco (ainda em licenciamento ambiental) para facilitar a entrada desses navios.
Também investimentos no acesso aos portos, como a duplicação da rodovia Brusque-Itajaí ou o contorno de Garuva para o acesso ao porto de Itapoá, e as duplicações da BR 280 (Jaraguá do Sul/São Francisco) e da BR-470 (Blumenau/Navegantes), em execução pelo governo federal. O terceiro ponto é a agilização de procedimentos de desembarace alfandegário, como as ações da Receita Federal e fiscalização do setor agrícola e da vigilância sanitária que vêm sendo tratadas pelo governo do Estado e governo federal.
O avanço da nossa economia foi, é e continuará ligado aos portos. Por isso, esse esforço conjunto é estratégico para a sociedade. O resultado disso é a atração não só de investidores para a economia catarinense, mas diretamente nas próprias regiões portuárias. Uma sinergia público-privada como deve ocorrer quando se sabe aonde ir e quando se quer acelerar o crescimento.
Recentemente na Fiesc, o ministro Armando Monteiro apresentou um plano do governo Federal para estimular as exportações que ajudará a retomada de crescimento. SC já vem fazendo o dever de casa e vai contribuir com o Brasil, mais uma vez.*Secretário de Estado do Planejamento
Mudança no ponto
Governo avalia opções de horário para ampliar jornada de trabalho
comissão irá apresentar alternativas de expediente. Proposta com maior probabilidade de ser escolhida estipula sete horas diárias e dá aos servidores o direito de optar por entrar às 12h ou às 13h, tendo uma hora a mais para compensação
Com o aumento da demanda por atendimento como principal justificativa, a Secretaria de Administração de Santa Catarina dá os primeiros passos para discutir a mudança na carga horária do funcionalismo público estadual. Nos próximos dias deve ganhar forma uma comissão que irá debater e apresentar ao governador Raimundo Colombo, em data ainda indefinida, de três a quatro alternativas de expedientes. A mais provável estipula a jornada em sete horas diárias, com mais uma hora para compensações em outras atividades, mantendo a remuneração atual.
– O decreto de 2003, que determina as seis horas por dia, buscava economizar. As coisas mudam, a procura por atendimento cresce, então agora estamos reavaliando e vendo que essa mudança é realmente necessária – explica o secretário de Administração, João Matos.
Sindicato defende novas contratações
O Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público (Sintespe) reiterou ontem o posicionamento contrário à medida. Na avaliação do secretário-geral da entidade, Mario Antônio da Silva, o plano do governo estadual vai contra a alegação de economia pregada em 2003.
– Somos favoráveis ao atendimento integral, mas também defendemos que o governo faça dois turnos de seis horas, abra concurso e contrate mais funcionários, para gerar empregos. Voltar às oito horas é prejuízo – avalia.
Questionado sobre os gastos adicionais aos cofres públicos para se contratar mais pessoal, Silva afirmou que um dos papéis do Estado é de justamente gerar postos de trabalho. Fonte: Victor Pereira/Diario Catarinense.
Isolados
Uma nova tentativa de desburocratização dos serviços públicos prestados em Florianópolis será feita hoje, às 9h, na sede do Conselho Regional de Contabilidade. Lá estarão o prefeito Cesar Souza Junior, contadores e presidentes da Acif, CDL, Bombeiros e Junta Comercial. Estes órgãos, normalmente, não se entendem e nem se comunicam, com sérios prejuízos para a economia catarinense. Coluna Moacir Pereira/Diário Catarinense.
Aumento da capacidade portuária
Santa Catarina não tem portos como os de Santos, Paranaguá e Rio Grande, mas, somados, os seis terminais instalados na costa do Estado respondem por quase um quinto da movimentação de contêineres no país.
Ser o segundo maior polo portuário brasileiro não é pouca coisa, daí a necessidade de manter e aprimorar essas estruturas, que se desgastam pelo uso e pela demanda sempre elevada, independente da situação econômica e do fato de o país ainda ser coadjuvante no contexto do comércio mundial. Nesta terça-feira, o governo estadual lança um programa de medidas que tem por objetivos eliminar os gargalos no setor e atrair novos operadores para os portos catarinenses.
Somente assim é que o conceito de excelência conquistado com muito esforço pelos terminais distribuídos ao longo do litoral poderá ser mantido. Contudo, a par de ações feitas diretamente nos portos, é preciso pensar na logística, que inclui as rodovias e ferrovias, porque a maior parte das exportações vem de regiões distantes da orla.
No caso das estradas, à exceção da BR101, não há trechos duplicados que agilizem o transporte de cargas no Estado. Pela via ferroviária, estamos ainda mais defasados, porque desde a privatização do sistema, pouquíssimos investimentos foram realizados para aumentar a participação de trens como alternativa de deslocamento da produção agrícola e industrial de Santa Catarina e Estados vizinhos.
É necessário incrementar a capacidade dos portos, sem esquecer que a cadeia inclui outros modais de transporte. Fonte: Notícias do Dia (Editorial)