Brasília, 23.6.15 – O presidente da Fetrancesc , Pedro Lopes, será empossado amanhã como integrante do Fórum Permanente do Transporte Rodoviário, do ministério dos Transportes em Brasília. O órgão criado ainda no ano passado vai tratar especialmente da infraestrutura para o segmento no Brasil. Hoje, com a carência de estradas e os projetos de infraestrutura que começam mas nunca terminam, os custos são elevados não só ao transportador, mas para o governo, para o setor produtivo e para a sociedade, que paga pela ineficiência nas construção.
Lopes também terá mais uma reunião sobre o contorno viário da Grande Florianópolis. Será na Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT), agora para definir onde sai o traçado na parte sul, em Palhoça. O presidente ressaltou que já havia sido definido, mas toda vez que alguém questiona um ponto, volta-se para discutir.
Uma das preocupação do presidente da Federação é quanto ao modelo de concessão que o governo federal vai adotar para o pacote de rodovias, entre as quais as BR-153, BR-470, BR-280 e BR-101 em Santa Catarina. Lopes esteve no encontro com o ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues,
na sexta-feira, na Assembleia Legislativa de Santa Catarina e falou sobre a sua preocupação quanto à possibilidade de o governo federal estabelecer o pagamento de outorga para a concessão da estrada.
Para Lopes, esse modelo e não deve ser adotado, porque vai elevar em muito a tarifa em relação ao modelo que existe hoje na BR-101 e BR-116, no território catarinense. Se a vencedora tiver que pagar ao governo, o valor poderá ficar no patamar docobrado em outros estados como Rio Grande do Sul, Paraná e São Paulo, concessionadas na década de 1990.
Lopes disse que o ministro garantiu a ele que haverá audiências públicas para discutir qual o modelo que a sociedade quer. Por isso, o presidente já adiantou que pretende fazer debates regionais envolvendo Sindicatos e empresários do transporte para firmar uma proposta que seja a melhor para o setor produtivo e para os usuários em geral.
No período que antecedeu a concessão das BR-116 e BR-101, a Fetrancesc em parceria com consultorias fez análise das propostas e apresentou uma sugestão que ficou conhecida como Pedágio Social, com uma fórmula própria para baratear o custo sem reduzir os ganhos da operadora. Isso contribuiu para o modelo adotado pela Agência. Fonte: JP/Imprensa Fetrancesc