Florianópolis, 28.2.15 – O Gabinete de Gestão Integrada Estadual, formado pelas forças de Segurança Pública do Governo do Estado, divulga o primeiro boletim com as operações realizadas em Santa Catarina, nas últimas 24 horas, para o desbloqueio das rodovias estaduais e federais em função do movimento nacional de paralisação de caminhoneiros.
Os comboios aos caminhões de empresas, com escolta policial, começaram na tarde de sexta-feira, 27. O primeiro foi para o transporte de medicamentos de Florianópolis para Xanxerê.
Os policiais também escoltaram, neste sábado, 28, 15 caminhões carregados com frango e suínos de Concórdia para Mafra, assim como outros 18 caminhões de Campos Novos para Curitibanos e para Itajaí e Mafra. Ocorreu também a escolta de 14 caminhões de São Miguel do Oeste para Chapecó, deslocando-se até Rio do Sul.
Desde o dia 24 foram efetuadas 12 prisões, em 11 delas os autuados foram ouvidos na delegacia e liberados. Um deles foi preso em flagrante por porte ilegal de arma.
O Gabinete de Gestão Integrada Estadual é formado por representantes da Polícia Militar, da Polícia Civil, das Polícias Rodoviárias Federal e Polícia Militar Rodoviária, da Polícia Federal, do Corpo de Bombeiros, Procuradoria-Geral do Estado, Ministério Público e secretários de Estado da Segurança Pública, César Grubba; da Agricultura, Moacir Sopelsa; e da Comunicação, Walter Bier.
Novo boletim com dados atualizados será emitido domingo, 1° de março, às 17h.
O último boletim completo disponível neste link.
Fonte: imprensa Governo de SC
Protesto de caminhoneiros nas estradas catarinenses chega ao 11º dia consecutivo
Os caminhoneiros seguem, pelo 11º dia consecutivo, em protesto contra o aumento do combustível, as condições das estradas entre outras insatisfações. O anúncio de que os manifestantes seriam multados em R$ 10 mil caso não desobstruíssem as rodovias catarinenses parece ter surtido pouco efeito em Santa Catarina. Na manhã deste sábado, 17 rodovias federais e estaduais estavam bloqueadas, especialmente no Oeste.
O bloqueio é restrito a caminhões e não atinge carros de passeio, ambulâncias ou ônibus de transporte coletivo.
A falta de mobilidade das cargas têm provocado a falta de alguns produtos na região. Frango, leite e verduras foram os primeiros a acabarem em algumas cidades. Os protestos também começaram a ter eco em outros setores. Ganharam a adesão dos agricultores e, para a manhã deste sábado, estava programada uma paralisação dos lojistas em Chapecó.
Veja todos os pontos de bloqueio em BRs que seguem até às 11h30min deste sábado, segundo a PRF:
BR 282: km 505 — Xanxerê
BR 282: km 605 — Trevo de Maravilha
BR 282: km 645 — São Miguel do Oeste
BR 282: km 460 — Ponte Serrada
BR 282: km 485 — Faxinal dos Guedes
BR 282: km 581 — Pinhalzinho
BR 158: km 109 — Cunha Porã
BR 158: km 139 — Palmitos
BR 163: km 101 — São José do Cedro
BR 163: km 83 — Guaraciaba
BR 163: km 111 — Guarajá do Sul
BR 116: km 7 — Mafra
Confira mapa atualizado pela PRF dos pontos interrompidos:
Rodovias estaduais
Segundo informações da Polícia Militar Rodoviária de Santa Catarina (PMRv), os protestos estão espalhados por diversos trechos de rodovias estaduais, a maioria no Oeste, entre eles:
Campo Erê — SC-160, no quilômetro 0
Campo Erê — SC-305, no quilômetro 2
Iporã do Oeste — SC-386, no quilômetro 0
Quilombo — SC-157, no quilômetro 54
São Miguel do Oeste — SC-163, no quilômetro 58
São Lourenço do Oeste — SC-157, no quilômetro 1
Videira — SC-355, no quilômetro 49
Conflito
Na última terça-feira a tropa de choque da Polícia Rodoviária Federal entrou em conflito com manifestantes ao desbloquar barreira no trevo entre a SC-480 e a BR-282, em Xanxerê. Cerca de 50 agentes da PRF foram mobilizados na ação inicialmente pacífica, mas que terminou em correria e com a tropa de choque da PRF avançando contra os caminhoneiros.
Assista ao vídeo do conflito entre PRF e manifestante em Xanxerê:
A paralisação
A paralisação dos caminhoneiros começou no dia 18 de fevereiro e ganhou força no dia 20 do mesmo mês. O movimento é independente, liderado por caminhoneiros autônomos da região. Vilmar Bonora, um dos organizadores do protesto, afirma que eles estão dispostos a ficar até 30 dias parados, se for necessário.
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Diretor de Sindicarne e Acav prevê quebras, desemprego e desabastecimento no mercado
Com os protestos dos caminhoneiros entrando em seu 11º dia em Santa Catarina neste sábado, o diretor executivo da Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e do Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados do Estado (Sindicarne), Ricardo Gouveia, pinta um quadro com quebras, desemprego e desabastecimento.
– As empresas menores irão fechar, trabalhadores serão dispensados e começará a faltar produtos nos supermercados – alardeia.
A continuidade da paralisação dos motoristas confirmou as previsões do dirigente, que anteontem já antecipava consequências drásticas também para as grandes agroindústrias. Segundo ele, estão com a produção interrompida 14 plantas industriais da Aurora, as unidades da JBS em São Miguel do Oeste, Itapiranga e Seara e as da BRF em Chapecó, Capinzal, Herval do Oeste e Xanxerê.
– A da JBS em Concórdia só está ainda em operação porque o trevo foi liberado parcialmente e alguns caminhões conseguiram chegar até lá – informa.
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Para Gouveia, não há muito a fazer a não ser esperar que os corredores especiais para o deslocamento dos caminhões sob escolta das polícias rodoviárias estadual e federal anunciado pelo governador Raimundo Colombo amenizem um pouco a situação.
– As liminares que a gente consegue, a polícia não consegue executar – conclui Gouveia.