Clipping imprensa – Um engavetamento deixa Florianópolis imobilizada

Clipping imprensa – Um engavetamento deixa Florianópolis imobilizada

Florianópolis, 30.10.14 – Uma soma de fatores contribuiu para que Florianópolis vivesse horas de caos no trânsito ontem. Tudo começou com um engavetamento na Ponte Colombo Salles. Por volta das 15h, três ônibus colidiram com dois carros e 21 pessoas ficaram feridas. Depois, durante cinco horas, o engarrafamento chegou a 25 quilômetros entre Centro, Norte e Sul da Ilha.
A prioridade era o atendimento às vítimas, enquanto filas intermináveis se formavam ao longo da Gustavo Richard, Beira-Mar norte, Mauro Ramos e Hercílio Luz. Os feridos, incluindo uma criança, foram retirados dos coletivos, a Polícia Militar tentou achar espaço para a saída das ambulâncias e controlar o trânsito dos demais veículos. O auge do congestionamento foi das 17h30min às 18h. Duas das quatro pistas da ponte ficaram interditadas por uma hora e meia.
A última ocorrência que chegou perto do caos de ontem foi no começo deste ano, quando um caminhão betoneira com problemas mecânicos, parou o fluxo sobre a Ponte Pedro Ivo Campos, sentido Continente – Ilha. A falta de combustível paralisou o veículo deixou o carro parado por mais de 5 horas, formando filas nas principais rotas de acesso à Capital.

Escoamento foi dificultado

O subcomandante da Guarda Municipal de Florianópolis, Alex Silveira explica que a falta de previsibilidade do fato, o horário, a quantidade de vítimas e socorristas envolvidos e o local do acidente dificultou o escoamento do trânsito. Além disso, a prioridade foi o resgate das vítimas, o que trancou ainda o tráfego com a entrada e saída de ambulâncias.
– Se fosse em uma via arterial, daríamos um jeito de contornar, mas foi justamente no destino final dos motoristas. Em 10 anos de Guarda Municipal, nunca havia visto um acidente deste tamanho acontecer em cima da ponte.
A PM garante que o comportamento de motoristas “curiosos” contribui com a lentidão, em casos de acidente. No acidente se envolveram três ônibus das empresas Catarinense, Estrela e a terceira não foi confirmada a qual empresa pertence. A reportagem tentou contato com as empresas, mas localizou os representantes.

“De repente o ônibus freou e senti uma batida”, diz vítima

Janete dos Santos, 44 anos, tinha acabado de sair de uma cirurgia no dentista e estava indo para casa, no ônibus da empresa Estrela que leva até o bairro Potecas, em São José.
– Eu estava na frente e de repente o ônibus freou e eu senti uma batida atrás. Foi um susto – disse ela, que foi levada ao Hospital Governador Celso Ramos (HCR), em Florianópolis, onde seis das 21 vítimas acudidas. Janete sofreu um corte na boca e ficou com um inchaço na cabeça, consequência do impacto da colisão. Entre as vítimas conduzidas ao HCR também estava Eliziane Staroski, 19 anos. Ela voltava para casa quando o veículo parou bruscamente na Ponte Colombo Salles:
– Eu cheguei a cair no corredor. O moço do meu lado bateu a cabeça no vidro da janela, que quebrou. Foi horrível – lembrou.
A irmã Elaine só ficou tranquila ao vê-la já no hospital.
Aos poucos, os pacientes iam sendo liberados, após exames e orientações médicas. Dos mais graves levados ao Hospital Governador Celso Ramos estava um senhor de 86 anos que teria fraturado a perna. A identidade dele não foi revelada pela Secretaria de Saúde e, até o fechamento desta edição, ele não havia sido liberado.

“O que ocorreu não tem precedentes”, afirma PM

O tenente-coronel Araújo Gomes, comandante do 4o Batalhão da PM da Capital, afirma que nos últimos anos não houve ocorrência de proporções semelhantes ao que ocorreu ontem, nas pontes de acesso a Florianópolis.
– Considerando o número de vítimas envolvidas, não tivemos nada parecido na região. Em meus anos de serviço, lembro somente de um acidente com tantos feridos, na SC-401.
Ele garante que por ter ocorrido em local e horário de fluxo intenso, as alterações realizadas pela PM no trânsito dos arredores evitaram uma situação ainda mais caótica.
– Foi necessário atuar com cerca de 20 policiais em motocicletas apoiando o fluxo de veículos e alguns semáforos tiveram os tempos alterados.
Considerando bombeiros, enfermeiros, médicos e policiais, 50 pessoas ajudaram no resgate das vítimas e organização do trânsito na Colombo Salles, que teve duas das quatro faixas bloqueadas por pouco mais de 40 minutos, de acordo com o tenente-coronel. Quatro dos veículos envolvidos foram retirados do local rapidamente. Apenas um dos ônibus, que foi o mais atingido, permaneceu por mais tempo no local devido a problemas mecânicos.
Fonte: Diário Catarinense

Jornada tributária e arrecadação

Enquanto a Receita Federal admite que o crescimento real (descontada a inflação) da arrecadação da União este ano ficará abaixo de 1%, Santa Catarina está numa situação bem melhor. De janeiro a setembro, a Fazenda do Estado conseguiu aumentar a arrecadação em 12,5%, o que significa 6% de expansão real.
O Estado conseguiu o maior crescimento do Brasil porque a economia local cresceu numa média de 3% este ano (segundo dados do Banco Central), enquanto o país, em função do pibinho pouco acima de zero, registrou alta da receita nesse mesmo patamar.
Outro diferencial de Santa Catarina é a força fiscalizadora. Cerca de três pontos percentuais da alta conquistada são o resultado de operações dos fiscais.
Orgulhoso do trabalho da equipe, o secretário da Fazenda, Antonio Gavazzoni, participa hoje da 1a Jornada Tributária do Fisco Catarinense, que reúne cerca de 400 auditores fiscais, em Florianópolis.
Para este ano, a Fazenda projetou cem operações de fiscalização e já realizou 82. Uma das últimas, a Inadimplência Zero, recuperou R$ 53 milhões para os cofres de Santa Catarina. Entre os temas da Jornada estão a eficiência administrativa e a simplificação fiscal.

Catarinense: 51 novos ônibus

A Auto Viação Catarinense, empresa de transporte interestadual e intermunicipal de SC controlada pelo Grupo JCA, acaba de receber um dos maiores investimentos da sua história. O JCA comprou 73 novos ônibus, dos quais 51 – os mais modernos do país, de dois andares – são para a Catarinense. O valor total somou R$ 70 milhões, sendo mais de R$ 50 milhões dos veículos para SC. Na foto, um dos novos ônibus da Catarinense, apresentado pelo diretor da JCA, Carlos Antunes.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense

Sem saída

O acidente entre dois ônibus e um carro, por volta das 15h ontem na ponte Colombo Salles, simplesmente parou Florianópolis. Por conta da operação de resgate, foram se formando congestionamentos em todos os sentidos, afinal a única ponte de saída da Ilha para o continente estava fechada. Lá pelas 17h ninguém ia nem pra frente nem pra trás no norte, nem no sul e nem no Centro. E olha que nem foi um acidente grave, apesar de inúmeros feridos. Uma pequena amostra sobre o iminente risco de colapso em caso de emergência.

Enquanto isso…

A Associação Catarinense dos Engenheiros deve entregar hoje cópia do projeto que a entidade elaborou ao Ministério Público para manter a Hercílio Luz segura. Paulo Meller, do Deinfra, desconhece a sugestão da ACE e garante o projeto original da obra.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense

Lombadas e lambadas

A exposição dos motoristas ao sol é ainda mais penosa por causa das lombadas, essa “corcova” que transforma o trânsito em tartaruga, no Centro ou no caminho das praias. Tenho um amigo inglês que é excêntrico o suficiente para enfrentar um verdadeiro “Rally da Lombada”, tudo por uma cachacinha do Ribeirão da Ilha. O homem troca, com satisfação, um Johnnie Walker 12 anos por um “brandy” nativo, como se este fosse a quintessência dos néctares.
Apresentado às nossas lombadas, o inglês associou esse nome àquela dança quase erótica que tanto sucesso fez no passado, a lambada – quadris de dançarinos unidos e “rebolantes”. Tive que explicar: nada a ver. A dança era a “lambada”. O obstáculo é a “lombada”, corcova de camelo erguida bem no meio da rua. Uma cilada contra o motorista. Um atentado à civilização. Infelizmente necessária, num país que ignora olimpicamente as leis do trânsito. O problema é que elas aparecem de repente no meio da rua, a tinta amarela de advertência já desbotada. Quando o desavisado motorista as vê, o brutal solavanco é inevitável – coisa de “quinto mundo”.
Esse tipo de obstáculo existiu na Inglaterra atacada por Adolf Hitler. As lombadas existiam dentro de quartéis militares ou na esquina do “War Cabinet”, em Westminster, onde Churchill queimava pestanas e charutos, pensando em como deter o cabo austríaco. Lombadas também ponteavam as estradinhas da Normandia no momento do desembarque aliado – 6 de junho de 1944. O que o inglês não entende é por que morrem tantos brasileiros nesta guerra do trânsito, apesar das “lombadas”. Não imagina que cada motorista dirige o seu “tanque de guerra” como se fosse um sargento da Panzer Divizionen”, cumprindo a ordem de “atropelar o que lhe apareça pela frente”.
Em tempos de paz, e segundo um debochado eufemismo ilhéu, lombadas são apenas “suaves redutores de velocidade em vias rápidas”, emboscadas que atendem pelo sugestivo apelido de “quebra-molas”. Eufemismo, aliás, é coisa bem brasileira, espécie de caridoso apelido que o Brasil empresta à sua dura realidade.
Fonte: Sérgio da Costa Ramos/ Diário Catarinense

Morro dos Cavalos

Um acidente no km 232 da BR-101, em Palhoça, deixou a rodovia no trecho do Morro dos Cavalos parada ontem. As duas pistas foram bloqueadas pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) após um caminhão, com placas de Sombrio, colidir contra uma motocicleta, com placa de São José, e pegar fogo por volta das 18h45min. O motociclista João Pedro da Silva, 62 anos, morreu no local e o motorista do caminhão não se feriu. O trânsito foi liberado às 20h30min com sete quilômetros de fila para Florianópolis e cinco para Paulo Lopes.

Interdição na BR-470

Nesta quinta-feira o trânsito será interditado no km 51 da BR-470, próximo ao Viaduto da Via Expressa, no bairro Fortaleza, em Blumenau. O bloqueio vai ocorrer das 13h30min às 14h e é necessário para detonação de rochas, que faz parte das obras de duplicação.

Radares em semáforos

Um parecer aprovado pelo Conselho Estadual de Trânsito (Cetran) afirma que a lei municipal que permite a instalação de radares apenas em semáforos com temporizador deveria ser cumprida pela prefeitura de Itajaí. A Coordenadoria de Trânsito de Itajaí (Codetran) informa que o parecer é meramente consultivo e que não deve mudar a posição da prefeitura a respeito. Ou seja: pelo menos por enquanto, as sinaleiras seguem multando independente de marcarem o tempo ou não.
Fonte: Trânsito 24h/ DC

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