Chapecó, 23.10.14 – Um dos temas mais esperados dos eventos paralelos é recadastramento do Registro Nacional do Transportador Rodoviário de Carga (RNTRC) que deve começar nos próximos meses e terá importantes alterações no atual Registro. A apresentação será feita por representantes da Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Uma das mudanças é que o RNTRC será uma forma de os governos saberem quem fabrica, quem vende e quem compra e quais impostos foram arrecadados, observa o presidente da Fetrancesc, Pedro Lopes. Também será explicado a responsabilidade do pagamento de seguro no transporte.
Também será explicado a responsabilidade do pagamento de seguro no transporte.
O governo precisar reconhecer o transporte como exportador
O presidente da Associação Brasileira de Transportadores Internacionais (ABTI), Francisco Cardoso, na oportunidade, palestrou sobre dois temas, e o primeiro foi “Transportador também é Exportador”, na qual apresentou a problemática de que a atividade ainda não é reconhecida como exportadora de serviço. “Atuamos dentro da legislação e dos acordos, e mesmo atendendo a uma série de exigências fiscais, ainda falta, pela parte do Governo Federal, esse reconhecimento”, explicou.
Conforme o palestrante, a falta do reconhecimento da atividade, no formato que hoje é exigida pela classe, implica na oneração do cliente. “Quando compramos produtos e insumos, eles são todos tributados, e quando formamos a nossa tarifa, acabamos onerando o nosso cliente que é uma empresa brasileira que precisa exportar”, enfatizou. Segundo ele, a ABTI busca agilizar esse processo com o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio facilitando o acesso ao Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários para as Empresas Exportadoras (Reintegra), o que tornaria a tarifa mais competitiva.
Cardoso também falou sobre “Soluções para o Transportador”. Atualmente a ABTI conta com um corpo de executivos especializados em transporte rodoviário internacional de cargas, que busca oferecer a solução para atender as demandas que a classe apresenta, com a finalidade de proteger a atividade e a empresa brasileira. “Hoje as principais demandas são a questão do reconhecimento da atividade, e aumento da produtividade através da redução do tempo de permanência em fronteira, criando a janela única (ou guichê único para entrega de documentos) que une todos os serviços em um único recinto”, destacou.
CONTROLE
O gerente nacional de vendas da OnixSat, Leonardo Andreetta, apresentou uma alternativa para controle de jornada que vem atrelado ao rastreador. “A vantagem é que esse mecanismo já vem junto com o rastreador, não precisa comprar o controle de jornada. Assim é possível ganhar agilidade, tempo, pode-se gerar relatórios online da sua operação diária, sem precisar esperar o motorista voltar para ler o diário de bordo dele”, pontuou. Ele também explica que com essa ferramenta o cliente gera informações e relatórios, através dos quais, ele consegue acompanhar o dia a dia da operação monitorando o tempo de direção, descanso, pernoite e tempo de espera dos condutores. “Ele não monitora apenas os caminhões, mas consegue acompanhar também as informações dos motoristas”, finalizou.
Foto – O presidente da Fetrancesc Pedro Lopes e o presidente da ABTI, Francisco Cardoso.
Fonte e fotos: Marcos A. Bedin/ MB Comunicação