Florianópolis, 21.10.14 – Abre hoje no parque Efapi, em Chapecó, a 4ª edição da Feira Internacional de Logística, Transporte e Comércio Exterior, a Logistique 2014, que expõe 90 marcas. São esperados 15 mil visitantes e negócios da ordem de R$ 140 milhões.
Duplicação da BR-282 já
A atenção maior de políticos ao projeto da Ferrovia do Frango nos últimos dias, com a assinatura do contrato para a realização do projeto, causou apreensão entre as lideranças empresariais do Estado. Isto porque a obra mais urgente para o desenvolvimento do Oeste, Meio-Oeste e Serra catarinense é a duplicação da BR-282, que liga o Estado de Leste a Oeste. Entidades como a Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), a Federação das Associações Empresariais de SC (Facisc) e a Associação Empresarial de Chapecó (Acic) cobram investimentos na duplicação da rodovia. – A ferrovia, entre o projeto e a execução, é uma obra para 10 anos ou mais. O Oeste catarinense não pode aguardar tudo isso. A BR-282 precisa de duplicação já – alertou ontem o presidente da Federação das Indústrias do Estado (Fiesc), Glauco José Côrte. No evento de assinatura do contrato da ferrovia, semana passada, Glauco Côrte disse que encontrou empresários aflitos em função da falta de expectativas de melhoria da logística. Eles acham que vai haver uma migração de empresas para outras regiões do país em função da oferta insuficiente de milho. Conforme o presidente da Fiesc, é importante a outra “perna” da ferrovia, ou seja, a ligação Norte-Sul, para trazer o milho do Centro-Oeste do Brasil para o Oeste do Estado. A Federação das Associações Empresariais do Estado (Facisc), presidida por Ernesto Reck, cobra há tempos a duplicação da 282. Até agora, somente alguns trechos estão recebendo obras. Falta um projeto total para duplicar a via, com atenção a obras de arte. O ideal seria que as pontes e viadutos tivessem atenção especial.
A falta da duplicação na rodovia que liga o Oeste às demais, dando acesso ao Litoral, especialmente aos portos, atrasa toda a economia de boa parte do Estado. E a insegurança prejudica o turismo no interior.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
“Só no Brasil”
A construção do novo terminal de passageiros do aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis, ganhou destaque na última edição da revista Exame, sob o título “Tragédia no aeroporto”. Pelo menos quanto ao atraso. Destaca que o projeto é de 2004, que as obras começaram em dezembro de 2012 e que até agora só 7% foram executados.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense
Ponte segura
O Deinfra pretende concluir até o final do ano o laudo técnico sobre as reais condições das pontes Pedro Ivo e Colombo Salles. Por enquanto, começa hoje a limpeza de parte da estrutura. O trabalho estava previsto para setembro, mas a mais recente onda de atentados fez com que a PM solicitasse o adiamento para garantir a segurança das operações, que serão sempre de madrugada.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense
Ponte de Laguna tem iluminação em aberto
Com 90% das obras concluídas, a Ponte Anita Garibaldi, em Laguna, mostra sinais da evolução. Enquanto as etapas estruturais estão adiantadas, a iluminação ainda será licitada. Como esse sistema não consta no contrato com o consórcio responsável pela obra, o DNIT prevê a ponte fique pronta e iluminada até maio de 2015, prazo final para o trabalho.
O serviço de instalação da iluminação será licitado no próximo mês. Já o fornecimento de energia elétrica está sendo debatido: se ocorrerá com utilização da rede pública de Laguna ou por meio de sistema de geração independente.
Segundo o engenheiro Maury Maiconi Morales, da Construbase, empresa do Consórcio Ponte de Laguna, em 15 dias devem ficar prontos os dois mastros que dão suporte para os 52 estais (cabos de aços) do vão central. Já a colocação dos estais, que compõem o trecho estaiado, devem ficar prontos ainda em dezembro deste ano.
– O mais complicado é o estaiamento. A cada parte colocada, é analisado como a estrutura reage antes de seguir o trabalho – explica.
O supervisor do DNIT na região, Avanir de Sá, estima que a parte asfáltica deve ser iniciada já no próximo mês.
Tráfego parcial no Túnel do Formigão é analisado
Também estão adiantadas as obras no túnel do Morro do Formigão, em Tubarão. Mas o conjunto de obras que dará fluxo ao trecho sul da BR-101 deve ficar concluído só no fim de 2015. Enquanto isso, o DNIT avalia a possiblidade de liberar parcialmente o fluxo no túnel até o fim do ano.
O prazo de conclusão das obras no túnel é até março de 2015, com toda a infraestrutura de monitoramento da central já instalada. A ligação da pavimentação com a BR-101 depende de licitação para obras complementares. Segundo o DNIT, o processo está agendado para a primeira quinzena de novembro e engloba obras como duplicação de trechos, passarelas, alargamento de pontes, vias laterais e passagem inferior. A previsão para a pavimentação que unirá o túnel à BR é até o fim do ano.
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense
Paciência
Só tem uma maneira de passar por Laguna, nos trajetos Sul ou Norte, e não enfrentar engarrafamentos, com sorte. É só pegar a BR-101 depois da meia-noite. Nas sextas ou domingos à tarde, a tranqueira é de, no mínimo, 40 minutos nos dois sentidos.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense
Manutenção das pontes
O Deinfra fará manutenção nas pontes Colombo Salles e Pedro Ivo, em Florianópolis, de hoje a quinta-feira e nos dias 28 e 29, entre 23h30min e 5h30min. O trabalho iniciará com a interdição da faixa da direita (sentido Ilha-Continente) da Colombo Salles, avançando para as faixas seguintes. Em seguida, o serviço será na Pedro Ivo.
Daniel Conzi, BD 9/11/2013
BR-101
Hoje à noite será realizada a segunda etapa de instalação de uma passarela para pedestres no km 207 da BR-101, em São José. O trânsito será interditado em uma das faixas na pista sentido norte, das 22h à 0h30min. Para amanhã está agendada a terceira etapa, com bloqueio total da rodovia da 0h às 3h. Haverá desvio apenas pela marginal no sentido sul.
Norte
Continuam nesta semana as obras em Araquari, com bloqueio de uma faixa no sentido norte. Durante a noite serão realizadas obras entre as cidades de Navegantes e Itapema, com trânsito em meia pista nos dois sentidos. Em Itajaí, a instalação de uma passarela no km 118 interdita os acostamentos diariamente.
Meio-oeste
A primeira etapa de construção do acesso Adolfo Zigelli, em Joaçaba, está em fase final. As equipes se concentram na construção de ciclovias e calçadas. Segundo a prefeitura, a expectativa é que nas próximas semanas se inicie a etapa final de pavimentação. Já os trabalhos nas segunda e terceira etapas seguem com movimentação de terras e implantação de drenagem pluvial e sistema de esgoto.
A situação só tende a piorar a partir de meados de novembro por causa das altas temperaturas e pela procura pelas praias. As obras da ponte Anita Garibaldi estão aceleradas, mas não ficarão prontas até o fim do ano.
Fonte: Trânsito 24h/ DC
O papel de cada um
Amarca histórica de um milhão de motos em circulação em Santa Catarina, atingida no mês de setembro, serve de mote para uma séria discussão sobre mobilidade urbana e o papel de cada um no processo de garantir mais civilidade e segurança nas nossas rodovias. Atribuído por especialistas à ineficiência do transporte público brasileiro, à facilidade do crédito e à melhoria do poder econômico dos consumidores, o expressivo aumento de motociclistas nas ruas, especialmente nas maiores cidades, reflete uma realidade que deve ser tratada com 100% de responsabilidade e zero de preconceito. Tratar motociclistas como vilões das tragédias cotidianas do trânsito, como seguidamente percebemos em discursos mais exaltados aqui e acolá, só reforça a estigmatização retrógrada e dificulta o avanço da discussão sobre políticas públicas adequadas.
A partir da constatação de que temos uma moto para cada 6,6 habitantes, a sexta maior taxa do Brasil e a maior do Sul, a prioridade número um deve ser a redução das estatísticas que envolvem os que optam pelo transporte individual. Estudo da Polícia Rodoviária Federal que abrange 2013 e o primeiro semestre de 2014 mostra dados alarmantes: nos 18 meses, 185 motociclistas morreram nas rodovias federais que cortam o território catarinense, uma média de 10 óbitos por mês, sendo que 40% dessas vítimas tinham entre 26 e 35 anos. E mais: 42% dos feridos graves nas mesmas estradas foram consequência de acidentes com motos.
É revelador e desafiador constatar que em 10 anos o número de motos tenha subido 185% em Santa Catarina, curva ascendente que não dá sinais de retração. Esse panorama remete à necessidade de um engajamento coletivo que garanta, independentemente da manutenção ou não dessa tendência de comportamento, a redução dos acidentes e das graves consequências para os envolvidos. É uma questão que passam fundamentalmente por informação e consciência de todos – motociclistas, motoristas de veículos de passeio e condutores do transporte coletivo. Há que se ter respeito, e isso salva vidas. Sem falar no urgente debate sobre os cursos de formação a futuros portadores de carteira de habilitação, que saem das autoescolas diretamente para as ruas sem nem ao menos ter enfrentado o trânsito, e na fiscalização dos agentes públicos. Cada um tem seu papel.
Fonte: Editorial DC
Mobilidade Ciclística*
Segundo o Código Brasileiro de Trânsito (CBT) em vigor desde 1997, bicicletas são consideradas veículos com direito de circular pelas ruas e têm prioridade sobre os automotores. Os órgãos de trânsito têm obrigação de garantir a segurança de ciclistas.
Em consulta ao Departamento de Trânsito (Detran) de Santa Catarina, entre 2007 e 2011 foram registradas 6.022.940 infrações. Destas, nenhuma é referente a motoristas de carros que não respeitaram ciclistas.
Se fôssemos avaliar as condições do ciclista nas ruas de Santa Catarina pelas infrações registradas, chegaríamos à conclusão de que é seguro andar de bicicleta aqui e que veículos motorizados respeitam sempre a prioridade da bicicleta. Certo?
Bem, quem utiliza a bicicleta como meio de transporte discordará e certamente terá inúmeros casos para contar de descaso, impaciência ou imprudência do motorista em relação ao ciclista.
O site Vá de bike cita razões para andar de bicicleta, como: economia de dinheiro, não polui o ar, saúde e vida mais longa. Muitos países já entenderam essa mensagem, mas é uma cultura que tem que ser absorvida pela população e reforçada pelos órgãos de trânsito. Como então alcançar isso?
A resposta é simples: começa pela escolha de seu candidato. Está em circulação uma Carta Compromisso com a Mobilidade Ciclística, em que a população, liderada por ciclistas brasileiros, dirige-se aos candidatos à Presidência da República dessas eleições para apresentar propostas de inclusão da mobilidade ciclística nas políticas públicas.
Para participar do abaixo-assinado, registre-se no site www.change.org. O mais importante é que a população, vivendo em um país democrático, possui todos os recursos necessários para exigir de seus governantes a direção que deseja tomar. Quem utiliza a bicicleta como transporte tem histórias de descaso e imprudência.
* Júlia Gonçalves Portsmouth – Jornalista (moradora de Florianópolis)
Fonte: Diário Catarinense