Disciplina para não gastar mais do que se ganha e ainda poupar para o futuro, ensina especialista no Progrid da Transpocred sobre Finanças Pessoais

Disciplina para não gastar mais do que se ganha e ainda poupar para o futuro, ensina especialista no Progrid da Transpocred sobre Finanças Pessoais

Florianópolis, 15.10.14 – Nunca se falou tanto em economizar e ou guardar dinheiro para quando a aposentaria chegar e poder curtir a vida com tranquilidade. Mas uma boa parcela da população alega que não ganha o suficiente para pagar suas contas e ainda, se endivida.Para o especialista em administrar o dinheiro do orçamento doméstico ou de empresas, professor Sérgio Cadore, é sim possível sobrar uma parte do salário ou dos rendimentos mensais. Ele tem algumas frases para ilustrar os caminhos da poupança para o futuro como “Basta disciplina e disciplina se aprende com a prática ou cuide do seu dinheiro agora, para que ele cuide de você depois”.
Ele falou sobre Finanças Pessoais no Programa de Integração e Desenvolvimento de Cooperados e da Comunidade com o eixo: Educação Financeira (Progrid) aos cooperados da Posto de Atendimento de Florianópolis da Cooperativa de Economia e Crédito Mútuo dos Empresários do Transporte de Santa Catarina (Transpocred), na noite de terça-feira, no auditório da Fetrancesc, na Capital.Durante quase duas horas enfatizou quais são os principais erros cometidos pelas pessoas e pelas famílias, as consequências e destacou que algumas medidas são possíveis sim ter tranquilidade não importa qual o rendimento mensal.
Dinheiro na mão é vendaval, que é música de Paulinho da Viola que foi tema de novela com o mesmo nome, é uma frase que explica bem o que acontece com o dinheiro de quem não faz um controle ou os chamados orçamentos domésticos e segui-los à risca. Na maioria das vezes, explica o professor Cadore, a pessoa perde o controle, recorre a empréstimos ou cheque especial ou os cartões, fazendo dividas e mais dívidas com juros elevadíssimos.
Depois de gastar mais do que ganha, começam os problemas. Cadore disse que a desorganização orçamentária familiar e ou pessoal traz distúrbios de saúde como estresse, insônia, irritabilidade, atrapalha as relações entre casais, nas famílias e nas interpessoais e até no trabalho com desatenção e baixa produtividade.Nunca use créditos consignados, vale, compras em farmácias que são sumidouros do salário. Poupe férias e 13º salário. “A qualidade de vida está intimamente relacionada com a capacidade de controle da vida financeira. A qualidade de vida depende em grande parte das suas decisões financeiras”, garante o professor.
Para Cadore, rico não é quem ganha muito, mas quem gasta pouco. Ele disse a independência financeira é possível para quem gasta menos do que ganha, poupa, evita dívidas, investe corretamente e educa-se financeiramente.Como fazer isso: primeiro de tudo fazer o orçamento doméstico. Colocar o que ganha e quais as despesas que tem no mês, incluindo as previsões para pagamentos anuais de IPVA, IPTU e outros. Caso o seu salário seja menor que os gastos, trate de fazer ajustes para equilibrar e poder ter uma sobra.
Algumas dicas: faça uma lista para ir ao supermercado e compre somente o que precisa, nada além disso, procure as promoções e os produtos da estação. Isso, segundo Cadore é possível cortar entre 15 e 20% dos gastos com alimentação. Outra medida, economize na gasolina, andar a pé, usar a bicicleta ou de ônibus, não compre em liquidações se não precisar do produto. Caso tenha passado o teto, procure a Transpocred e faça um empréstimo e pague a dívida, mas sem continuar gastando. Quando estiver com disciplina, ao receber o seu salário, antes de qualquer gasto, faça uma aplicação ou poupança programada de R$ 50,00 ou R$ 100,00, na Transpocred e pague todas as contas do mês, não importa a data de vencimento. Isso será a sua garantia para o futuro ou até mesmo para qualquer imprevisto.
Fonte: JP/Imprensa Fetrancesc.
Fotos: juraci Perboni/imprensa Fetrancesc

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