Governos precisam resolver a lentidão nas aduanas e a imobilidade urbana, concluem representantes do transporte na Assembleia da CIT

Governos precisam resolver a lentidão nas aduanas e a imobilidade urbana, concluem representantes do transporte na Assembleia da CIT

Montevidéu (UY), 9.10.14 – Um dos temas que mais mereceu atenção e debates na XXII Assembleia Ordinária da Câmara Interamericana do Transporte (CIT), que começou segunda-feira e encerrou ontem, em Montevidéu, no Uruguai, foram os prejuízos enfrentados pelas empresas de transporte rodoviário de carga com os atrasos e a burocracia nas passagens pelas aduanas. Um dos avanços do encontro para corrigir essa deficiência foi a negociação entre Brasil e Uruguai para facilitar os despachos nas alfândegas, disse o presidente da Federação das Empresas de Transporte de carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, que coordenou o capítulo Brasil, no evento.
A mobilidade também teve destaque na Assembleia. Segundo Lopes, todos os países que integram a CIT, com exceção de alguns que só tratam do transporte rodoviário de carga, enfrentam sérios problemas de trânsito e de transporte. Segundo os representantes dos países os governos nos três níveis devem priorizar os corredores para o transporte de passageiros tanto nas urbanas e rodovias movimentadas, incluindo os veículos do transporte escolar e de fretamento. E um corredor apenas não basta. Também é preciso pensar em espaços próprios tanto para circular como para estacionamentos no transporte de carga.
A prioridade deve ser o transporte coletivo de passageiros e o transporte de carga, porque as paradas tanto dos trabalhadores como das mercadorias representam elevados custos. A reclamação dos líderes empresarias no encontro da CIT é que os governos sejam municipais, estaduais ou federais, tomam medidas sem ouvir as partes interessadas e muitas vezes, isso só atrapalha.
Outro grande fator para essa paralisação diária nos centros urbanos é o quase nulo investimentos em projetos que sejam realmente a solução. Segundo Lopes, a queixa é que o transporte merece uma infraestrutura adequada por ser vital para qualquer sociedade. O presidente da Fetrancesc afirmou que cada integrante da CIT vai elaborar uma análise da situação do seu país que deverá ser apresentada, em maio, no Equador.
A Assembleia aconteceu na sede da Associação Latino-americana de Integração (Aladi), sala Cisneros, em Montevidéu, no Uruguai.A Aladi é o maior grupo latino-americano de integração formado por treze países-membros: Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Cuba, Equador, México, Panamá, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela com o intuito de promover a criação de uma área de preferências econômicas, resultando em maior intercâmbio comercial e tecnológico na região latino-americana.
Fonte: JP/imprensa Fetrancesc
Foto: divulgação CIT

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