Florianópolis, 15.9.14 – Uma via que poderia permitir o tráfego de pelo menos 10 mil pessoas por dia entre a Ilha de Santa Catarina e o Continente está pronta, mas sem uso. Em vez de asfalto, o trajeto é formado pelas águas das baías Norte e Sul. Esta é a situação do sistema de transporte marítimo de passageiros de quatro municípios da Grande Florianópolis: após quatro anos de anúncios, promessas e projetos com orçamentos distintos, nada é realidade.
Sob responsabilidade do Departamento de Transportes e Terminais (Deter) do Estado, o projeto está na fase inicial para obter licença dos órgãos federais e ainda não tem a permissão dos municípios. Se na Capital não há previsão, no Norte do Estado a situação está adiantada, com o anúncio do governo sobre o retorno das embarcações de passageiros na Baía de Babitonga, interligando Joinville e São Francisco do Sul.
As primeiras conversas sobre a implantação do sistema na Grande Florianópolis começaram em 2010. Em abril do ano seguinte, com direito a passeio de catamarã, representantes dos quatro municípios, da Assembleia Legislativa e da Câmara da Capital assinaram um protocolo de intenções para viabilizar o novo modal. Três anos depois, o acordo expirou e a Secretaria do Patrimônio da União (SPU) afirma que só recebeu um pedido do Deter, mas com a documentação incompleta.
Para o arquiteto e professor da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), Arnoldo Debatin Neto, o poder público não pode esquecer de interligar o transporte marítimo a outros modais já existentes nas cidades:
– Não pode ser implementado isoladamente. E mais: é preciso ter tempo para adaptação, pois as pessoas não têm experiência nesse tipo de transporte.
Desentendimento entre os órgãos ambientais emperram as licenças
O procurador da República Eduardo Barragan Serôa da Motta abriu um inquérito em 2011 para acompanhar a implementação do transporte marítimo na Grande Florianópolis e sugeriu que órgãos federais de meio ambiente se responsabilizassem pela concessão de licenças.
Sem explicar quais documentos ainda estariam pendentes, o gerente hidroviário do Deter, Nildo Teixeira, evita falar em previsão para o começo do serviço.
– Enviamos o projeto para o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto Chico Mendes, mas ambos responderam que as áreas onde devem ser construídos os trapiches de embarque e desembarque não são de competência federal – explica Teixeira.
Como o transporte será feito apenas entre municípios catarinenses, a Fundação do Meio Ambiente de Santa Catarina (Fatma) é a responsável pelas licenças.
O presidente da fundação, Alexandre Waltrick Rates, revela que a análise do licenciamento deve se estender por mais alguns meses.
– O pedido de licenciamento do Deter para a Fatma foi protocolado dia 17 de julho deste ano. O prazo para análise é de 90 dias, mas ainda pode ser prorrogado caso os técnicos precisem fazer estudos na área. E se precisar de audiência pública, pode durar até um ano – justifica Rates.
Fonte: Hyury Potter/ Diário Catarinense
Departamento deveria ter cumprido a resolução desde 2010, afirma Denatran
Em reportagem na edição de sábado, o Diário Catarinense apontou uma irregularidade no Departamento Estadual de Trânsito de Santa Catarina (Detran) na transferência de veículos de outros Estados que causou prejuízo a consumidores. Por pelo menos três anos, o órgão teria deixado de cumprir a resolução 362 do Conselho Nacional de Trânsito (Contran) que obriga os Detrans a divulgar o número do Certificado de Segurança Veicular (CSV) no campo de informação do documento mesmo após a transferência. O número corresponde à vistoria de veículos recuperados de acidente aprovada pelo Inmetro.
De acordo com o Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), todos os Detrans deveriam estar cumprindo a resolução desde outubro de 2010, quando foi publicada. Até porque este assunto já era tratado com os departamentos desde 2008.
Em casos de denúncia, o Denatran manda um ofício ao órgão solicitando uma justificativa sobre o não cumprimento da resolução.
– O Denatran avalia a justificativa para tomar as medidas – informou o departamento.
A reportagem com a denúncia foi encaminhada ao Denatran e ao Ministério Público Estadual.
O Denatran avaliará a justificativa dada sobre as denúncias para tomar as medidas cabíveis e necessárias ao caso em questão
Nota oficial
Fonte: Shirlei Alves/ Diário Catarinense
Biogás pode suprir demanda em SC
Atualmente, Santa Catarina utiliza 2 milhões de metros cúbicos de gás natural da Bolívia. Se investir em usinas de biogás utilizando dejetos de suínos, de aves e de aterros sanitários, o Estado poderá gerar mais de 3 milhões de metros cúbicos de biogás, o que supriria toda sua demanda de gás natural e geraria excedente, proporcionando mais renda e qualidade de vida no interior. Tanto a SCGás, distribuidora de gás natural, quanto as agroindústrias estão mais animadas com nova tecnologia alemã adotada em planta-piloto inaugurada na última semana em Pomerode: além de evitar a poluição ambiental, ela gera biogás e um fertilizante.
Segundo Antônio Rogério Machado, engenheiro de tecnologia da SCGás, a Alemanha conta com 8 mil unidades de produção de biogás. Lá, agropecuaristas, além de terem plantas que geram energia e gás para suas propriedades, contam com excedente de gás combustível que vendem em postos próprios para clientes das regiões onde vivem. Em SC, por enquanto há falta de projetos e de investidores, mas isso pode mudar com o avanço tecnológico. Conforme Machado, o estudo sobre o potencial do Estado foi feito pela UFSC em 2008, quando SC tinha 6 milhões de cabeças de suínos. Como hoje são cerca de 10 milhões, a geração pode ser bem maior.
Protesto
Cansadas das eternas promessas para duplicação da BR-280, entidades do Norte do Estado organizam um protesto dia 27 deste mês para alertar sobre o atraso das obras. O evento será no viaduto da rodovia sobre a BR-101. O trecho mais perigoso, até São Francisco do Sul não está licitado. A concorrência foi postergada para o dia 29. A iniciativa do protesto é da Associação dos Municípios do Norte (Amunesc) e ganhou a adesão da Acij.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Acidentes
O trânsito de Itajaí registra de 25 a 30 acidentes por dia – uma média de mais de uma colisão por hora. Os números são da Coordenadoria de Trânsito (Codetran) e incluem apenas as batidas em que os envolvidos fazem comunicado formal da ocorrência à polícia ou aos agentes.
Fonte: Trânsito 24h/ DC
Parabéns
Motoristas de Florianópolis estão de parabéns, comportando-se com civilidade nas noites do fim de semana, andando devagar, com responsabilidade, obedecendo às leis e usando táxi. Não houve registro de acidentes graves. E deixemos a polícia para os bandidos.
Pegou
O ciclismo já pode ser considerado o terceiro esporte mais praticado em Floripa, depois do futebol e do surfe. Todas as noites, em todos os lugares, veem-se enormes grupos passeando pela cidade. Grupos que chegam a reunir até cem ciclistas, dando um clima colorido e saudável às nossas ruas e avenidas.
Fonte: Cacau Menezes/ Diário Catarinense
Novo aeroporto – Reforma parada preocupação com rápida defasagem
Se as obras do Aeroporto Internacional Hercílio Luz fossem entregues hoje, em seis anos a nova estrutura já não seria suficiente para atender à demanda de passageiros. É o que afirma a Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc), baseada em um cálculo feito a partir do número de embarques e desembarques em Florianópolis – que tem crescimento médio de 200 mil passageiros por ano. O cenário é ainda pior porque não há data prevista para a conclusão das obras – paradas desde maio, sem previsão para a retomada.
O projeto do novo terminal de passageiros foi apresentado em 2004. De lá para cá a demanda mais que triplicou, aumentou de 1,3 milhão para 4 milhões (acompanhe o crescimento no gráfico ao lado). E colocou o Hercílio Luz no topo do ranking dos aeroportos do país que estão em situação crítica, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Enquanto isso, as obras não deslancharam. A Infraero assinou o contrato para a execução do serviço em dezembro de 2012 – e a previsão era de que no fim deste ano o novo terminal de passageiros ficasse pronto. Só que até agora apenas 7% do trabalho foram feitos. Em maio a estatal abriu processo administrativo para rescindir o contrato com o consórcio formado pelas empresas Espaço Aberto e Construtora Viseu e desde lá as obras estão paradas.
Sem prazos para a retomada
Quatro meses se passaram e a Infraero ainda não decidiu se irá, de fato, romper com o consórcio formado pelas empresas Espaço Aberto e Construtora Viseu. Em reunião com empresariais na semana passada, o presidente da estatal, Gustavo do Vale, respondeu de forma vaga sobre a data: “O mais rápido possível” – e disse que as obras poderiam ser retomadas neste ano.
Via assessoria de imprensa, porém, a informação é que não há prazos determinados. Se a Infraero optar pela rescisão, o consórcio terá cinco dias úteis para se manifestar – e a partir daí cai no limbo da burocracia.
Não há prazo fixado para que a Infraero se manifeste sobre a defesa do consórcio. Se houver a quebra de contrato, a segunda colocada no processo de licitação poderá assumir o serviço. Mas, segundo a estatal, também não há um prazo determinado para que isso aconteça.
A Fiesc enviou um ofício para a presidência da Infraero solicitando informações sobre o desenvolvimento de um plano diretor para o novo aeroporto – que prevê a ampliação da estrutura – e colocando-se à disposição para ajudar na elaboração.
Segundo a estatal, o plano já estaria sendo desenvolvido, mas sem data prevista para ser concluído e apresentado. A Infraero também informou que quando o novo terminal começar a operar, o prédio atual servirá como apoio para atender aos passageiros.
Progresso esbarra em falta de estrutura
Há 11 anos, em 2003, Valdir Walendowsky – hoje presidente da Santur, órgão responsável pela promoção e divulgação do turismo do Estado – participava de um encontro no escritório de uma companhia aérea portuguesa, em Lisboa. Ele fazia parte de uma comitiva do governo que visava a ampliação de voos internacionais em Florianópolis, possível a partir da construção do novo aeroporto Hercílio Luz.
As obras até agora não ficaram prontas e, consequentemente, ainda não há voos diretos de Florianópolis para a Europa. Segundo o presidente da Santur, a abertura dos voos alavancaria em 50% o turismo estrangeiro em Santa Catarina.
– Além da ampliação de voos e de passageiros, nós teríamos a projeção de Florianópolis e do Estado. Consequentemente, só em constar na tabela de voos Lisboa-Florianópolis, outras companhias também se interessariam – diz.
Walendowsky ainda afirma que, se o aeroporto estivesse em condições adequadas à demanda, também seria possível expandir os voos nacionais, o que aumentaria em mais 20% o turismo. Porcentagem idêntica à projetada pela Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), só que para alavancar o comércio. Para o presidente da entidade, Sérgio Alexandre Medeiros, a defasagem do aeroporto dificulta o crescimento econômico do Estado.
Em documento enviado à presidência da Infraero, a Fiesc pontua que as constantes postergações da entrega da obra têm gerado prejuízos para a sociedade e aos cofres públicos – orçada inicialmente em R$ 188 milhões, a construção do novo terminal de passageiros está com preço estimado em R$ 238,9 milhões. A Fiesc solicitou que sejam apuradas as responsabilidades pelos atrasos e que sejam adotadas as medidas legais para o ressarcimento dos danos gerados.
Fonte: Joice Bacelo/ Diário Catarinense (edição de ontem 14/09)
A cracolândia da Via Expressa
Vilhena é um médio município do Estado de Rondônia, a 700 quilômetros da capital Porto Velho. Seu nome é uma homenagem do desbravador Marechal Cândido Rondon ao engenheiro Álvaro Coutinho de Melo Vilhena, pioneiro nos serviços telegráficos. A cidade tem cerca de 80 mil habitantes e fica no Eldorado Amazônico.
A ousadia empresarial, o dinamismo e o caráter visionário do catarinense Luciano Hang começam a dinamizar as atividades comerciais da cidade com a instalação de mais uma megaloja da Havan. Fica situada às margens da BR-364, cujas ltaterais exibem um verdadeiro jardim coberto de grama, limpo e sem sequer uma folha de papel ou um saco plástico.
Os cuidados da prefeitura de Vilhena com o meio ambiente, a limpeza, o embelezamento da cidade impactaram Luciano Hang.
Chocado ficou – e continua – quando veio a Florianópolis para inspecionar suas lojas. Na Via Expressa, sofás velhos e abandonados, ocupados por viciad
s em crack fumando de forma escancarada para tristeza e decepção das milhares de pessoas que por ali transitam. Um cenário degradante que deprime ainda mais por causa do lixo acumulado, restos de material de construção, papel velho etc.
–Isto é um absurdo – desabafou ontem, triste com o que viu na chegada à Ilha de Santa Catarina. Se as autoridades não tomarem providência, teremos em breve na região uma verdadeira cracolândia.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de ontem 14/09)
Ponte
A Ponte do Trabalhador, em Guaramirim, pode ficar pronta em breve. A passagem estava interditada por conta das últimas enchentes que atingiram o Estado em junho. Nesta semana, os operários concluíram o aterro das cabeceiras da ponte e começaram a montar estrutura de ferro da pista para iniciar a concretagem. A obra, com valor estimando em R$ 380 mil, é realizada com recurso da Secretaria da Defesa Civil e a Secretaria de Desenvolvimento Regional de Jaraguá do Sul.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (edição de sábado 13/09)
A força de SC no setor náutico
Com estaleiros de empreendedores locais e estrangeiros, Santa Catarina se projeta como um dos principais polos fabricantes de embarcações de lazer no Brasil e na América Latina. Empresas do Estado apresentarão seus últimos modelos no São Paulo Boat Show, o maior salão náutico indoor da América Latina, de 25 a 30 deste mês. Estarão na vitrine barcos da Schaefer Yachts, Fibrafort, Azimut, FS Yachts, Sessa Marine e Brunswick. Apesar das restrições ambientais para a construção de marinas, as vendas continuam em alta, especialmente para os novos ricos e para a classe média. A chegada do calor anima os fabricantes. A Schaefer, com estaleiros na Grande Florianópolis, vai destacar a Phantom 620, embarcação de luxo que tem três camarotes, quatro banheiros e outros itens. O Fibrafort, de Itajaí, vai expor a lancha Focker 305, com mais de nove metros de comprimento e capacidade para até 10 pessoas em passeios diurnos. Como o brasileiro gosta de pagar a prazo, há mais condições para financiamento.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de sábado 13/09)
