Florianópolis, 10.4. 14 – O presidente da Federação das Empresas de Transporte de Carga e Logística de Santa Catarina (Fetrancesc), Pedro Lopes, questiona a forma usada pela Defesa Civil, Bombeiros Militares, Polícias Rodoviária Federal, Militar Ambiental e Especializada, Fatma, Ibama, Vigilâncias Sanitárias do Estado e de Biguaçu, e Conselho Regional de Química usaram, ontem na BR-101, em Biguaçu, para monitorar o transporte de produtos perigosos, a de fiscalizar e multar os veículos.
Para ele, o transporte de produtos perigosos não pode ficar restrito à fiscalização. “Lamento que os órgãos que fizeram essa fiscalização tenham escolhido o caminhão para chamar a atenção ao problema. Por que não pensaram em uma campanha de orientação sobre produtos perigosos. Preferem multar, na sanha arrecadatória. Quanto às rodovias e seus gargalos, estudo e soluções, todos nós sabemos como estão, lembrou Lopes.
E perguntou, “quando será que a vigilância sanitária fará uma fiscalização quanto à qualidade da alimentação servida aos motoristas na beira da estrada, na manipulação dos alimentos, das instalações sanitárias e outros itens? Por que só o caminhão é o alvo?”
Segundo dados da Defesa Civil de Santa Catarina, que coordenado o grupo de fiscalização, em sete horas de serviço, “200 veículos foram fiscalizados. Destes, 152 apresentaram irregularidades. No entanto, 52 foram autuados. Os demais terão que se adequar. A Vigilância Sanitária lacrou cinco, que transportavam cargas de forma irregular. Um armazenava produtos alimentícios e inseticidas no mesmo espaço. A falta documentos e de identificação adequada da carga foram os fatores mais comuns.”
Lopes disse que a fiscalização é importante, pois devem ser cumpridas as normas e autuado quem descumpre a lei. E quando o veículo com produto perigoso estaciona ao lado de um que transporta alimentos, quem se preocupa com isso? A estrutura de parada nas rodovias dos veículos com produtos tóxicos é também responsabilidade do estado.
Essa preocupação com o transporte existe na Fetrancesc que já apresentou um projeto de Centro de Apoio a Produtos Perigosos à Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) justamente para a parada desses veículos com suportes aos motoristas. Inclusive em casos de acidentes para o transbordo. Além disso, e o mais importante, “é evitar que o produto perigoso fique em qualquer lugar, inclusive quando param nos postos de gasolina e o motorista estaciona o veículo para o descanso ao lado de veículos que transportam outras mercadorias inclusive alimentos, afirmou Lopes.
Ele também criticou o fato dessa operação de fiscalização nunca ter repassado o resultado para o Sest Senat que é a instituição responsável pela formação de motoristas que fazem o transporte de produtos perigosos. Para ele, é necessário que esses órgãos, a Fetrancesc e o Sest Senat possam desenvolver uma campanha educativa para todos os envolvidos, incluindo motoristas, autônomos, empresas de transporte e embarcadores. Todos têm a responsabilidade ao despachar um produto perigosos, disse Lopes.
A Defesa Civil adiantou que ao longo do ano serão feitas 33 operações de fiscalização.
Fonte: Imprensa Fetrancesc