Brasília, 10.9.14 – Conforme as previsões do presidente da Infraero, Gustavo do Vale, a construção do novo terminal de passageiros do aeroporto de Florianópolis será retomada, na hipótese mais otimista, em um mês e meio. Se o contrato com a empresa Espaço Aberto for rompido, as máquinas só voltarão a trabalhar no final de novembro. Já as obras de infraestrutura, executadas pelo consórcio Aeroportos Brasil, devem recomeçar em 45 dias.
Os prazos foram apresentados por Vale em reunião, ontem em Brasília, com lideranças políticas e empresariais do Estado.
Comissão vai monitorar andamento das obras
Ficou acertada a criação de uma comissão para monitorar o andamento das obras e participar da discussão do plano diretor do aeroporto. Integram o grupo entidades como a Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (Acif) e a Federação das Indústrias do Estado de Santa Catarina (Fiesc), entre outras.
Suspensas em 5 de agosto, com previsão de 120 dias de paralisação, as obras de infraestrutura devem recomeçar até o final do próximo mês. Após rever os cronogramas, em virtude das chuvas, a Infraero optou por reduzir o período de suspensão dos trabalhos, sem alterar o prazo de entrega. Foi concluída apenas 7% da construção do novo terminal de passageiros. Caso o contrato seja rompido, assumirá a obra o segundo colocado da licitação, o consórcio formado pelas empresas SA Paulista, Isolux e Córsan-Corviam.
“Não é uma decisão fácil”
Presidente da Infraero, Gustavo do Vale, admite a preocupação com a demora das obras no aeroporto Hercílio Luz, em Florianópolis. Ele conversou com o Diário Catarinense após a reunião de ontem, em Brasília, com lideranças do Estado.
Diário Catarinense – O contrato com a empresa Espaço Aberto será rompido?
Gustavo do Vale – A Infraero está preocupada com o atraso, principalmente com o terminal de passageiros, já que a parte de infraestrutura caminha bem. Estamos avaliando todas as questões sobre a Espaço Aberto e a rescisão faz parte da nossa análise. Não há uma decisão tomada.
DC – O processo de rescisão do contrato já foi aberto?
Vale – Formalmente, não. Ainda analisamos a questão no âmbito interno. Se a decisão for tomada, a empresa terá cinco dias para apresentar defesa, sendo que ela pode apresentar uma proposta para retomar a obra ou encontrar outro parceiro.
DC – O que foi feito até o momento?
Vale – É preciso fazer uma série de análises do trabalho da empresa. A Infraero está tomando cuidados para que sejam minimizados os aspectos jurídicos de uma possível rescisão. Não é uma decisão fácil. É traumático rescindir um contrato desse.
DC – E quais os prazos?
Vale – Se chegarmos a um acordo, em 30 a 40 dias a obra será retomada. Se for rescindindo o contrato, vamos chamar o segundo colocado da licitação e a retomada demora 70 dias.
Obras de Navegantes em ritmo lento
A reunião de representantes catarinenses com autoridades da aviação, em Brasília, terminou em clima de frustração. O presidente da Infraero, Gustavo do Vale, disse que a empresa pública não tem previsão para pagar os R$ 110 milhões que ainda faltam no cronograma de desapropriações que fazem parte das obras de ampliação do Aeroporto Ministro Victor Konder, em Navegantes, no Vale do Itajaí. O montante corresponde a 30% da área necessária à ampliação. Outros 70% já foram desapropriados, mas aguardam a transferência de propriedade, da prefeitura de Navegantes para a União. O dinheiro está previsto em plano do governo. O ministro-chefe da Aviação Civil, Moreira Franco, afirmou que os recursos para a obra propriamente dita estão garantidos e que a ampliação faz parte do Programa de Aviação Regional do governo federal. Sugeriu que os prefeitos de Itajaí, Navegantes, Bombinhas, Itapema e Balneário Piçarras, que acompanharam o encontro, procurem o governador Raimundo Colombo (PSD) para discutir os custos previstos para a desapropriação dos terrenos. Moreira Franco prometeu uma viagem a Navegantes assim que a transferência dos terrenos já desapropriados pela prefeitura estiver formalizada, o que ainda deve demorar de 60 a 90 dias O estudo de viabilidade do projeto de ampliação do aeroporto deve ser entregue no fim do mês Fonte: Diário Catarinens
Onde de energia avança
As amplas oportunidades de geração de energia solar no Brasil, a rejeição crescente da população a fontes mais poluentes como térmicas a diesel e a carvão e o avanço das tecnologias no exterior sinalizam um cenário promissor para investimentos em unidades solares, especialmente em residências e empresas. O presidente do Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), Mauro Passos, vê amplo potencial na geração solar. Sempre atento ao que acontece lá fora, ele informa que o setor fotovoltaico (de placas solares) nos Estados Unidos já emprega 143 mil trabalhadores e fatura US$ 15 bilhões (R$ 34 bilhões) por ano. Esses dados foram revelados pelo presidente da associação americana de energia solar, Rhone Resch. Com o leilão específico para energia solar em outubro o Brasil começa a se apresentar como um novo e promissor mercado na América Latina. Os principais players globais do setor estão atentos ao que irá acontecer no leilão observa Passos. Para ele, o Brasil deveria investir mais na produção de placas fotovoltaicas ou atrair companhias de fora que desenvolvam essas tecnologias. Além disso, precisa formar técnicos para fazer as instalações. Coluna Estela Benetti/DC
Pode virar lei
A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei que torna obrigatório o acendimento dos faróis dos veículos durante o dia nas rodovias. Atualmente, o Código de Trânsito Brasileiro (CTB) obriga os condutores a manter as luzes baixas acesas durante a noite e, em túneis, no período diurno. A proposta tramita em caráter conclusivo e será analisada por duas comissões da Câmara.
Fonte: Trânsito 24 horas