Palmitos/ Iraí, 4.9.14 – Vai demorar pelo menos mais 20 dias para carros e veículos leves voltarem a circular na Ponte da Integração, entre Palmitos (SC) e Iraí (RS). A estimativa é do engenheiro Venceslau Adolpho Júnior, da Sociedade Geral de Empreitadas Ltda (Sogel), empresa contratada pelo Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT). A passagem de veículos foi interrompida dia 26 de agosto após engenheiros constatarem fragilidade na estrutura.
Uma vistoria detalhada do DNIT verificou rompimento de dois dos quatro tubulões que sustentam o 120, dos 16 pilares da ponte. Foi formalizado um contrato emergencial com a Sogel para a recuperação da estrutura. Cerca de 25 pessoas já trabalham na ponte. O molde que vai cobrir os tubulões chega amanhã, e sábado cinco mergulhadores de Rio Grande (RS) começam a trabalhar no revestimento.
O engenheiro esclarece que o aumento do nível do rio, a correnteza e a turbidez da água podem atrapalhar os trabalhos, causando atrasos. Além disso os mergulhadores podem encontrar mais problemas na estrutura que está submersa e que não foi identificado na vistoria anterior superior ao nível do rio.
Moradores atravessam os mil metros a pé
Enquanto a passagem não é reaberta os veículos desviam pelas balsas de Mondaí e Itapiranga ou até pela ponte do Goio-Ên, em Chapecó. Outros moradores da região atravessam os mil metros da ponte a pé.
A gestante Daniela Folle, que está com 7,5 meses de gravidez, fez dois quilômetros a pé ontem entre a ida para Iraí e a volta para Palmitos, onde mora. Ela foi de carro até a ponte, fez a travessia a pé e, no lado gaúcho, pegou um táxi até Iraí, para fazer o pré-natal com seu médico. Foram R$ 35 para ir e mais R$ 35 para voltar, só de táxi. Sua amiga Sônia Felchicher foi acompanhá-la. Elas só esperam que até o próximo exame, daqui a 20 dias, a ponte esteja liberada.
Liberação total da ponte está prevista para 2015
Os trabalhos de revestimento na base do pilar da pontes são apenas um paliativo para liberar o tráfego parcial, segundo o engenheiro superintendente do DNIT da região de Cruz Alta, José Augusto Bassani. Posteriormente terão que ser feitos mais blocos de concreto e mais tubulões na base do pilar 12, para a sustentação suficiente ao tráfego pesado. O prazo para a liberação total do tráfego está prevista para o dia 4 de janeiro.
–Vamos tentar concluir ainda em dezembro – projetou o engenheiro da Sogel.
Ele informou ainda que a recuperação, orçada em R$ 7,8 milhões, inclui apenas a estrutura dos pilares 11 e 12, que eram os mais críticos. Posteriormente deverá ser feita a manutenção dos demais pilares. O engenheiro Bassani, do DNIT, disse que periodicamente são feitas vistorias nas pontes para avaliar a necessidade de manutenção.
O fechamento da ponte afeitou estabelecimentos comerciais. O Restaurante Panorâmico, de Iraí, que servia 120 almoços no domingo, serviu 20 refeições no domingo passado. E, durante a semana, quase não está recebendo clientes.
Fonte: Darci Debona/ Diário Catarinense
BMW
A unidade da BMW em Araquari, que vai iniciar a montagem de veículos mês que vem, começou a usar gás natural dia 25 de agosto. Consumirá cerca de 30 mil metros cúbicos mensais nas cabines de pintura, refeitório nas cantinas da fábrica. Segundo a SCGás, a BMW é a 221ª indústria de SC a utilizar o insumo. A BMW tem fábricas no mundo todo. No Brasil, além da planta de automóveis de Araquari, produz motos em Manaus.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Semana Nacional do Trânsito
Cidade para as pessoas: Proteção e Prioridade ao Pedestre, esse será o tema da Semana Nacional do Trânsito deste ano, aprovado pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O evento acontece de 18 a 25 de setembro e tem abrangência nacional. O tema escolhido faz alusão à necessidade de debater sobre a legislação que contempla questões essenciais para a mobilidade urbana sustentável, segura e acessível, priorizando a circulação dos pedestres ao invés da estrutura viária voltada para os automóveis.
Fonte: Trânsito 24h/ DC
Uma revisão que se impõe
O impasse sobre a redistribuição de royalties do petróleo produzido no limite territorial entre Santa Catarina e o Paraná em alto-mar, na plataforma continental brasileira, clama por uma solução imediata. Assunto que é debatido há pelo menos 24 anos, e que está nos tribunais do país há pelo menos 22 anos teve continuidade esta semana com a iniciativa do governo catarinense de retomar a discussão com o propósito de beneficiar o Estado em duas frentes: a financeira, porque os catarinenses receberiam pelo menos R$ 48 milhões já repassados ao Paraná, além dos ganhos futuros; e a política, porque reforça convicções e fortalece o Estado.
O justo questionamento feito por Santa Catarina é contra a falta de critérios claros por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que utilizou cálculos diferenciados dos demais Estados da federação para demarcar os limites marinhos do Piauí e do Paraná. Por causa destas fórmulas, os campos de Coral, Caravela e Estrela-do-Mar, localizados a 175 quilômetros do litoral catarinense, em linha reta entre os municípios de Itajaí e Balneário Piçarras, passaram a ser considerados paranaenses – na região, só o de Cavalo Marinho é reservado a SC.
Não cabe apenas ao governo do Estado pressionar o STF para uma revisão que faça justiça a Santa Catarina. Basta lembrar que, em 2003, a Procuradoria Geral da República deu parecer favorável à visão catarinense, concordando com a tese de que o IBGE não seguiu nenhuma legislação ao mudar os critérios que atenderam o Paraná. Prefeitos, deputados, entidades empresariais e os cidadãos devem encampar esta bandeira na tentativa de evitar que o STF se submeta a artifícios jurídicos usados para que o processo se arraste ainda mais (e o dinheiro siga sem pingar nos cofres catarinenses), como a realização de uma nova perícia nos cálculos do IBGE.
O que se espera do novo relator do litígio entre os Estados, ministro Luís Roberto Barroso, é que trabalhe pela celeridade da decisão e revise o pedido feito pelo então ministro Joaquim Barbosa para um terceiro estudo. A compensação em recursos por causa dos riscos ambientais, resultado da extração do petróleo, definição clássica para royalties, tem de ser imediatamente definida. O que se pede não é só a aplicação de uma mesma regra para todas as unidades da federação, mas a urgência neste julgamento.
Fonte: Editorial DC
Em seis dias, pelo menos nove pessoas morreram em acidentes de trânsito na região Norte de Santa Catarina
Um alerta aos motoristas. Desde a última sexta-feira, pelo menos nove pessoas morreram em decorrência de acidentes de trânsito na região Norte de Santa Catarina. Entre as mortes, sete ocorreram por consequência de colisões frontais, manobra típica de ultrapassagens. O dado chama a atenção para a necessidade de mais prudência e paciência no trânsito. Apenas duas mortes ocorreram em rodovias duplicadas. Em uma delas, na madrugada de sexta-feira, uma jovem motorista entrou na contramão na BR-101 e bateu de frente com um carro com cinco ocupantes em Joinville. O motorista Roberto Stofelli, acabou morrendo no local.
No fim da tarde de sábado, um motociclista morreu em um acidente de trânsito no km 81,7, na SC-110, em Jaraguá do Sul. Ele bateu de frente com um carro. No mesmo dia, um motorista de ônibus morreu em uma batida que envolveu ainda mais dois caminhões e três carros na BR-376, na divisa do Paraná com Santa Catarina.
No domingo, duas pessoas morrem em uma batida de frente entre dois carros na BR-280, em Araquari. Edson Rocha da Silva, de 33 anos, motorista de um dos carros e a mãe, Marilda Maria Rocha da Silva, foram as vítimas fatais.
No fim da noite de terça, um homem de 37 e o filho de 5 anos morreram em outra batida de frente, desta vez na avenida Santos Dumont, em Joinville.
Na manhã desta quarta foi a vez de duas mulheres perderem a vida na Rodovia do Arroz, também em Joinville, em outra colisão frontal. Uma menina que também estava no veículo ficou ferida.
Fonte: Clic RBS