Clipping imprensa – Quadrilha é suspeita de roubar e revender cargas em SC e no PR

Clipping imprensa – Quadrilha é suspeita de roubar e revender cargas em SC e no PR

Florianópolis, 2.9.14 – Uma operação da Polícia Civil deflagrada ontem prendeu 12 pessoas acusadas de integrarem quadrilhas especializadas em furtos, desvios e roubos de cargas no Sul do país. A ação contou com apoio de 70 policiais e ocorreu nos municípios de Itajaí, Balneário Piçarras, Joinville, Araquari, Fazenda Rio Grande (PR) e Curitiba (PR). Além das prisões, cerca de 50 quilos de carne para exportação foram apreendidos.
As investigações da Operação Carga Pesada iniciaram há três meses. Nesse período também foram apreendidas seis cargas e outras 12 pessoas foram presas em flagrante. Ontem, a PC pretendia realizar mais 15 prisões, mas três suspeitos não foram localizados.
Os trabalhos são coordenados pelos delegados Laurito Akira Sato e João Adolpho Fleury Castilho, da Diretoria Estadual de Investigações Criminais (Deic). Akira comenta que a quadrilha agia aliciando motoristas de caminhões para desviar as cargas. Depois de roubados, os produtos eram vendidos para empresas do ramo e comércios locais, que também estão sendo investigados.
– O motorista fazia o carregamento da carga, levava para um galpão e fazia o transbordo para outros veículos. Depois ele registrava o roubo dessa carga no PR ou em SP. Todo o transbordo acontecia em SC – relata.
Conforme a polícia, entre os investigados estão 10 motoristas de caminhões, quatro empresários e um advogado. Os nomes dos presos não foram divulgados pela Deic, pois outras detenções devem ocorrer durante a semana. Mais informações sobre os investigados serão apresentadas durante coletiva de imprensa hoje, às 15h, em Florianópolis.
Fonte: O Sol Diário

Nome fantasia

A Infraero não vê problemas e diz que está tudo dentro dos conformes. O fato é que o consórcio contratado em 2012 para terraplenagem e asfaltamento da pista do Hercílio Luz não conseguiu entregar a obra de R$ 118 milhões por conta dos “problemas no solo”. O grupo participou de uma segunda licitação (em 2013) para concluir o serviço. E o edital de R$ 24 milhões foi vencido… pelas mesmas empresas.
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense

O discurso e a crise econômica

A inflação oficial está em 7%. Quem frequenta os supermercados, contudo, sabe que os produtos básicos tiveram aumentos muito maiores. O PIB, que o ministro Mantega prometera para 2,5%, começou a cair e está abaixo de zero. É recessão técnica.
O Brasil tem a 7a maior economia do mundo. E está na 29a posição na exportação de manufaturados. O saldo da balança comercial despencou em apenas um ano. De U$ 20 bilhões para U$ 2,5 bilhões.
O número de empresas exportadoras teve queda de 16%. A produção industrial desacelerou, o comércio reduziu as vendas, o crédito ficou mais escasso.
Em termos de competitividade o Brasil ficou pior. A carga tributária no país é de 37% do PIB, contra 24% dos Estados Unidos e 19% do México. Os juros estão aqui a 10,9%, enquanto no México estão a 3,8% e nos EUA 0,23% negativos.
Nos últimos 10 anos, o custo da energia no Brasil teve aumento de 90%, contra 30% nos Estados Unidos e 55% no México. O gás teve preços menores em 25% no período, contra elevação de 60% no Brasil e também menos 37% no México.
O Brasil está em 116o lugar em termos de burocracia. Os americanos ocupam a quarta colocação. Aí, vem o vice-presidente Michel Temer (PMDB) proclamar em Santa Catarina que “a economia está absolutamente tranquila”.
Depois querem saber por que Marina Silva (PSB) sobe como foguete.

Porto

Edital de licitação para dragagem e abertura da nova bacia de evolução do rio Itajaí-Açu deverá ser lançado até o dia 15 de setembro. É obra fundamental para dar aos portos de Itajaí e Navegantes um novo patamar no comércio marítimo com o resto do mundo. O governo estadual vai investir R$ 130 milhões e o federal outros R$ 150 milhões.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense

Mobilidade com segurança, por Ronaldo Lima*

É comum ouvirmos falar da queda de braço entre município e munícipes sobre os cuidados e responsabilidades com as calçadas. Os regulamentos da maioria das cidades brasileiras, todavia, definem que a responsabilidade pelos passeios é dos proprietários dos imóveis. As prefeituras assumem a responsabilidade dos passeios de seus próprios imóveis e da recuperação dos demais após a realização de obras de manutenção ou instalações sob aqueles.
O assunto é sério e precisa de toda a atenção do poder público e da sociedade. Do primeiro, impreterivelmente, porque precisa cumprir seu papel de normatizar, esclarecer e garantir a qualidade de manutenção dos passeios públicos da cidade.
Por que os tombos que, todos os dias, acontecem em nossas calçadas defeituosas, com pavimentações inapropriadas e cheias de obstáculos (lixeiras, placas, postes, equipamentos, toldos) não figuram nos registros de acidentes de trânsito? Por que as placas informativas apontam o caminho apenas para os veículos automotores? Por que os pedestres e ciclistas desinformados precisam fazer o mesmo percurso dos carros? Se queremos inibir o uso de modo individual motorizado, por que os semáforos, prioritariamente, atendem a eles e não aos modais sustentáveis que se propõem a desobstruir as artérias urbanas?
Bicicletários e escorredores de guarda-chuvas são quase simbólicos em suas quantidades e importâncias. Os que optam pelo deslocamento com bicicletas ou a pé precisam improvisar. Acorrentar a bicicleta a um poste ou levar para a sala de reuniões são as alternativas e, para o guarda-chuva, o ralo do banheiro do escritório é a opção.
Se queremos cidades contemporâneas, com mobilidade, segurança e qualidade de vida, é preciso repensá-las. É necessário um novo olhar, no qual o homem, e não a máquina, seja o protagonista e, para ele, as coisas precisam acontecer.
* Arquiteto
Fonte: Diário Catarinense

Inovação em cerâmicas para revestir

O EMPRESÁRIO EDSON GAIDZINSKI, 49 ANOS, ESTÁ À FRENTE DA ELIANE REVESTIMENTOS CERÂMICOS, DE COCAL DO SUL, DESDE 2006. TECEIRA GERAÇÃO DA FAMÍLIA FUNDADORA, ELE LIDERA A EMPRESA COM FOCO NA QUALIDADE E INOVAÇÃO. O CRESCIMENTO ANUAL DA COMPANHIA ESTÁ NUMA MÉDIA DE 10%. GAIDZINSKI, QUE TAMBÉM PRESIDE A ANFACER, ESTÁ OTIMISTA COM O CENÁRIO FUTURO, ESPECIALMENTE AO MERCADO BRASILEIRO ONDE HÁ CARÊNCIA DE APROXIMADAMENTE 7 MILHÕES DE MORADIAS.

Quanto a Eliane cresceu até julho deste ano como o senhor vê o cenário futuro?

Edson Gaidzinski – A empresa faturou de janeiro a julho do ano passado R$ 444 milhões e, este ano, atingiu R$ 489 milhões, um crescimento de 10%. Na geração de caixa, no mesmo período de 2013 tivemos R$ 64 milhões enquanto, neste ano, estamos com R$ 78 milhões, com um acréscimo de 22%.As pessoas me perguntam sobre o Brasil, o ano de eleições e como vai ser o futuro.Tenho afirmado que no Brasil o empresário tem que ser muito otimisma com tudo apesar das dificuldades. O empresário brasileiro é empreendedor. Nós somos uma empresa tradicional que vai faturar talvez este ano R$ 870 milhões, tem 2.500 funcionários. dois polos fabris: em Cocal do Sul, SC, e em Camaçari, na Bahia.

O senhor é a terceira geração da família fundadora. Como foi a gestão até aqui?

Gaidzinski – A Eliane é uma empresa que foi fundada em 1960, pelo meu avô Maximiliano Gaidzinski. Ele tocou a empresa de 1960 até 1980. Na segunda geração, meu pai assumiu a empresa, de 1980 a 1996. Em 1996, num processo de profissionalização, ela foi tocada por profissionais durante dez anos, até 2006. Em 2006, assumi a empresa, onde estou há oito anos. Já estou no terceiro planejamento estratégico da empresa, que é de 2015 a 2020. Dentro do planejamento estratégico tem os nossos planos de negócios. A Eliane vai fazer 55 anos no ano que vem e exporta desde a década de 1980.

Como está a marca no exterior e quanto por cento da produção vocês exportam?

Gaidzinski – A Eliane é uma marca bastante internacionalizada. No Canadá é uma marca de referência. Também temos uma posição muito boa na América do Sul, com clientes principalmente no Chile; e temos diversos clientes em países da Europa. Desde 2009, por opção, a empresa exporta 10% e destina 90% ao mercado interno.Desses 90%, 45% vai para revendas, lojas de varejo.Outra parte é para o mercado de construção,

Vocês negociaram uma fusão com a Portobello que não evoluiu. A Eliane tem plano para ir ao varejo a exemplo da concorrente?

Gaidzinski – Não, não temos intenção nenhuma de trabalhar diferente do que trabalhamos hoje. Eu acredito muito no fato de que nós como indústria precisamos de investimento em ativos permanentes de longo prazo. E esse investimento mais a inovação dentro do nosso laboratório, dentro do nosso estudo de produto, é relevante. Então a indústria trabalha com indústria e o varejo como varejo. Acho essa diferenciação é muito importante. Cada empresa trabalha do seu modo e tem o seu DNA.

Como vocês trabalham a inovação?

Gaidzinski – Nós temos parcerias muito fortes com empresas do Japão e da Itália. Todo o processo de fachada ventilada de obras como o Shopping JK Iguatemi de São Paulo e a sede da Odebrecht usam esse método de instalação com nossa parceria japonesa. Considero essa inovação muito importante porque sai da vala comum para aplicação de um método mais limpo, rápido, econômico e sustentável. No caso das obras da Copa, por exemplo, fornecemos revestimentos para cinco estádios, incluindo a Arena Corinthians. Um dos nossos diferenciais em qualidade e inovação é termos o Colégio Maximiliano Gaidzinski, onde formamos técnicos em cerâmica. Vai fazer 35 anos e é motivo de orgulho.

A empresa chamou a atenção ao voltar usar carvão em parte da produção. Por que?

Gaidzinski –Hoje, a indústria cerâmica é muito dependente de gás natural, que é o gás limpo. Temos um processo de via úmida, que requer menos calor, para tirar umidade da matéria-prima. Adoraríamos usar só gas natural, mas como é um insumo caro e limitado, tivemos que adaptar esse processo para a matriz energética do carvão.

O senhor também preside a associação nacional do setor, a Anfacer. Quais as expectativas para o setor este ano?

Gaidzinski – O Brasil é o segundo maior produtor e consumidor mundial de cerâmica.Vejo os empresários do nosso setor investindo e acreditando no Brasil. Há um processo contra o produto chinês nesse último ano que já tá em prática, que é para proteger a indústria brasileira. O mercado cresce 6 a 7% ao ano no país e há o déficit habitacional de 7 milhões de moradias que precisa ser preenchido. Estamos no lugar certo e na hora certa.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense (edição de domingo 31/08)

Pressão por desfechos

Santa Catarina tem uma série de obras vitais para o desenvolvimento, mas que, por razões diversas, não deslancham. Administradores públicos e sociedade precisam unir forças para que elas sejam realizadas.
Restauração da Ponte Hercílio Luz. Duplicação da SC-403. Construção do contorno rodoviário da Grande Florianópolis. Duplicação da BR-280. Construção do novo terminal do Aeroporto Internacional Hercílio Luz. Duplicação da BR-470. Duplicação integral do trecho Sul da BR-101. O andamento das obras listadas acima não condiz com as promessas nem com a importância delas para o desenvolvimento de Santa Catarina.
Vitais até para a sobrevivência econômica do Estado num ambiente cada vez mais competitivo entre as unidades da federação, esses empreendimentos simbolizam os anseios de toda uma sociedade e devem continuar sendo prioridade dos gestores públicos. Do ponto de vista desenvolvimentista, a batalha por novos investimentos e por empresas de renome internacional é cada vez mais baseada em condições logísticas e de infraestrutura, e não apenas de benefícios fiscais diretos. Sob a ótica humana não há como medir os transtornos e o número de vidas perdidas em decorrência das obras inconclusas.
Todas as frentes devem mobilizar-se para que obras de tamanha importância não se transformem em novelas sem desfecho – em alguns casos sequer sem os primeiros capítulos escritos. Um primeiro passo para a retomada dos trabalhos paralisados é o aperfeiçoamento dos mecanismos gerenciais – a começar pelos setores da administração pública que redigem editais. É preciso que os textos para a escolha dos executores das obras, sempre dentro da maior transparência e do rigor da lei, prevejam eliminar já na arrancada os maus prestadores de serviço. Na sequência, cabe aos governos uma gerência mais atenta e célere das obras para tomadas de decisão – até as mais radicais, como rompimentos de contrato – dentro de prazos mais adequados. No caso de obras federais, é preciso que os representantes do Estado tenham postura mais rígida na hora de cobrar a realização dos trabalhos e que não aceitem passivamente as justificativas apresentadas.
Por fim, a sociedade tem a obrigação de ser a grande fiscalizadora de todo processo. Entidades de classe devem usar o poder de mobiliza&ccedil
ão para manter o comprometimento dos administradores públicos com a realização dessas obras. Já os cidadãos podem contribuir usando as melhores ferramentas ao seu alcance, que são o voto em candidatos comprometidos e a cobrança após as eleições.
Fonte: Editorial DC (edição de sábado 30/08)

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