Clipping imprensa – Gigante do Sul entra na reta final

Clipping imprensa – Gigante do Sul entra na reta final

Laguna, 1º.9.14 – Majestosa em seus quase 3 mil metros de extensão, a ponte em Laguna, no Sul do Estado, ganha contornos finais que podem ser vistos a olho nu. A estrutura que leva o nome da guerreira Anita Garibaldi, que está sendo erguida sobre o Canal das Laranjeiras, é prometida para ficar pronta ainda durante o verão. Na etapa final da obra, também a mais delicada e de alto grau de dificuldade, os dois mastros centrais já recebem os primeiros cabos de aço (estais) que em breve formarão a parte mais formosa da estrutura – o vão central estaiado.
Mesmo com o sol baixo do entardecer, os operários não param. Em tempo de maior pico, chegaram a trabalhar na construção 1,8 mil funcionários. Agora cerca de 1,3 mil se dividem em turnos e avançam na construção das duas extremidades da estrutura que rapidamente culminará no fechamento do vão central.
Com 79% da obra total concluída, o superintendente do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) em Tubarão, Avani Aguiar de Sá, explica que o prazo de conclusão é maio de 2015, mas a expectativa é entregar antes.
– Estamos terminando a construção dos pilares no lado sul, no pilar 42 e faltam quatro. Pode ser que (a ponte) fique pronta ainda no verão – diz.
A incerteza quanto ao prazo, explica Aguiar de Sá, é devido a complexidade de execução desta etapa final. Por ser uma parte tecnicamente complicada é difícil prever problemas que possam surgir. O engenheiro e coordenador de supervisão da obra contratado pelo DNIT, Oscar Eigio Isaka, explica que esta é a única ponte no mundo estaiada em curva com mastros centrais, cujos estais também são centrais no eixo da obra.
– Pontes em curva com estais laterais, ou seja estais nas bordas, ou mistas, existem outras com certeza, inclusive parece que a estaiada em São Paulo é um exemplo – cita Isaka.
A ponte Anita Garibaldi será a segunda maior ponte estaiada em funcionamento no Brasil, perdendo apenas para o ponte que passa sobre o Rio Negro, no Amazonas.

A peça-chave para aliviar o tráfego

Depois de pronta a ponte Anita Garibaldi, além de encantar turistas, servirá para diminuir o fluxo em um dos gargalos mais complexos do trecho sul da BR-101. De acordo com o DNIT, cerca de 27 mil carros passam diariamente pelo local e, conforme uma estimativa da Polícia Rodoviária Federal, durante a temporada o número de veículos chega a triplicar. Na alta temporada, o trecho entre a ponte e o morro do Formigão, em Tubarão, chega a registrar filas de até 20 quilômetros.
Outra obra que também promete contribuir com o fluxo na BR-101 é a do túnel do Formigão, em Tubarão, que segundo o DNIT deve ficar pronta até o fim do ano. O túnel de 530 metros que começou a ser construído em fevereiro de 2013 está concluído, falta agora a parte de drenagem e pavimentação.
A engenheira fiscal do Departamento, Márcia Tsunokawa Chaves, explica que a ponte de 2.815 metros está sendo construída entre um espaço maior sobre a lagoa de Imaruí e avança em uma curva para que motoristas possam trafegar a uma velocidade média de 100km/h. Diferente da velocidade média atual que fica em torno de 80 km/h – o que contribui ainda mais para evitar os constantes congestionamentos. Com a duplicação da BR-101, a expectativa é zerar as filas na região.
As obras da ponte de Laguna começaram em 2012 com um orçamento de R$ 597 milhões. Hoje estima-se um investimento total em torno de R$ 650 milhões na construção.
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense (edição de ontem 31/08)

Agora vai

Garantiu o presidente do Deinfra, Paulo Meller, ao falar sobre as obras da ponte Hercílio Luz no TVCOM 20h. Ele disse que a contratação para as obras emergenciais sai ainda em setembro e outro edital internacional até o final do ano. Quem viver verá!
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense (edição de ontem 31/08)

Agronegócio e cooperação entre países

REPRESENTANTES DA INDÚSTRIA do Estado e do Brasil, entidades ligadas ao comércio e autoridades estão em Hamburgo para definir estratégias.
O Encontro Econômico Brasil-Alemanha (EEBA) já começou para parte da comitiva catarinense. Ontem o dia foi de reuniões para grupos menores, dos setores de agronegócio e micro e pequenas empresas – setores de grande interesse para Santa Catarina, que exporta produtos primários para a Alemanha, como fumo e frango, e possui filiais de empresas no país, além de clientes alemães.
Entre os catarinenses que participaram da primeira rodada de discussões, estiveram representantes da Federação das Indústrias de Santa Catarina (Fiesc) e da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Alemanha (AHK). A Associação Brasileira do Agronegócio (ABAG), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e sua equivalente alemã, a Federação das Indústrias Alemãs (BDI), também acompanharam as discussões.
Durante as reuniões, a comitiva alemã fez solicitações ao Brasil. Uma delas foi para que o país aumente o rigor da fiscalização das fronteiras para evitar que pragas e doenças que comprometem a produção agrícola entrem no país. Outro pedido alemão foi a redução do tempo de análise da Anvisa para importação de novos pesticidas – a Alemanha é o principal exportador dos defensivos agrícolas. Os empresários alegam que o tempo médio é de quatro anos. O Brasil também fez pedidos para as autoridades alemãs, como a extinção do imposto sobre o etanol brasileiro importado pela Alemanha.
Os brasileiros também apresentou o modelo de abertura das micro e pequenas empresas, e foi discutida a possibilidade de ampliar a parceria entre os países. Foi proposto um programa de cooperação entre a CNI e as entidades alemãs para implantação de cursos técnicos com metodologia alemã em instituições brasileiras.
Do Estado, acompanham a comitiva empresários e autoridades como o senador Luiz Henrique da Silveira e o prefeito de Joinville, Udo Döhler. O EEBA, em Hamburgo, segue até amanhã. O evento do ano que vem será realizado em Joinville.
Fonte: Cinthia Raasch/ Especial de Hamburgo, Alemanha/ DC

Falta uma lei clara à terceirização

Enquanto a maioria das empresas do país defende a terceirização sob o argumento de que aumenta a oferta de empregos, centrais sindicais se posicionam contra por entender que esse processo tira renda dos trabalhadores para remunerar intermediários. De cada quatro empregos no país, um é terceirizado, apontam dados do Ministério do Trabalho. A insegurança jurídica sobre o tema é discutida hoje em evento nacional em São Paulo, promovido pelas confederações nacionais do comércio, indústria e do sistema financeiro. Entre as lideranças de SC presentes estão o presidente da Câmara Empresarial de Relações Trabalhistas e Assuntos Legais da Fecomércio-SC, Célio Spagnoli, e o diretor-executivo da entidade, Marcos Arzua. Nós não temos uma legislação efetiva, transparente e compreensível, sobre o tema. Qualquer lei que venha limitar a liberdade de ação das empresas vai tolher investimentos alerta Spagnoli. Segundo ele, a terceirização aumenta a oferta de empregos e o mercado é que define o rendimento do trabalhador, não o fato de ser ou não terceirizado. Arzua alerta que a terceirização é uma das mais importantes pautas do setor produtivo.

Montadora

A BMW dá um passo importante, amanhã, para consolidar sua presença no Norte de SC. Além da montadora, que começa a produzir em outubro em Araquari, a companhia, em parceria com a Top Car, inaugura às 18h30min a concessionária da marca em Joinville. A moderna loja de carros de luxo fica às margens da BR-101.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense

Cuidados ajudam a evitar 90% dos acidentes

O TRÂNSITO FOI responsável, isoladamente, por mais de 3 mil mortes e 75 mil hospitalizações de crianças a partir de 1 ano de idade em 2012.
Especialistas alertam que 90% dos casos que resultam em morte e internação em acidentes envolvendo crianças e adolescentes poderiam ser evitados com atitudes simples. A Rede Primeira Infância e a organização não governamental Criança Segura lançaram um relatório sobre prevenção de acidentes na primeira infância (até nove anos), com base em dados de 2012 do Datasus.
A principal causa de morte com crianças a partir de um ano no Brasil são os acidentes de trânsito, responsáveis por 3.142 mortes e mais de 75 mil hospitalizações de meninos e meninas dessa faixa etária em 2012.
Os acidentes, que incluem atropelamentos e atingem passageiros de veículos, motos e bicicletas, representaram 33% das mortes, seguidos de afogamento (23%) sufocamento (23%), queimaduras (7%) e quedas (6%). Os atendimentos em hospitais passam a contar a partir de 24 horas de internação, ou seja, não são típicos de prontos-socorros.
– Existem políticas públicas que podem ser estabelecidas para prevenção, como uso de produtos mais seguros e treinamento em primeiros-socorros, por exemplo. Mas é uma situação que só pode ser revertida por cada um, adequando os ambientes das casas, usando a cadeirinha, brincando em espaços seguros – destaca a coordenadora nacional da ONG Criança Segura, Alessandra Françoia.
Para a médica Renata Dejtiar Waksman, do Departamento de Segurança da Criança e do Adolescente da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), todos os atores sociais são responsáveis pelas crianças, e o trabalho de prevenção tem que começar já no consultório do obstetra, com a chamada prevenção primária.
– As pessoas subestimam a criança, acham que ela não consegue colocar o dedo na tomada, não consegue rolar da cama, acham que ela não é capaz disso. Falta conhecimento das características e habilidades das crianças, além da falta de supervisão e a distração dos cuidadores – ressalta Renata.
Fonte: Diário Catarinense

DIRIGIR E USAR O CELULAR: INFRAÇÃO OU CRIME?

O que mais se vê nas ruas é gente dirigindo e usando o celular ao mesmo tempo. E, por incrível que pareça, muitos estão na direção do carro e digitando mensagens ao mesmo tempo. Claro que esta desatenção pode se transformar em um acidente em questão de segundos. Mas não acredito que duplicando o valor da multa e aumentando a perda de pontos na carteira é que esse tipo de problema vai parar de acontecer. Acho que é mais uma questão de educação dos motoristas.
Endurecer com os infratores é o que pretende o senador Ricardo Ferraço (PMDB-ES), com um projeto de lei que prevê que a multa para quem conduz veículo usando um celular passe dos atuais R$ 85,13 para R$ 191,54, (de média para gravíssima), e a perda de quatro para sete pontos na carteira. Mas ele propõe, também, uma alteração ainda mais radical: trafegar usando celular nas proximidades de áreas como escolas, hospitais e estações de transporte público passaria a ser considerado crime, e não mais uma infração, passível de detenção de seis meses a um ano.
Acho bem complicado implantar isso. Como a polícia vai fiscalizar o que acontece no interior do carro do cidadão? A maioria das pessoas, hoje, trafega com os vidros (com película) fechados. Acabariam sendo multados apenas os donos de carros básicos, sem ar condicionado, que precisam deixar o vidro aberto. Além disso, criminalizar o condutor não ajudará a torná-lo um motorista mais responsável e consciente. Acredito que incentivar o uso do viva-voz, por exemplo, para quem não consegue ficar sem falar no celular enquanto dirige, pode ser muito mais eficaz.
Fonte: Viviana Bevilacqua/ Diário Catarinense

PONTE NA BR-158

No dia 10 de setembro, a ponte que liga Palmitos (SC) e Iraí (RS) será reaberta para a passagem de veículos leves, ônibus e caminhões de até 20 toneladas. A travessia na BR-158 foi interditada na última semana, após ser identificado um problema estrutural em um dos pilares. Segundo o Dnit, 20 dias é o tempo necessário para realizar o trabalho. Até o fim de 2014, deve ser concluído o restante das obras para a liberação total da ponte.

Tecnologia

O ministro de transportes britânico comunicou que o governo vai começar a testar em janeiro do ano que vem um programa piloto para circulação de veículos sem motorista em estradas públicas. Os carros serão dirigidos por câmeras e sensores em três cidades, ainda não escolhidas. Segundo o ministro, é um passo a frente em uma tecnologia transformadora, que pode abrir oportunidades para a economia e a sociedade.
Fonte: Trânsito 24h/ DC

A pista

A Infraero tem duas outras más notícias para SC: 1. A estatal federal não tem Plano Diretor para o Aeroporto Hercílio Luz. Realmente incrível. Total falta de planejamento. 2. Não há previsão de nova pista e nem ampliação da atual, que tem 2,3 mil metros. Empresas europeias fariam charter para Floripa se a pista tivesse 3 mil metros. Vexame.

Aniversário

A Organização das Cooperativas de Santa Catarina está comemorando esta semana 43 anos de fundação. Deve registrar 15% de crescimento este ano. Congrega 254 cooperativas, reunindo 1,6 milhão de famílias e gerando 49,1 mil empregos diretos. O faturamento total de todas as cooperativas atinge R$ 20 bilhões.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense (ediçã
de sábado 30/08)

Sem crescimento

A um mês das eleições, o retrato revelado ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra a economia brasileira em situação frágil e preocupante. O país registrou dois trimestres seguidos de queda pela primeira vez desde o fim de 2008, época do auge da crise internacional. De janeiro a março, o resultado foi revisto para redução de 0,2%. E de abril a junho, sob impacto negativo da Copa, de freada do consumo das famílias e forte retração dos investimentos, o recuo foi ainda mais expressivo, de 0,6%. O quadro da economia se divide entre recessão e estagnação, segundo especialistas, mas todos concordam que o resultado é muito ruim para um país em desenvolvimento.
Os investimentos em máquinas para a produção, transporte, agropecuária, energia, entre outros, tiveram as maiores quedas desde o auge da crise internacional, entre 2008 e 2009. Já são cinco trimestres seguidos em queda. E desta vez, no segundo trimestre, chegou a 5,3%. Esse componente é tido como dos mais importantes do PIB, pois sinaliza o quanto a economia terá capacidade de crescer no futuro por meio do aumento da sua capacidade produtiva e da infraestrutura.
– O destaque negativo são realmente os investimentos. O menor resultado antes desse foi no primeiro trimestre de 2009, quando caíram 11,8% – comparou Rebeca Palis, gerente da coordenação de contas nacionais do IBGE.
O consumo das famílias teve, pelo menos, o 43o trimestre consecutivo de alta (na comparação com igual período do ano anterior), mas, sob impacto do endividamento e da escassez de crédito, houve redução no ritmo.
Do primeiro para o segundo trimestre, ditaram o tombo do PIB a indústria e os serviços, com quedas de 1,5% e 0,5%, respectivamente. A agropecuária teve leve alta de 0,2%.

Risco de perder a sétima posição

O assunto entrou de vez no debate eleitoral. Enquanto os candidatos à Presidência aproveitaram para criticar a política econômica do governo, a presidente Dilma Rousseff citou o excesso de feriados, por causa da Copa do Mundo, e a economia internacional como responsáveis pelo resultado. A maioria dos economistas discorda dessa avaliação.
– Que crise? A estagnação é efeito direto da política econômica do governo – disse José Luís Oreiro, professor do Instituto de Economia da UFRJ, criticando a falta de estratégia na gestão da economia e lembrando o forte crescimento nos Estados Unidos.
Hoje, o país é a sétima maior economia do mundo. Mas já se projeta a perda dessa posição no futuro. A Índia pode ultrapassar o Brasil antes do previsto pelo Fundo Monetário Internacional (FMI). Nas projeções da instituição, a nação país asiática superaria a economia brasileira em 2018. O estrategista-chefe do Banco Mizuho, Luciano Rostagno, considera bastante provável que isso ocorra já em 2017.
– O Brasil, que chegou a se aproximar do sexto lugar, agora fica mais afastado e pode até perder esse patamar antes do previsto – disse Rostagno.

O que é o PIB

Soma de tudo o que é produzido pela economia de um país, o Produto Interno Bruto (PIB) se assemelha em vários aspectos com a receita de um bolo. Tanto um como o outro precisam de ingredientes variados para crescer. Enquanto o bolo necessita de açúcar, ovos, farinha e fermento, na economia soma-se renda, lucros, gastos e investimentos de todos os trabalhadores, empresas e do governo de um país. No segundo trimestre, o bolo ficou em R$ 1,27 trilhão.

Situação em SC está melhor que a nacional

As duas quedas seguidas do PIB, que caracterizam uma recessão técnica, repercutiram nas federações que representam a Indústria, a Agricultura e o setor de Serviços em SC. Os prognósticos não são positivos, mas aparentam um cenário melhor para o Estado em comparação com os resultados do país.
De forma geral, a desaceleração pode ser sentida nos dados de criação de empregos em Santa Catarina. De janeiro a julho do ano passado, o Estado registrava um crescimento de 3,5% no número de vagas. No mesmo período neste ano, esse número caiu para 3%. Segue em crescimento, mas em ritmo menor.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina (FAESC), José Zeferino Pedrozo, explica que o setor ainda vive um bom momento, apesar da queda nacional do PIB. A agricultura está há três anos com boas vendas em volume e preço devido a uma quebra de safra nos Estados Unidos, causada por uma seca.
Na pecuária catarinense, o setor também desfruta de bons resultados com o início das vendas da carne suína para o Japão.
– Temos avisado nosso pessoal. É a velha história das vacas gordas e das vacas magras. Vai chegar a hora em que nós vamos sofrer também.
A indústria catarinense sente a desaceleração, em especial, na queda da produção industrial. De janeiro a junho, houve uma retração de 1,7%. Mas o número é melhor do que o registrado no cenário nacional: queda de 2,6%.
– As expectativas ainda não são positivas. Mas a gente acredita que o pior momento passou. Só que a retomada dos investimentos depende de uma maior confiança – explica a economista Graciella Martignago, consultora da Federação da Indústrias de Santa Catarina.
O setor de comércio e serviços vinha crescendo a uma média anual próxima do aumento de 2012, 8% no ano. Nos últimos 12 meses, cresceu 3% em SC.
Fonte: Thiago Santaella/ Diário Catarinense (edição de ontem 30/08)

Queda de investimentos pesou no PIB

O resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do país no segundo trimestre veio pior do que as consultorias esperavam, com queda de 0,6% frente ao trimestre anterior e de 0,9% em relação ao mesmo período do ano passado. As principais causas dessa recessão técnica são a redução da taxa de investimento (formação bruta de capital fixo) em -5,3% e da despesa de consumo da administração do setor público (-0,7%). A formação bruta de capital fixo indica quanto as empresas investiram em máquinas e equipamentos para produzir outros bens no futuro e, também a atividade da construção civil pelo fato de requerer uma série de outros serviços e produtos.
A indústria, uma das principais responsáveis pela alta da taxa de investimento, teve recuo de 1,5% no segundo trimestre, o que significa que é quem mais sente a recessão. A dúvida é como esse quadro de retração será revertido. O principal desafio será para o vencedor da eleição presidencial, que indicará mudanças para 2015.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense

Sinalização ignorada e perigo iminente na 101

Menos de 10 horas depois do acidente que deixou uma pessoa morta e quatro feridas no viaduto da BR-101 sobre os trilhos do trem, na madrugada de ontem, foram flagrados motociclistas trafegando na contramão da marginal que fica entre as ruas Américo Vespúcio e Minas Gerais, em Joinville. O trecho é onde, segundo a Polícia Rodoviária Federal, a motorista Carolina Lucena de Souza, de 23 anos, entrou e provocou a colisão com o veículo conduzido por Roberto Stofelli, 31, vítima fatal no acidente.
Todos os dias, motoristas escapam da morte na contramão das marginais, do acostamento e das pistas da BR-101 no Norte do Estado. Só nos 22 quilômetros do trecho considerado urbano de Joinville – entre o trevo de Pirabeiraba e o viaduto do eixo de acesso Sul – há mais de 100 entradas e saídas.
No local do acidente da madrugada, há pelo menos duas placas com um metro de diâmetro mostrando que é proibido seguir em frente, um “pare” pintado sobre o asfalto e tachões no asfalto alertando os motoristas. Mesmo assim, é comum o uso do trecho como atalho entre as duas ruas. Não muito longe dali, também na zona sul da cidade, os motoristas trafegam sobre o acostamento da BR-101, na contramão, como atalho na saída da Rua Portugal, no bairro Profipo. Segundo moradores, a atitude é mais comum em dias de chuva, quando os carros não usam a via paralela à BR.
O inspetor da PRF Edilson Mário da Costa considera uma irresponsabilidade usar a rodovia como atalho:
– É muito comum motoristas usando a rodovia ou as marginais na contramão.

PRF solicitou que a Polícia Civil investigue a colisão

A batida entre dois veículos aconteceu em cima do viaduto do bairro Nova Brasília. Um pessoa morreu e quatro ficaram feridas. De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), um Renault Clio entrou na direção contrária da rodovia nas proximidades do km 42, em Joinville, e bateu de frente com um Fiat Uno, que seguia no sentido Sul, por volta das 4h30min de ontem.
Carolina Lucena de Souza, 23 anos, motorista do Clio, chocou-se contra o carro de Roberto Stofelli, 31. Ele não resistiu ao impacto da batida e morreu no local. As quatro pessoas que estavam com Roberto foram levadas para o Hospital Municipal São José com ferimentos leves. A motorista do Clio teve ferimentos leves e foi encaminhada ao Hospital Unimed, e teria dito à PRF que não sabia que tinha entrado na contramão da BR-101.
De acordo com a polícia, a hipótese mais provável é que Carolina utilizou a Rua Américo Vespúcio, no Nova Brasília, para entrar na marginal no sentido Sul. Ali é possível seguir alguns metros e acessar a entrada de uma empresa. Neste ponto, porém, a sinalização indica que é proibido seguir em frente. A PRF encaminhou o registro da ocorrência à Polícia Civil, que ficará responsável pela investigação do caso.
Fonte: Leandro S. Junges/ Diário Catarinense (edição de sábado 30/08)

Projeto (i)mobilidade

Em 2015, quando a presidente já for Marina Silva, como sugerem as pesquisas, as cidades poderão cobrar pedágio para diminuir o trânsito de automóveis nos seus corações urbanos – autorizadas por uma Lei da Mobilidade Urbana sancionada por Dilma Rousseff, com prazo de implementação até o ano que vem. O pedágio punirá quem transformar o seu carro em transporte individual – um carro, um passageiro.
A renda da multa urbana será aplicada no desenvolvimento do transporte coletivo e no subsídio de sua tarifa. As 1.663 cidades brasileiras com mais de 20 mil habitantes serão obrigadas a manter um plano de mobilidade urbana, sob pena de perder sua quota-parte no Fundo de Participação dos Municípios.
Não vai adiantar muito. Incoerentes, os governos continuarão a incentivar as vendas de veículos e a demonizar o automóvel, tudo ao mesmo tempo.
O destino do homem está traçado. O engarrafamento-monstro que paralisará a vida no planeta começará no rond-point do Arco do Triunfo, em Paris, continuará pela Oxford Street, em Londres, Quinta Avenida, em Nova York, e Prospekt Kalinine, em São Petersburgo, Rússia.
Haverá uma explosão mundial de neurastenia que alcançará o seu clímax no verão de 2022, quando nascerão trigêmeos na Avenida das Rendeiras, Floripa, em pleno frigir do sol do meio-dia.
Cansado de ver negado o mais essencial dos direitos humanos – o de ir e vir –, o homem tratará de lançar colonizações a Lua e Marte, onde os governos humanos se instalarão após intergaláctica campanha – nem por isso infensa às baixarias, como sempre acontece nessas lutas pelo poder.
O primeiro ônibus espacial de imigrantes a estacionar no Planeta Vermelho será o de um grupo pioneiro de Floripa, cansado de esperar pela duplicação da 101 e da Via Expressa do continente, a quarta ponte, os túneis e os teleféricos _ e tantas outras promessas que, até o início da terceira década do século 21, ainda não tinham saído do papel.
Vindo da Terra, o homem tornar-se-á uma espécie quase imortal em 2040, como será prova-viva o ilhéu Ernesto Meyer Filho, pintor de galos intergalácticos e marciano naturalizado. Sem o estresse dos engarrafamentos, ninguém envelhecerá.
O problema é que a população da Terra já terá alcançado 12 bilhões de pessoas e todo mundo haverá de querer ir para Marte, assim como, no começo do século 21, todos queriam morar na Ilha de Santa Catarina…
Fonte: Sérgio da Costa Ramos/ Diário Catarinense (edição de sábado 30/08)

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