Clipping imprensa – BR-282 é foco da distribuição dos novos policiais rodoviários federais em SC

Clipping imprensa – BR-282 é foco da distribuição dos novos policiais rodoviários federais em SC

Florianópolis, 26.8.14 – O Oeste catarinense vai receber 66% do efetivo da Polícia Rodoviária Federal (PRF) que começou a se apresentar ontem em Santa Catarina. Dos 53 novos profissionais, 26 vão trabalhar em Joaçaba e nove em Chapecó, cidades por onde passa a BR-282 — a segunda mais perigosa do Estado.
A inspetora Maíta Berti, do setor de comunicação da PRF-SC, explíca que a concentração de 26 novos agentes em Joaçaba se deve ao efetivo defasado de policiais nos postos, chegando em alguns a apenas dois servidores e ao número elevado de acidentes na rodovia.
Segundo dados da PRF, a rodovia com maior número de acidentes ainda é a BR-101, com 9.641 ocorrências. Porém, na proporção, a via mais fatal é a BR-282, com 114 mortes em 3.174 casos registrados em 2013.
— A maior parte do trecho é pista simples e os acidentes são causados por ultrapassagens indevidas e excesso de velocidade— lembra Maíta.
A PRF também confirma que outros dois profissionais vão trabalhar em Lages e 16 em Mafra. Outras cidades devem ser contemplados com 50 agentes realocados que devem começar chegar ao Estado nos próximos dias.
Ao todo, chegam a Santa Catarina 103 novos policiais rodoviários federais, 48 vagas são relacionadas ao último concurso público, cinco estavam sob júdice e outros 50 serão realocados de outros Estados. Com eles, o efetivo da PRF-SC chega a 600 agentes. Os servidores terão o prazo de 30 dias para tomar posse e posteriormente 15 dias para começar a trabalhar.

Convocados preenchem metade das vagas prometidas

O Departamento da Polícia Rodoviária Federal em Brasília convocou 500 classificados, das mil vagas anunciadas na época do concurso público, em 2013. O restantes dos classificados — que inclusive já fizeram o concurso de formação durante quatro meses — aguardam um novo chamado, ainda sem data prevista para ocorrer.
Marcelo Ávila, que mora em São José, na Grande Florianópolis, foi um dos convocados em maio deste ano para se formar na Academia da PRF. A promessa, segundo ele, era a de atuar em apoio aos servidores que trabalharam na Copa do Mundo.
Ávila então desistiu da empresa que tinha e vendeu o apartamento, acreditando queseria chamado para a vaga. Passados três meses do término da preparação, ele e outros 499 classificados no concurso ainda aguardam a homologação das contratações, sem uma perspectiva.
— Ainda estou morando com meus pais. Sorte que minha esposa não saiu do emprego. Do treinamento já esqueci muita coisa. Se a PRF sabia que o orçamento era só para os primeiros 500, porque chamou todos os classificados para fazer o concurso? — questiona.
Segundo a PRF, ela aguarda autorização do Ministério do Planejamento para convocar os demais classificados. Sobre ao curso de formação, a PRF ressalta que realizou o curso de formação com base na autorização inicial para o concurso com previsão de mil vagas.
O Ministério do Planejamento por meio de assessoria esclarece que autoriza as nomeações dentro do número original de vagas previsto em edital e dentro do período de validade de cada concurso, que neste caso é válido até maio de 2016. Segundo o órgão federal, o preenchimento dos cargos restantes deverá ocorrer no âmbito da Lei Orçamentária Anual de 2015.
Aprovados no concurso que ainda não foram convocados pretendem se reunir em Brasília a partir da próxima semana, para obter respostas do Ministério do Planejamento em relação a aprovação das vagas restantes.

Distribuição das novas vagas em SC:

Lages – 2

Mafra – 16

Joaçaba – 26

Chapecó – 9

*48 vagas são relacionadas ao concurso.

** Cinco que estavam sub judice.

*** Outros 50 são realocados de outros estados e que serão distribuídos em outras unidades pelo estado ao longo da semana.

*** Ao total serão 103 novos agentes em SC.
Fonte: Mônica Foltran/ Diário Catarinense 

Cartão de visitas

Vândalos que passam pelo entroncamento das SCs 120 e 350, duas das principais rodovias do Meio-Oeste de Santa Catarina, devem ter algum problema com o nome “Lebon Régis”. Com frequência o letreiro que marca a entrada da cidade é derrubado. A prefeitura bem que tenta, mas não consegue manter as 10 letras em pé por vários dias seguidos. Some-se a isso o matagal na área…
Fonte: Rafael Martini/ Diário Catarinense

O ESTRANGULAMENTO DE ITAJAÍ

Com um PIB de R$ 20 bilhões, Itajaí disputa com Joinville a liderança de se constituir na maior economia de Santa Catarina. Vem registrando um crescimento acima da média, fruto da modernização do porto, da implantação de novas indústrias e de expansão do setor de serviços.
Mas a mobilidade transformou-se no maior sufoco do setor produtivo, da população e dos visitantes. Tudo por promessas não cumpridas dos governantes. É comum, fora dos horários de pique, registrarem-se monstruosos engarrafamentos na BR-101, acessos à cidade ou entradas das rodovias Jorge Lacerda (Blumenau) e Antônio Heil (Brusque).
Itajaí ressente-se de três obras vitais: a Via Portuária, a Perimetral Oeste e as alças da BR-101. A Via Portuária é uma reivindicação que se arrasta por mais de 10 anos. O projeto, com apenas 5 quilômetros, começou a ser executado pela prefeitura. Para dar mais celeridade, o ex-presidente Lula decidiu federalizar a obra em 2006. De lá para cá tudo parou. Só agora o DNIT anuncia licitação. A construção das alças para acesso a Brusque foi prometida pelo governador Raimundo Colombo no início da atual gestão. O projeto está pronto há anos e só agora está sendo licitado. Prazo de conclusão, um horror: mais de três anos.
E Perimetral Oeste atua como paralela à BR-101. Vai amenizar o drama urbano e tirar o tráfego pesado da região central. Promessas para as três obras não faltam. Falta é ação.
Fonte: Moacir Pereira/ Diário Catarinense

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