Dirigíveis podem ser alternativa para cargas

Dirigíveis podem ser alternativa para cargas

Porto Alegre, 11.8.14 – Algumas alternativas para utilização de dirigíveis no transporte de cargas serão apresentadas hoje, em Porto Alegre, durante a 2ª edição do Fórum Infraestrutura & Logística, promovido pela Câmara Brasil-Alemanha. As possibilidades abertas com o desenvolvimento de aeronaves que empregam a tecnologia mais leve que o ar (lighter than air, LTA, na sigla em inglês) tendem a privilegiar as regiões do País onde o acesso terrestre ainda é bastante prejudicado.  
As condições costumam ser encontradas, principalmente, nos estados do Norte e do Nordeste. No entanto, conforme explica o diretor de gestão da Transportes Bertolini e diretor da Airship, Paulo Vicente Caleffi, um dos palestrantes do evento que ocorre a partir das 8h30min, no Hotel Laghetto Viverone, nada impede que a aplicação possa ser difundida no Rio Grande do Sul. 
“Em alguns lugares do mundo, como o Brasil, ainda persistem dificuldades no que se refere à implantação de infraestrutura em transportes. Nestes locais, o dirigível ainda é extremamente viável. Descobrimos esta viabilidade e, sobretudo, que os custos associados comportariam os
investimentos necessários”, comenta. 
Neste contexto, Caleffi garante que os estudos iniciados em 1992 demostram, com clareza, a viabilidade econômica para a formatação de um novo modal. A partir disso, o projeto da Indústria Aeronáutica Airship Brasil – formada pela união das empresas de transporte, Bertolini, e de engenheira, Engevix – passou a programar testes, no primeiro semestre de 2017, para dar início às operações de um cargueiros com capacidade para transportar até 30 toneladas. Batizado de ADB 3, o dirigível de 100 metros de comprimento deve percorrer distâncias de até 2 mil quilômetros a uma velocidade de 100 km por hora. 
As especificações idealizadas consideram os custos necessários para tornar o equipamento competitivo em relação aos preços praticados pelo transporte rodoviário. Pensado inicialmente para atender as demandas da Amazônia, na avaliação de Caleffi, a aeronave pode ser aplicada para a realidade gaúcha. 
“É obvio que isso sozinho não resolve o problema do Estado. O Rio Grande do Sul precisa de algo mais. No fórum, pretendemos capitanear algumas ideias para colaborar com desenvolvimentos voltados a esse objetivo”, destaca Caleffi. 
Um dos principais benefícios é baixa necessidade de investimentos para pousos e decolagens. A ideia é que os pontos de partidas e chegadas sejam feitos sobre a água – o que demandaria menores valores para a adaptação de infraestrutura em terra.  
Enquanto o voo inaugural não ocorre, outras apostas entram em fase final de implantação. Além da utilização militar e em publicidades, o transporte de cargas pesadas em refinarias começa a se tornar uma realidade. Segundo Caleffi, o deslocamento de 70 toneladas em áreas de até 200 metros já é possível. Neste caso, os equipamentos são içados por cabos

Fonte: Rafael Vigna (07/08)

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