Joinville, 1º.8.14 – A escalada de acidentes e mortes desde o começo do ano no trecho mais movimentado da BR-280, entre São Francisco do Sul e Jaraguá do Sul, impulsionou a rodovia a bater um recorde negativo de ocorrências.
Além das 20 mortes registradas entre janeiro e junho, que já superavam a média dos anos inteiros entre 2011 e 2013, a tragédia de quarta-feira, em Araquari somou mais quatro vidas perdidas aos índices de 2014.
Preso em flagrante após ter deixado o local do acidente em que morreram os quatro profissionais ligados à BMW, o motorista Niomar Rauber continuava detido na delegacia de Araquari até a noite de ontem.
Grassiele Fagundes, de 30 anos, será sepultada hoje, em Joinville. Os corpos do alemão Andreas Grimm, 52, e do americano Alonzo Seaborne, 50, continuam à espera de liberação. Segundo a Central Funerária de Joinville, é preciso que um parente faça os procedimentos de liberação.
O corpo de Luis Fernando Alves, 28 anos, será sepultado em Ribeirão Preto (SP). Sobrevivente do acidente, Filipe Mineli Metzker, 28 anos, continua internado em estado grave. Em nota enviada ontem, a BMW do Brasil lamentou o ocorrido em Araquari e confirmou a ligação das vítimas com a empresa. A montadora ainda afirmou ter prestado assistência às famílias e apoio para que as circunstâncias do acidente sejam apuradas.
Duplicação traria segurança necessária, diz PRF
A Polícia Rodoviária Federal alerta que cenas como a de quarta-feira podem se repetir na BR-280.
– Da forma como está, o que se projeta é que ocorrerão mais mortes e acidentes graves. A gente não quer, mas a frota aumentou muito. Tem caminhões em direção ao Porto de São Francisco do Sul, além do fluxo normal. Não há como esperar que não vão acontecer acidentes com mortes – avalia André Ortega, inspetor da PRF.
Só a duplicação da rodovia, garante o inspetor, poderia trazer a segurança necessária. O exemplo, aponta, vem de perto: desde que o trecho Norte da BR-101 foi duplicado, acidentes com colisões frontais são exceção.
– Quando não era duplicada, a BR-101 foi palco de acidentes com muitas mortes. Após a duplicação, isso se repetiu apenas com veículos que atravessaram a mureta, entraram na contramão, esporadicamente. A duplicação da BR-280 eliminaria acidentes frontais e transversais – aponta o inspetor.
Fonte: Roelton Maciel/ Diário Catarinense
Sinotruk pede licença para obras
A Sinotruk já começou a providenciar as licenças ambientais para começar a terraplenagem do terreno onde construirá a sua fábrica de caminhões em Lages, na Serra Catarinense. Todos os demais projetos da unidade já estão prontos, e as obras podem ser iniciadas a qualquer momento.
Em reunião realizada na tarde de ontem, em Florianópolis, com o governador Raimundo Colombo e o prefeito de Lages, Elizeu Mattos, o diretor geral da Sinotruk Brasil, Joel Anderson, confirmou que a última barreira burocrática que impedia a construção da fábrica foi superada com a homologação da empresa junto ao Inovar-Auto, programa do governo federal para o setor.
Anderson não estipulou uma data precisa, mas garantiu que as obras serão iniciadas em breve, até porque a Sinotruk tem prazo máximo de dois anos para começar a produzir os caminhões, sob pena de perder todos os benefícios governamentais que acaba de conquistar.
– Lages fica muito próxima do polo de caminhões de Caxias do Sul e São Marcos (RS), e Santa Catarina tem mão de obra especializada. A parceria para desenvolver o laboratório de pesquisa na Sinotruk já conta com o Instituto Federal em Lages. Por isso temos um ambiente todo favorável a um grande empreendimento – disse o diretor geral da Sinotruk.
Depois que a terraplenagem do terreno for realizada, a empresa chinesa começará a implantação efetiva da fábrica com o posterior treinamento de pessoal.
Fonte: Pablo Gomes/ Diário Catarinense
Falta de fiscais atrasa movimento nos portos
Santa Catarina necessita de 60 novos fiscais federais agropecuários porque os 146 que atuam, hoje, no Estado, não são suficientes para atender todas as demandas. A situação é mais crítica nos portos, que contam com apenas três engenheiros agrônomos para fiscalizar cargas vegetais e necessitam de mais 11. O problema está atrasando o movimento de cargas e exigindo o deslocamento de profissionais de outros Estados para fazer o trabalho nos terminais de SC, alerta o delegado sindical da categoria no Estado, Serafim Castro da Costa. A maior limitação ocorre no Complexo Portuário Itajaí, que reúne os portos de Itajaí e Navegantes e movimenta a maior parte das cargas no Estado. Dos seis engenheiros agrônomos que atuavam no local, quatro estão aposentados, um está se aposentando e apenas um segue trabalhando. A secretaria do Ministério da Agricultura (Mapa) em SC está trazendo três profissionais de fora, mas é uma solução temporária para Itajaí.
Terminal de Itapoá espera
O superintendente do Porto de Itapoá, Patrício Junior, informa que o terminal ainda não tem fiscais agropecuários e aguarda a contratação de três. Por enquanto, o único agrônomo que atende o Porto de São Francisco avalia cargas também em Itapoá. A falta de técnicos ocorre porque o Mapa ficou 21 anos sem fazer concurso público. Hoje, faltam 900 fiscais agropecuários no país. O último concurso aprovou 240, mas apenas um está previsto para Itapoá.
Fonte: Estela Benetti/ Diário Catarinense
Bombinhas institui pedágio para preservar o meio ambiente
Os vereadores de Bombinhas aprovaram o projeto de lei que institui a Taxa de Preservação Ambiental (TPA), na prática, o pedágio para quem entra na cidade. A proposta teve apenas um voto contrário, do vereador Celino João dos Santos Filho.
O projeto de lei prevê que a tarifa seja eletrônica, para evitar filas na entrada da cidade. A taxa poderá ser paga pela internet, bancos e comércios conveniados. Moradores e veranistas que possuam imóveis na cidade ficam isentos do pagamento.
A entrada do município não terá cancelas. Um equipamento similar a um radar lerá as placas e fará a verificação. Quem não houver pago adiantado receberá a conta em casa.
O valor da taxa ficou bem mais barato do que se esperava. A ideia inicial era que cada veículo pagasse cerca de R$ 100 para entrar na cidade, mas o preço ficou em R$ 20 para cada carro. A tarifa é válida por 24 horas _ o que significa que, se o veículo entrar e sair mais de uma vez no mesmo dia, não pagará novamente.
A intenção da prefeitura é que o sistema entre em operação no feriado de 15 de novembro. Para que isto ocorra ainda é necessária homologação da prefeita Ana Paula da Silva. Depois, o município fará licitação para compra do equipamento que faz a leitura das placas e formará a rede credenciada de pagamento.
A taxa deverá ser aplicada em projetos ambientais e de infraestrutura turística. O próximo passo, após a lei passar a valer, será a comunicação ao trade turístico.
Bombinhas não é a primeira cidade do país a instituir um “pedágio” para garantir a sobrevivência de suas belezas naturais. Taxa similar é aplicada em Fernando de Noronha (PE) e em Ilhabela (SP).
A aplicação da tarifa levou em conta estudo de carga turística, que revelou que a cidade tem limitações para o número de turistas. Com 14 mil habitantes, a cidade recebe 150 mil visitantes durante a temporada de verão _ o que causa engarrafamentos na entrada e saída, falta de água e de espaço nas praias.
Fonte: Dagmara Spautz/ Blog Guarda Sol